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Só recentemente eu soube do caso da menina branca que foi abordada por uma jovem negra no metrô em Curitiba por estar usando um turbante, de algum estilo africano pelo que entendi. Ela foi criticada por estar se “apropriando” da cultura africana que, supostamente, não lhe pertencia. Mas a pergunta é, a quem pertence uma cultura? Cultura é algo essencialmente dinâmico, pois faz parte da comunicação que, inegavelmente, evolui, se adapta, se enriquece… Ao criticar a menina, chamada Thuane Cordeiro (na foto acima), a jovem militante de sua “africanidade” não fez outra coisa senão recortar um pedaço de uma determinada história e daí sim, se apropriar dele dizendo ser seu. Agora cá entre nós, pode alguém achar que é dono de algo que foi construído anonimamente por uma multidão de indivíduos sem contrato? Isto é simplesmente ridículo.

Thauane Cordeiro
4 de fevereiro às 10:29 ·
Vou contar o que houve ontem, pra entenderem o porquê de eu estar brava com esse lance de apropriação cultural:
Eu estava na estação com o turbante toda linda, me sentindo diva. E eu comecei a reparar que tinha bastante mulheres negras, lindas aliás, que tavam me olhando torto, tipo ” olha lá a branquinha se apropriando dá nossa cultura”, enfim, veio uma falar comigo e dizer que eu não deveria usar turbante porque eu era branca. Tirei o turbante e falei “tá vendo essa careca, isso se chama câncer, então eu uso o que eu quero! Adeus.”, Peguei e sai e ela ficou com cara de tacho. E sinceramente, não vejo qual o PROBLEMA dessa nossa sociedade em, meu Deus!
#VaiTerTodosDeTurbanteSim

via (9) Vou contar o que houve ontem, pra entenderem o… – Thauane Cordeiro

Ah sim! Detalhe que a menina branca com turbante ainda estava fazendo uma homenagem às moças negras, Thuane tem câncer e para adornar a cabeça, totalmente calva usou um adereço que achou bonito. Bizarro, simplesmente bizarro alguém recriminá-la por isso… Toda cultura, simplesmente TODA, com exceção óbvia das isoladas se trata de APROPRIAÇÃO CULTURAL e olhe lá que nem tenho certeza, pois uma cultura aparentemente isolada de hoje em dia pode ser resultante de outras mesclas (apropriações) do passado. O que essa menina com câncer e turbante deveria dizer à militante é que calcinha não era usada por muitas tribos africanas, então, se ela usa, também se apropriou de um item cultural alheio a sua cultura original, assim como alisar o cabelo etc.

E quanto à acusação de racismo então, nem se fala, quem foi totalmente racista ao vincular, se apropriando de uma peça de vestimenta como inerente a uma raça foi a militante sem noção, tipo de gente que vê e PÕE raça em tudo. Essa gente é sociopata, só pode. Parabéns à menina que “se apropriou” e respondeu aos fascistas de todas as cores que acham que a sociedade é ESTÁTICA e não pode misturar símbolos e significados porque eles IDEALIZAM um passado idílico que, na verdade, nunca passou de uma mentira.

RL