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Anselmo Heidrich

Defendo uma sociedade livre baseada no governo limitado e estado mínimo.

Qual a Cor da Alienação? Uma crítica ao Dia da “Consciência” Negra

Bom dia, hoje é o “Dia da Consciência Negra”, não? Então vou falar do contrário, da alienação, que não tem cor, que não pertence a nenhuma raça ou etnia, mas que se adquire indistintamente ao desprezar o valor individual e nosso maior atributo: a vontade de compreender.
Bora lá…

 

Alienação Não Tem Cor *

 

A luta de classes utilizada como subterfúgio para racismo pouco dissimulado tem sua aplicação hodierna no Brasil e alguns negros, tão cegos por seu ódio histórico aos brancos serão, provavelmente, mais uma vez, úteis.

 

Números racistas

Existe um discurso da militância do movimento negro que acusa a sociedade brasileira de discriminá-los. Especialmente, as “elites” que seriam “brancas“ por definição. Ele se baseia em dados objetivos, como a renda média do branco pobre no Brasil estipulada em 400,00 reais mensais ao passo que a do negro pobre rondaria os meros 170,00. A causa de tamanha desigualdade seria simples: trata-se da mais pura e ostensiva discriminação contra a categoria, ou “raça” se preferirem.

Se for verdade que o Brasil é um país racista, nosso empresariado é míope e, sinceramente, não creio que este seja o caso. Se eu fosse um destes empresários, com certeza empregaria mais trabalhadores negros, pois ganham menos! No entanto, não é o que acontece. Segundo pesquisa do IBGE em 2001, Salvador, 45% dos negros estão desempregados, em São Paulo são 41% e, em Porto Alegre, 35%. Lembremos que a pesquisa não averiguou o trabalho, mas o emprego formal, aquele com carteira assinada.[1]

Tanto quanto dizer que todo trabalhador fora da situação de trabalho regulamentar é um desocupado, o que não faz sentido algum é dizer que não há mais indivíduos negros empregados por que por pura discriminação. A tese (óbvia) que endosso é que o maior de desemprego se dá por que o nível de educação dos mesmos é inferior ao dos brancos em 2 anos e 3 meses na média. Apesar de pouco em termos absolutos é muito em termos relativos, especialmente para um país cuja escolaridade média é de 6 anos.

Em alguns aspectos, o “negro estatístico”, aquele que nós podemos avaliar através dos censos está bastante distante do “negro virtual” imaginado pelos críticos da democracia racial brasileira e, não muito distante do branco avaliado pelo censo.

O que verificamos é que além de uma “questão de raça” o que pesa mais, senão por inteiro, é o nível educacional e a condição feminina relacionada ao grupo. Mais do que negros, são as negras que sofrem com falta de oportunidades.

Segundo os mesmos dados do IBGE/Pnad, a média de anos de estudo de instrução formal por cor ou raça segundo a faixa etária no Brasil e Grandes Regiões em 2001[2], a população branca tem 8,3 e 8,1 anos de escolaridade formal entre 15 a 24 anos e 25 a 44 anos, respectivamente. A população negra, por sua vez, apresenta 6,4 e 5,8 anos de escolaridade formal para os mesmos intervalos.

Da mesma fonte, a taxa de analfabetismo em pessoas de 15 anos ou mais é de 12,4% em 2001; apenas 7,7% para brancos, mas 18,2% para negros. Existe aí uma maior taxa de evasão escolar da população negra: enquanto que 97,5% de jovens brancos entre 7 e 14 frequentam a escola, a taxa entre negros não é tão diferente: 95,4%. Mas o gap aumenta significativamente quando analisamos a população de 15 a 17 anos: 84,1% de brancos contra 78,1% de negros. Ao longo do processo é que as diferenças se acumulam.
Tais taxas não confirmam “racismo”, pois a diferença volta a diminuir na faixa de 18 a 24 anos, 35,9% entre brancos contra 31,7% de negros nas escolas, quando a maioria já está procurando emprego. A diferença maior é prévia e está ligada ao período da adolescência. Uma queda brutal de alunos matriculados se verifica do ensino fundamental para o ensino médio no país: cai de 93,3% para 37,8% (!). Mas ela é muito mais pronunciada entre a população negra, 22,5% maior[3]. No cômputo final os brancos têm certa vantagem, com quase 1/3 a mais de anos de estudo. Em um país cuja média é de apenas seis anos isto é irrisório, se considerarmos as atuais necessidades do mercado de trabalho.

O que os militantes do movimento negro e críticos da situação social negra deveriam realmente se perguntar é:

Por que nossa “raça” evade mais da escola?

Como a resposta é complexa, envolvendo vários fatores melhor explicados por estudos de antropologia urbana, fica muitíssimo mais fácil e de forte apelo emocional aludir a discriminação em grau inexistente.

Alguns desses fatores envolvem a localização dos “discriminados” em bairros pobres, mais sujeitos ao tráfico como opção, às gravidezes de jovens negras que estimulam a sair da escola, casamentos precoces etc. Todos eles teriam que ser meticulosamente avaliados, para evitar que especulações se tornem conclusões.

 

Ideologias conflitantes

Para o articulista Hamilton Cardoso[4], não houve reconhecimento da raça negra como fato político, ou seja, não houve qualquer consideração à respeito. Ao que o autor chama de “alienação branca”, podemos chamar esta de “alienação negra”? Na verdade, tudo não passa de uma imensa bobagem, pois desde quando alienação tem cor?

Para este tipo de intelectual negro, os grandes líderes inspiradores da causa abolicionista só tomaram alguma importância quando estes se “racializaram”. Nesta “conexão metafísica com a senzala”, o perigo é que este processo se perdesse no “branqueamento da sociedade brasileira”. Para ele, candomblés baianos, escolas de samba cariocas e paulistas, congadas, moçambiques e outras agremiações negras como pagodes, blocos de carnaval, “verbalizam críticas à situação social brasileira”. Ao passo que a maioria de nossos antropólogos assinalarem o sincretismo cultural como uma marca característica de nossa sociedade, Hamilton vê em tais manifestações um tipo de ruptura com a sociedade branca, onde fica bem expresso que:

(…) o movimento dos trabalhadores negros (…) jamais [viverá] a contradição teórica raça e classe porque são o que são: a alma, o espírito e a matéria-prima do proletariado.

Lembrou de algo?

Sim, sim, eles rodam, rodam e rodam, mas sempre caem no mesmo ponto: sua luta racial é, na verdade, uma oposição de classes sociais:

(…) não têm vergonha de trabalhar na Casa Grande, onde, ao limpar banheiros ou aparar jardins, conspiram contra as culturas das elites. Nas madrugadas. Este movimento definiu o perfil cultural do país do futebol, do samba e da cachaça: um país negro, chamado Brasil.

Se esta não é uma proposta de luta racista, me digam o que é.

Outro ponto muito interessante, abordado pelo militante, é a duplicidade deste tipo de política e movimentação social:

(…) há petistas hoje capazes de verbalizar noções de política para a Casa Grande e outros que as verbalizam para as senzalas. Tudo é uma questão de opção. Mesmo porque há uma nova conspiração em movimento. Axé. (Grifos meus.)

Denis Lerrer Rosenfield já tinha chamado a atenção para este “conflito”, em que se namora o autoritarismo de esquerda, mas em outros momentos se “aceita” a democracia. A duplicidade não é funcional por muito tempo. Ou ela é engendrada para confundir mesmo, ou este drama tende a se dissolver de modo a atrelar o estado às posições ideológicas conflitantes. Como eu não acredito em dialética marxiana (original de Marx, diferente da dos marxistas, que eu também desprezo), apenas uma das posições irá predominar.

 

Conspirando contra negros e brancos

Segundo Hamilton se trata de uma conspiração. E, embora eu nunca tenha visto uma conspiração anunciada pelo conspirador, vamos admitir sua possibilidade segundo uma lógica marxiana.

Para o próprio Marx, seria uma heresia buscar equivalência entre raça e classe social. Mesmo por que, para estes militantes são duas classes em conflito e para o filósofo Karl Marx existiam mais de duas em disputa, mas duas em oposição estrutural. As classes médias eram vistas como oscilantes, não predestinadas, mas que dependendo da conjuntura poderiam ser úteis.

Outro ponto óbvio que entra em contradição com as especulações místicas, é que na fonte marxiana da qual pensa se basear com coerência, é que as diferenças entre classes não se dão pela renda, mas por sua posição em relação aos meios de produção (se detentora ou não destes).

O principal “divisor de águas” entre as raças, de acordo com os dados mais acima, se refere especificamente à renda. Tanto é assim que uma das principais alegações de que existe racismo pelos militantes do movimento negro é que, desempenhando as mesmas funções, negros e brancos teriam rendimentos diferentes. Ora! Então não há a aludida divisão racial-classista sugerida por esta militância.

Se a sociedade brasileira fosse constituída de duas classes fundamentais: os exploradores (brancos) e os explorados (negros), não seria possível qualquer sutileza do modelo capitalista em sua sanha de extrair a chamada mais-valia justamente por que tal divisão estaria escancarada e não haveria como manipular massas nem provocar a chamada “alienação” estudada por Marx. E a própria “necessidade” do capitalismo ocultar ideologicamente as relações de classe seria desmascarada.

Nem o mais vulgar dos marxistas imaginou tamanha simplificação. Se eu fosse maldoso, diria que isto se dá devido à supracitada taxa de evasão escolar…

Para um marxista heterodoxo, este raciocínio se torna mais inviável ainda quando pensamos no conflito social moderno que seria “triangular”: interesses entre acionistas, gerentes e trabalhadores que é muito diferente do modelo dicotômico e “biologicista” que propunha Karl Marx no século XIX.

Talvez a análise devesse levar em conta o critério comportamental, ausente em seu racismo. Em qualquer grande corporação, temos altos executivos, técnicos e outros subordinados devido ao critério da competência, ou em grande medida a uma boa dose de “capital cultural” herdada da família, o que também foge ao alcance de qualquer teoria marxiana mais ou menos ortodoxa. Se me entenderam, a desigualdade reinante em nossa sociedade não tem origem racial ou classista, mas cultural, formada pela tradição familiar e que pode (e deveria) ser reformatada pela Educação que, como sabemos, fracassa flagrantemente em nosso país. Se há um mecanismo de reprodução da pobreza, ele não é o racismo, mas nossa péssima educação pública que não possibilita mecanismos de alavancagem dessa massa com potencial para trabalhar.

Mesmo que para militância racista isto fosse, na melhor das hipóteses, um eufemismo para a discriminação pura e simples, sua cegueira ideológica não consegue abarcar sutilezas entre classes presentes na ordem capitalista. Como enfiar goela abaixo da sociedade o critério de cotas raciais para ingresso em universidades e serviço público se admitimos a meritocracia na moderna estrutura capitalista? Fica mais fácil pressupor que nada mudou ou pouco mudou desde os tempos da Casa Grande e da Senzala.

A mistificação racista tem, no entanto, um componente estratégico que sempre se deu nas estratégias dos jogos de poder, na qual a aliança contra um inimigo remoto tem serventia contra um inimigo imediato. Isto fica claro na seguinte passagem:

Este mesmo movimento, afinal, com seus operários e operárias deu à luz ao movimento negro pós 1978, que, de certa forma, começou a combinar o vigor da luta cultural e impor novas noções de política à sociedade. Ele, neste momento, se encontra e procura criar uma nova síntese ao lado de milhares de lideranças brancas com noções mais universalizadas do país e que se defrontam com a mesma indagação dos movimentos negros de 78: o que fazer no dia 13 de Maio, quando se comemora a abolição da escravatura no Brasil? Agora, o centenário da abolição. (Grifos meus.)

“Operários e operárias”, um vício teórico herdado de Karl Marx; “o que fazer?”, pergunta clássica feita por Lenin, líder da revolução comunista na Rússia. Não está claro que este tipo de “militância negra” tem outra agenda que nada tem a ver com condições de vida dos negros e querem sim outra coisa, têm outra agenda política?

No excerto acima, não fica claro o que se entende por “noções mais universalizadas”. O que haveria depois da sociedade ser dominada pela ideologia racista? Um alento para o “bom branco”, aliado que foi por sua serventia à causa? Ou mais tarde afloraria a máxima de “branco bom é branco morto”? Falta muito?

Assim como Marx dizia que a causa da fraqueza do campesinato francês se dava ao seu isolamento geográfico e baixa capacidade de se comunicar, esta visão racista se empenha em ultrapassar uma barreira similar ao propor uma aproximação entre seus membros da “classe-raça” através de um núcleo ideológico. E, assim como um dogma religioso, nada mais conveniente para esta agregação quando se encontra um inimigo comum.
No entanto, há obstáculos bem vindos à formação da “consciência negra”, como o papel dos sindicatos, que no Brasil são inter-raciais por excelência. Aí poderíamos assinalar um limite plausível a disseminação dessa “panaceia ideológica racial”.

Mas, seja dentro de uma socialdemocracia capitalista ou um ridículo sistema socialista, as clivagens étnicas, culturais ou religiosas sempre representaram um enfraquecimento do movimento trabalhista. Se o movimento negro pretende suplantá-lo, teremos algo pior que um estado socialista, talvez um apartheid às avessas, tão hediondo quanto seu antigo exemplo sul-africano no tempo da dominação böer.

Esse imbróglio pode ter consequências não explícitas, como aquele onde um terceiro elemento se beneficia de um conflito que não ajudou a criar. Sua sanha sectária pode aproveitar a situação para estender seu poder e amarras políticas pré-totalitárias ao traçar linhas de ocupação e direção da “classe trabalhadora” entre brancos e negros. No fundo, quem passa a comandar será nossa “nomenklatura pós-moderna”, gente como aquela ministra que acha que 30.000 mensais é pouco porque foi “vítima do racismo”.

Se para um marxista, uma luta entre facções capitalistas poderia beneficiar o operariado, nesse caso uma estúpida luta inter-racial beneficiaria a emanação dos tentáculos estatais e diminuição do prestígio da sociedade baseada no valor individual. Um movimento que beneficia o totalitarismo, do qual os socialistas bebem na fonte.

A luta de classes utilizada como subterfúgio para racismo pouco dissimulado tem sua aplicação hodierna no Brasil e alguns negros e brancos – alguns por que a imensa e absoluta maioria é formada por trabalhadores que age individualmente em busca de seu mérito –, tão cegos por seu ódio histórico serão, provavelmente, mais uma vez, úteis.

A quem esta alienação interessa, é uma questão de tempo para que os fatos falem por si.

 

Por Anselmo Heidrich
2017-11-20

 

 

 

[1] Sobre deturpação similar, confira Números não mentem. O Dieese sim!.. (link perdido de uma antiga matéria do MSM).
[2] Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.
[3] A queda entre os brancos é de 94,9% para 50,7% e 91,8% para 25,1% entre os negros.
[4] http://www.fpabramo.org.br/td/nova_td/td02/td02_sociedade2.htm, acessado em 2003.

 

___________
[*] Este texto data de 2006, por isso suas estatísticas podem estar desatualizadas, mas o seu sentido teórico não mesmo. Reitero tudo que escrevi, com algumas correções já introduzidas em seu corpo.

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William Waack, Boris Casoy, Diego Maradona e Ozzy Osbourne

Caros, assistam a este vídeo:

 

https://youtu.be/fwdZkwUwyn0?list=PL7EFC26EDF974ECA1

 

Agora minha opinião sobre um problema associado a este:

Se não fosse William Waack, jornalista respeitado pela maioria de nós por suas opiniões, não haveria tanta polêmica. Lembrei-me de outro, Boris Casoy, que foi um ícone da correção, da ética e que “elameou” tudo ao criticar garis em mensagem de ano novo na transmissão de sua emissora. Foi uma decepção muito grande, pois eu acreditava na imagem de um personagem ético que, no fundo, não existia. Analogamente, por isso quando ouço Sabbath antigo, ouço um cara cantando e não o Ozzy, sujeito que perdeu toda credibilidade como humano após pisotear pintinhos em um palco. Passou de simpático para nojo e não para meramente indiferente. Ouço o som daquela banda como quem ouve uma banda com vocalista sem rosto, se não fica difícil. A mesma coisa valeu para Ritchie Blackmore, genial guitarrista do Purple, mas que de tão intragável não passa disto, um guitarrista ou a antipatia gratuita de um genial músico, Ian Anderson do Tull, que ofendeu gratuitamente os músicos do Maiden que tentaram homenageá-lo com uma versão de Cross-eyed Mary ao dizer “fiz esta canção para uma garota cega, espero que tenha ficado surda antes de ouvir este lixo”.

William Waack caiu nesta categoria, de pessoas que são só aquilo que deveriam ser, suas profissões e não a imagem de “algo mais”, como símbolos de ética que foram um dia.

Outro bom exemplo de profissional excepcional que dista anos-luz da representação como modelo de pessoa é Diego Maradona. Acho que não há melhor exemplo do que eu quis dizer: vejam-no como o que é, apenas um atleta por que se pararem para prestar atenção nele como pessoa, seus sentimentos o trairão e passarão a procurar defeitos onde não há, que é o seu futebol.

Quanto às buzinas, elas são comuns em países com pouco respeito ao próximo, ou seja, países com pouca eficácia da lei, subdesenvolvidos e não necessariamente “negros” ou “pretos”. Leiam sobre o trânsito em Mumbai ou no Cairo para entender o que digo. A falta de educação parece sim, algo típico de nossa cultura, o que William Waack pode nos provar, pelo seu próprio comportamento. Mas obviamente que não dá para deixar de notar que muitos dos que agora querem a carcaça de Waack não esboçaram, nem minimamente, a mesma indignação quando um nada saudoso ex-presidente chamou pelotenses de “viados”, ou colegas de partido de “mulheres de grelo duro”, ou que uma de suas assessoras sonhasse com vários policiais federais num quarto ou ainda com um de seus jornalistas financiados, Paulo Henrique Amorim ao se referir a um jornalista negro como tendo “alma branca”. Esta indignação seletiva é que reforça partidarismos em uma questão que deveria ser consensual quanto à inadequação e preconceito expressos.

Anselmo Heidrich

O que é o Capitalismo de Estado: Brasil e Argentina

Criticar o comunismo em contraposição ao capitalismo, como este sendo essencialmente melhor é fácil, mas também incompleto, pois comunismo é um regime de governo e capitalismo, um sistema econômico. Ocorre que sob o comunismo, a estatização total dos meios de produção que se convencionou chamar socialismo prima pelo gigantismo de estado, ou maior intervencionismo que qualquer forma de expressão já realizada dentro do capitalismo. E aí reside um erro comum aos nossos direitistas que, no afã de justificarem a reação ocorrida aos movimentos comunistas do pós-guerra na América Latina acabam por defender ditaduras.

Obviamente que nenhuma ditadura pode ser justificada, mesmo que em nome de uma resistência à comunização. Não se pode utilizar qualquer meio para atingir um fim, mesmo que este fim seja algo melhor do que a situação pretérita. Aliás, quem faz este tipo de relativização moral é justamente quem põe os fins acima dos meios, como os militantes comunistas têm sido notórios.

Já que se fala muito de “capitalismo” quando se expõe uma crítica ao comunismo, convém lembrar que não se trata de defender o capitalismo em toda suas formas diversas, em absoluto. Há configurações tomadas por sociedades capitalistas que são tão ineficazes produtivamente que têm como efeito trazer o risco de que movimentos de extrema-esquerda tragam ideias ultrapassados do séc. XIX, as quais só trouxeram miséria e caos no séc. XX de volta ao cenário político. E o imenso peso da burocracia dos estados latino-americanos é uma dessas mazelas e germes que levam ao parasitismo social e sentimento de injustiça. Embora muitas vezes desfocado, tal parasitismo social vira objetivo de toda uma cultura (observem nossa obsessão por concursos públicos), apontando para falsos inimigos – falsas bandeiras -. como o mito do “capitalista explorador”, sem nunca se perguntar que exploração é esta? Ao mesmo tempo em que se ocultam as ligações de alguns empresários privilegiados com a estrutura de estado.

Argentina 01 - estrutura de estado
As gigantescas e confusas estruturas de estados latino-americanos dificultam o desenvolvimento econômico e nunca foram consideradas um problema central para a maioria de seus governos.

A saúde financeira da sociedade depende de um equilíbrio fiscal. É insano achar que se pode manter gastos elevados permanentemente além das receitas. No plano externo, se a balança de pagamentos não é positiva, a balança comercial deve compensar este desequilíbrio. Agora imaginemos um país como a Argentina, cuja sociedade se vê fechada, econômica e politicamente, em prol de uma “casta de farda” (poderia ser qualquer uma, com ou sem farda, mas igualmente “casta”), o que poderá atrair como investimento? Nada de sustentável. A menor ameaça de prejuízo, o estado-sócio de empresas privilegiadas fará de tudo para socorrê-las. Então, sobram as exportações, mas como se o estado tolhe a liberdade econômica e entrada de investimentos? O resultado é óbvio:

Argentina 02 - exportações sobre o total mundial
As quedas na taxa de exportações argentinas mostram o resultado de um estado, cuja economia se fechou em si mesma ignorando completamente a evolução da economia mundial.

A imagem abaixo é uma das mais ilustrativas para o que queremos demonstrar. A Argentina, tida como país rico até o início do século XX foi um doa países que mais decaiu (relativamente) em renda em relação aos países com status econômicos similares no mundo. O que isto prova para nós? Duas coisas:

(1) que não basta ser um país capitalista para atingir o sucesso econômico de uma sociedade, mas um conjunto de fatores que são capitalistas devem ser devidamente calibrados para garantir o desenvolvimento e prosperidade;

(2) as política populistas ou ditatoriais não são exclusividade de sociedades capitalistas podendo existir em outros tipos de governos (onde são mais comuns, aliás), mas que quando adotadas em sociedades capitalistas, a mera existência da propriedade privada por si só não é garantia nem antídoto ao subdesenvolvimento.

Se não ficou claro, quando falarem em “capitalismo” definam que tipo de capitalismo está sob crítica para não incorrerem em nenhum tipo de desonestidade intelectual.

Argentina 03 - vs Austrália vs Canadá
Países capitalistas também se esmeraram em estagnar suas economias, mas o fizeram quando se afastaram dos princípios da economia de mercado e adotaram políticas intervencionistas, como foi a Argentina de Perón.

Exemplos não faltam… Quem já não se deparou com aquele discurso automático associando Capitalismo ao Liberalismo como se tudo que funciona mal no capitalismo (e há muita coisa mesmo) é devido ao liberalismo? Como se este tivesse sido uma ideologia fortemente compartilhada por capitalistas em algum momento da história do país… Vejamos aqui, claramente, como um banco público, ou seja, recursos de todos nós serve para locupletar uma elite associada à burocracia estatal formando um verdadeiro conluio anti-liberal ou o que se convencionou chamar Capitalismo de Estado:

Brasil 01 - BNDES
Qual o sentido de criar um banco público, com recursos captados de toda população, majoritariamente pobre para beneficiar grandes grupos com seus empréstimos vultuosos?

Espero que tenha ficado claro que não há um estado de coisas absoluto chamado capitalismo que seja totalmente diferente do socialismo. Há graus de intervenção estatal que podem trazer as mesmas amarras administrativas do socialismo ao capitalismo, só que por outras vias, não revolucionárias. Portanto, o verdadeiro inimigo do modelo econômico socialismo e, por extensão, da ditadura comunista não é o capitalismo, mas sim o liberalismo, cujos princípios correspondem a ação econômica, mas de modo abrangente devem sustentar a política e a cultura, sem as quais, o intervencionismo retorna por outras vias.

Anselmo Heidrich

Por que existe nazismo na Ucrânia?

Ucraina, parlamentari e ministri del regime in parata con i simboli delle squadracce naziste. Dove sono i mass media? – World Affairs – L’Antidiplomatico http://www.lantidiplomatico.it/dettnews-ucraina_parlamentari_e_ministri_del_regime_in_parata_con_i_simboli_delle_squadracce_naziste_dove_sono_i_mass_media/82_21792/

Eu já tinha lido sobre a influência e ligação dos ucranianos com o Nazismo. Isto não se justifica, evidentemente, mas se explica… Desde a Revolução Bolchevique que os ucranianos são submetidos aos russos. um antigo anarquista – Nestor Makhno – foi traído por eles após ter ajudado a derrubar o czar e os russos brancos – mencheviques. Durante o Pós-Guerra vigorou a máxima “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”, logo, os nazistas como inimigos dos comunistas (representados pelo poder russo) passaram a ser vistos com simpatia. Lembremos também que aquela área, em menor proporção do que o Cáucaso ou os Bálcãs sofre com o avanço islâmico que é a situação perfeita para o ressurgimento da xenofobia e ideias de pureza racial. Toda migração em massa leva a um tipo de reação xenófoba, mas quem misturou propositalmente os povos na antiga URSS? Se pensou em Stalin acertou. Esta era a chamada “política do liquidificador”, de misturar os povos acabando com suas antigas identidades tradicionais para criar o “novo homem” do comunismo, mas que na prática foi uma reedição da estratégia imperialista “dividir para reinar”. O que temos hoje é um reflexo do passado que tinha sido amortecido/ocultado nos anos de Gorbatchev e Ieltsin, mas que agora com o refortalecimento da potência sob os governos de Putin/Medvedev/Putin em que se (re-)marcou a presença da Federação Russa, não só na Ucrânia, mas também em outros países da periferia da antiga URSS que estão sob pressão de Moscou. O papel americano em sentido contrário é fazer exatamente a mesma coisa que fizeram durante a Guerra Fria e quando digo “fizeram”, não me refiro apenas aos EUA, mas também à URSS. Seja quando esta financiou os vietcongs contra os EUA na Indochina, seja quando os americanos financiaram os afegãos, particularmente o taleban (que apoiou Bin Laden mais tarde) contra os soviéticos. Este é o “Grande Jogo”, como era chamado durante a Guerra Fria e que durante alguns poucos anos tivemos a ilusão de que tinha sido deixado para trás. Só que agora com um detalhe nada desprezível, a entrada da China e de parceiros menores na corrida armamentista já “quase socializada” em termos de potencial nuclear (o difícil ainda é a balística de levar o artefato até o destinatário).

Quanto à participação de Israel neste imbróglio, eu não tenho conhecimento. Tenho sim de sua atuação em relação à Síria, contra o Irã etc. E quanto a participação do megainvestidor George Soros, também desconheço, mas me chama muito atenção que tanto Esquerda quanto a (Nova) Direita o tenham como inimigo comum. Isto tem uma explicação lógica para mim, suas operações financeiras requerem um enfraquecimento das soberanias e tanto no que vingou se chamar de Esquerda ou de Direita a partir do século XX é, fundamentalmente, estatista.

 

Bom dia,

Anselmo Heidrich

Por que o Sudão se tornou um aliado dos EUA?

The Economist explains: Why America has lifted sanctions on Sudan https://www.economist.com/blogs/economist-explains/2017/10/economist-explains-7?cid1=cust/ddnew/email/n/n/20171010n/owned/n/n/ddnew/n/n/n/nla/Daily_Dispatch/email via @TheEconomist

Esse é o tipo de notícia que nossos partisans ideológicos deveria ler e ver se captam alguma coisa. Ouvi e li muito que “com Trump seria tudo bem diferente”. Pessoal, até certo ponto, ATÉ CERTO PONTO podem haver mudanças, realmente, mas há temas sensíveis que isto simplesmente NÃO ocorre não porque o presidente – @POTUS – não quer, mas porque ele não pode, porque ele não consegue. Tentou-se diminuir o fluxo de imigrantes muçulmanos, principalmente aqueles relacionados de alguma forma à atividade terrorista e neste caso estava o Sudão. Este país sofria embargo econômico desde o governo Clinton por ter dado guarida à terroristas, entre os quais Osama bin Laden e depois foi reforçado pela guerra civil e genocídio praticado contra os sudaneses do sul (“infiéis”, isto é, não muçulmanos). Mais tarde, com a mudança política, colaboração contra o terror e amenização nas relações com os vizinhos, parceria na exploração de petróleo com a China, colaboração no controle migratório para a Europa etc., o país saiu da lista de não gratos para sofrer sanções novamente com o Governo Trump. Mas, UMA VEZ QUE Cartum, a capital do Sudão decidiu colaborar contra o regime norte-coreano se tornando um aliado contra Kim Jong-un com o qual se aventa ter mantido relações estratégicas no passado (compra de armas), o olhar de Washington sob o governo Trump mudou novamente.

Lembre-se, por mais potência que você seja, o domínio é uma constelação de interesses e articulações. Sempre existe um cálculo econômico no domínio geopolítico e ninguém faz procurando o caminho mais difícil ou caro. Trump está aprendendo e mudando COMO TODOS os outros, descendo do palanque e sentando à mesa de negociações.

Anselmo Heidrich

Semana Vítimas do Comunismo: Não Culpe o Capitalismo

Pessoal,

Será um prazer tê-los como ouvintes na minha palestra dia 07, “Não Culpe o Capitalismo”, na SEMANA VÍTIMAS DO COMUNISMO, de 06 a 10 de novembro, no CSE (Centro Sócio-Econômico) da UFSC.

Estou preparando uma palestra abrangente, mas em 40 minutos terei que dar um enfoque e será GEOPOLÍTICO.

Será uma honra tê-los nesta terça-feira às 20h, dia 07 de novembro.

Abraço,

Anselmo Heidrich

Dª REGINA VS. ATORES DA GLOBO: análise comportamental-corporal

Não deixem de assistir ao vídeo abaixo do Canal Metaforando, excelente, genial. Aliás, quem não conhece, não deixe de assistir à série LIE TO ME. Genial também e tudo a ver com o vídeo que segue que já inclui em meus favoritos em todos os meus blogs.

Se for lícito dizer que o que não dizemos nos revela, também é que o que fazemos, gesticulamos, movemos nos desnuda mais que qualquer performance fake de nu brega que não diz nada com nada. 

Assistam!

 

Separatismo e Oportunismo

Por Anselmo Heidrich[i]

“Não há regra, não existe uma lei natural para que este movimento político, muito menos uma legislação que foi criada determine que quanto menor, melhor. Um México pode ter menos liberdades civis que um Canadá, cujo território é bem maior; ou, se preferirem, em termos populacionais, uma Venezuela também tem (inegavelmente) menos liberdades civis que o Brasil. E a recíproca para extensão territorial ou população também é verdadeira, também temos pequenos estados ou sociedades onde se é mais livre. Em suma, liberdade não depende do tamanho, mas da qualidade da administração e de seu estado.”

Este é um trecho de um texto de 2016 sobre o separatismo sulista, cujo conteúdo integral se encontra aqui:

http://inter-ceptor.blogspot.com.br/2016/07/o-separatismo-na-visao-dos-liberais.html

Além desta visão, que sempre que tenho oportunidade quando debato com separatistas e, especialmente, os separatistas de visão liberal é que não há uma lei que determine o tamanho como sendo melhor. Sei que este é um critério utilitário e que muitos liberais fundamentalistas irão me contrapor dizendo que, ora! Um povo deve ter o direito de fazer um plebiscito e lutar por sua autonomia! Que seja, mas preste bem atenção no que eu vou dizer, um processo desses nunca termina onde nós queremos ou achamos ideal. Se ele for válido para todo e sempre, um grupo futuro também poderá propor outro processo similar dentro do novo país. P.ex., por que não se poderia propor uma separação deixando o Rio Grande do Sul, estado financeiramente quebrado e decadente de fora? Imagine o movimento “Quase Todo o Sul é Meu País”, por que não? Ou, mesmo dentro do RS, o norte dinâmico do estado se separar da Campanha, porção meridional pobre e atrasada? Ou o norte industrioso e fabril de Santa Catarina dar um belo de um chute no sul mais empobrecido do estado? Analogamente, o Paraná também poderia fazer uma triagem interna, que acham? O que eu quero dizer é que não há um ponto ótimo. Em se tratando de História, o processo pode continuar indefinidamente e uma vez aberta a porteira para este tipo de ação coletiva de larga escala não há legitimidade nenhuma em poder fechá-la novamente. Portanto, se vão mesmo apoiar uma causa assim, que estejam preparados para as consequências. Vocês estão?

E agora me pergunto, a quem interessa mais a secessão territorial do país? “Ah! É contra Brasília, então está tudo bem!” É mesmo? E como você acha que esta organização se dará internamente? Por acaso já pesquisaram sobre quem são os líderes desse movimento aqui no país? Se eles são pessoas realmente ilibadas, se não tem algum processo judicial correndo contra eles e por que razão… Porque se há, este país já começaria muito mal, com vícios de origem. Pesquise antes de vestir uma camiseta para alguém que nem conhece direito e não sabe sua ficha corrida.

O uso político dessa questão não é nossa exclusividade. Vocês acham que foi diferente na Catalunha, região espanhola que recentemente teve o seu plebiscito? Assim como aqui, a região espanhola perde mais do que ganha na divisão de recursos do país, mas não por acaso está usando a questão separatista como cortina de fumaça para favorecer o seu governo acusado de envolvimento em vários casos de corrupção e que elevou a dívida pública regional ao maior patamar de todas as seções administrativas (cf. https://anselmoheidrich.wordpress.com/2017/10/02/a-autonomia-da-catalunha/). Há casos e casos, querer dizer que porque os curdos também lutam por autonomia, cujo povo de cerca de 20 milhões de habitantes se distribui entre países do Oriente Médio apresenta uma etnia própria em uma área rica em petróleo e fontes hídricas, mas foi igualmente perseguido por turcos e iraquianos é a mesma coisa que a questão catalã ou sulista no Brasil é forçar a amizade. Portanto, não há como ser incondicionalmente a favor do separatismo em qualquer lugar do mundo, assim como não há como ser incondicionalmente a favor da união em qualquer lugar do mundo. Cada caso é um caso distinto.

Mas o aviso foi dado… Vejam quem comanda os processos ora em curso. Analisem seu histórico e confirmem se esta foi uma causa defendida anteriormente. Lembre-se, tudo é política. Toda hora vemos isso, como um Trump que era a favor do controle de armas, mas quando se candidatou contou com o apoio da NRA, Associação Nacional do Rifle nos EUA, principal lobby pró-armas e, magicamente, Trump mudou o discurso se opondo às regulamentações. Agora, após o massacre em Las Vegas, ele próprio aceita discutir novas regulamentações. Independente de quem está certo, o que discutirei em outro artigo e já adianto que não há solução fácil, o fato é que há um histórico dos envolvidos e o meu conselho é analisem para ver se é mesmo legítimo. E outra vez, já que estou falando em LEGITIMIDADE:

SE FOR LEGÍTIMO QUE SE APOIE A SEPARAÇÃO TERRITORIAL DO PAÍS, TAMBÉM É LEGÍTIMO QUE SE APOIE A SEPARAÇÃO INTERNA NO NOVO PAÍS.

Não há razão lógica para se parar em um determinado ponto. INDAGUE ISTO AOS SEPARATISTAS e SE ELES DISSEREM QUE NÃO, QUE TEM QUE TER LIMITES É porque SÃO TODOS FAKES, NÃO TÊM COERÊNCIA e PODERÃO USAR A POLÍTICA DO NOVO PAÍS DO MESMO MODO QUE AGORA: de acordo com as necessidades de OCASIÃO.

 

Abraço e boa tarde chuvosa,

Anselmo Heidrich

2017/10/07

 

[i] Confira meus ÁUDIOS: https://soundcloud.com/anselmo-heidrich; e BLOGS: https://anselmoheidrich.wordpress.com/, http://inter-ceptor.blogspot.com.br/.

 

 

 

O Tenesmo Intelectual de Olavo de Carvalho – MAM, Queermuseu e MBL

Por Anselmo Heidrich[*]

 

Confira meu comentário sobre como Olavo de Carvalho já perdeu há muito o protagonismo intelectual do conservadorismo no Brasil e não possui outro recurso argumentativo a não ser apelar para teorias conspiratórias.

Sobre >> OPINIÃO: Na polêmica da nudez no MAM, as duas facções em luta estão cegas http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/10/1924100-guerra-dos-simbolos-encobre-disputa-invisivel-as-faccoes-em-luta.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=comptw

 

O TENESMO INTELECTUAL DE OLAVO DE CARVALHO

Que bosta de artigo. Eu li com atenção para ver se conseguia extrair algo que prestasse, mas Olavo de Carvalho anda tão ressentido pela perda do protagonismo ideológico no país e perda para desafetos que julgou em algum momento de devaneio que fossem suas criaturas – o MBL -, que não admite que os garotos marcaram um strike com direito a dancinha e tudo o mais. Agora me vem com um artigo que parece um arroto que não se sabe o que comeu, não se sabe o que está implícito de tão vago – “as duas facções em luta estão cegas”… -, que nos remete ao velho e batido automatismo deste senil estudioso dos astros que parece já ter perdido toda conexão com a Terra e alguma base firme de Lógica. Tudo tem um plano maligno por trás, não pode ser uma cegueira ideológica ou falta de discernimento de quem produziu as mostras, mas TEM que ser algo mais profundo e oculto que só o mestre pode nos revelar… Vejam o que ele insinua, de modo indireto ao dizer que os ricos, bilionários, em suma, o interesse dos bancos em promover a pedofilia para impor a desestruturação da família através do multiculturalismo. Ora! Há métodos muito mais fáceis que um caminho que levou, inclusive a uma rápida reação e, possivelmente, perda de correntistas de um desses agentes financeiros. Ele está só querendo que alguém caia como um pato nesta isca repetitiva para vir com aquela ladainha de meta-capitalistas a favor de um governo mundial financiados por alguém (Soros?) que almeja a destruição de toda Cultura Judaico-Cristã e onde tudo se encaixa nisto. Será que ninguém percebe que este é o mesmíssimo raciocínio batido de todo velho comunista fora de moda ou marxista vulgar que tudo tenta condicionar aos interesses do capital quando algo dá errado, uma crise, um conflito, a pobreza etc.? Sinceramente, tem que ser muito lesado das ideias para levar este ananá a sério.

E agora que se infiltraram no grupo do Whatsapp do MBL para achar algum furo tudo que encontraram foi que os garotos detestam o PSDB (sejam bem vindos!) e querem cooptar os liberais dentro do partido para o movimento deixando os soças apodrecerem, ou seja, EXATAMENTE o contrário do que o velho senil da Virgínia dizia, que os garotos seriam cooptados “pelo sistema” e que eram farinha do mesmo saco etc.

Com o tempo, a realidade dá um banho de verdade na imaginação daquele viciado em nicotina e teorias da conspiração.

 

[*] Confira meus ÁUDIOS: https://soundcloud.com/anselmo-heidrich; e BLOGS: https://anselmoheidrich.wordpress.com/; http://inter-ceptor.blogspot.com.br/.

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