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Anselmo Heidrich

Defendo uma sociedade livre baseada no governo limitado e estado mínimo.

A estratégia da Naftogaz no conflito russo-ucraniano

Logo da Naftogaz, companhia de gás estatal da Ucrânia: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Naftogaz_logo.png

A Rússia é o principal provedor de gás natural para o continente europeu. Só a Alemanha compra 60% da commodity, fornecida por corporações gigantes russas deste setor, como GAZPROM ou ROSNEFT. Quase todo esse gás passa por gasodutos que cruzam a Ucrânia e, não por acaso, este país também é muito dependente da matéria-prima energética proveniente de seu vizinho setentrional.

Confiram meu artigo: A estratégia da empresa ucraniana Naftogaz para enfrentar o contencioso do gás entre Rússia e Ucrânia https://ceiri.news/a-estrategia-da-empresa-ucraniana-naftogaz-para-enfrentar-o-contencioso-do-gas-entre-russia-e-ucrania/

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Eleições na Ucrânia

“Bandeira da Ucrânia ” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/

31 de março agora teremos eleições na Ucrânia, ex-república soviética as voltas com conflitos com a poderosa Federação Russa, rebeldes separatistas internos apoiados por Moscou e uma economia fortemente dependente do transporte de gás da Rússia para a Europa Ocidental.

Então, quem são os candidatos fortes a ocupar a cadeira presidencial no país? O que representam e a quem se filiam?

March 31 we will now have elections in the former Soviet republic, the conflicts with the powerful Russian Federation, internal separatist rebels backed by Moscow and an economy heavily dependent on gas transport from Russia to Western Europe.

So who are the strong candidates to fill the presidential chair in the country? What do they represent and to whom do they join?

Cf. Eleição Presidencial na Ucrânia: quem são os principais candidatos https://ceiri.news/eleicao-presidencial-na-ucrania-quem-sao-os-principais-candidatos/ via CEIRI News

Duas Mulheres e uma Verdade

Fonte da imagem: pixabay.com/

Escrevi este texto alguns dois anos atrás sobre a questão da opressão às mulheres, mas a VERDADEIRA OPRESSÃO, onde elas têm, realmente, pouca ou nenhuma chance de se livrarem e seguirem seus caminhos. Espero que ao lê-lo, saibam diferenciar o que é o sofrimento de mulheres que pouco apoio têm das militantes das prósperas economias ocidentais que são prósperas justamente porque foram erigidas na igualdade jurídica e na liberdade civil.

Sim, foi uma pausa na zoeira e bom humor do dia de hoje. Mulheres que se valorizam não são inseguras e sabem que eu gosto de piadinhas machistas, mas que apesar de ser eu quem lava a louça, também sou o especialistas em abrir frascos.

Boa leitura,
Anselmo Heidrich
8 mar. 19

Duas Mulheres e Uma Verdade

Dois anos atrás, uma mulher saudita de 28 anos foi condenada a 200 chibatadas e seis meses de cadeia. Seu crime: ter denunciado um estupro coletivo que sofreu em 2006, quando era estudante com 19 anos. Ela fora levada a um acampamento e estuprada por sete homens. A denúncia lhe custou uma pena de 90 chibatadas, pois é proibido uma mulher sair desacompanhada de um parente do sexo masculino no país. Não, isto não é Esparta! Como poderiam gritar, mas “Isto é Arábia Saudita!” O protesto de seu advogado lhe custou a perda de sua licença e o aumento da punição para 200 chibatadas, uma vez que ela aceitou falar publicamente sobre a barbárie.[1] No Dia Internacional da Mulher li muito sobre condições de trabalho desiguais, sobre diferenças salariais, sobre discriminação contra mulheres negras etc., mas não vejo uma linha sequer dessas organizações de defesa de gênero sobre a maior opressão existente na atualidade, do mundo islâmico contra as mulheres. Que é? Não existe?

Há mais de 10.000 km dali, no coração do Ocidente uma descendente de palestinos, Linda Sarsour está a frente dos protestos contra o recém empossado, presidente americano, Donald J. Trump. Sua causa pró-árabe também é pró-muçulmana, o que a fez se posicionar frontalmente contra o candidato Republicano e recebeu, como seria de esperar… Forte apoio do candidato socialista dos Democratas, Bernie Sanders. Uma prova de que sua causa é de esquerda mesmo e que ao invés de bradar contra os maus-tratos que sofrem as mulheres no Oriente Médio ou no Islã em geral, ela prefere se aliar a tudo que faça parte de uma agenda auto-vitimizadora, como o movimento Black Lives Matter, entre outros. Aqui, em suas próprias palavras:

“The same people who want to deport millions of undocumented immigrants are the same people who hate Muslims and who want to take our right to worship freely in this country. That common enemy, sisters and brothers, is white supremacy,” Sarsour said. “Let’s call it what it is.”

Her political philosophy places all of these groups, with all of their unique challenges, within the same category of oppressed peoples – and the oppressors, the opposition, are large corporations, white Islamophobes and Zionists.[2]

Alguém aí leu claramente o que ela está dizendo? O inimigo é o “supremacista branco”, mas o que isto tem a ver com grandes corporações? Este discurso visa resignificar as palavras adotando o capitalismo como sinônimo de opressão e igualando um sistema econômico ao racismo. Esta estratégia visa “racializar” a desigualdade econômica, o que rende frutos políticos, pois é mais fácil para quem não tem consciência política ser manipulado em termos étnicos, religiosos etc. Quanto à opressão praticada pelos supremacistas muçulmanos, nenhuma palavra. Nada, nadica de nada.

O que essas duas mulheres têm em comum? Só o fato de serem mulheres e muçulmanas, mas a verdade é que uma delas sofre a violência totalitária e cruel de um sistema ideológico religioso enquanto que a outra prefere ignorá-lo se fazendo de eterna vítima de uma sociedade oposta, aberta, que lhe permite inclusive fazer pouco caso de jihadistas e terroristas. Isto é justo?

Anselmo Heidrich
11 mar. 17
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[1]JPOST.COM. “Gang-raped Saudi woman sentenced to 200 lashes, 6-months in jail” – Middle East – Jerusalem Post – mach 7 2015. Acesso em 11 mar. 17. [http://www.jpost.com/Middle-East/Gang-raped-Saudi-woman-sentenced-to-200-lashes-6-months-in-jail-393193]
[2]WILNER, Michael. “Linda Sarsour, Women’s March organizer, works to link civil rights struggles to Palestinian cause” – American Politics – Jerusalem Post – january 24 2017. Acesso em 11 mar. 17. [http://www.jpost.com/American-Politics/Linda-Sarsour-Womens-March-organizer-works-to-link-civil-rights-struggles-to-Palestinian-cause-479505]

Curtas, Robustas e Chulas – 01

#Mulheres

#MercadodeTrabalho

#Damares

#OlavodeCarvalho

 

E como se faz para subverter a lógica econômica obrigando os empresários, especialmente os pequenos a arcarem com os prejuízos decorrentes de substituir uma funcionária afastada por gravidez? Fácil na canetada, mas o que acham que vai acontecer além da redução da oferta de postos de trabalho para as mulheres? Se há desigualdade, as mulheres têm de driblar numa maior qualificação E (o ideal) em se tornarem suas próprias patroas. Só que daí, a luta é comum contra a paquidérmica máquina que inviabiliza o empreendedorismo. Cf. Dia Internacional da Mulher – uma longínqua busca pela igualdade @estadao:  https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/dia-internacional-da-mulher-uma-longinqua-busca-pela-igualdade/?utm_source=estadao:twitter&utm_medium=link

 

Já tiveram o privilégio de pagar um curso de artes marciais para seus filhos? É um dos melhores investimentos que vcs podem fazer por eles. Além da defesa pessoal e habilidade, as crianças aprendem a honrar os pais, serem humildes, gratos e educados. Tudo no esteio da disciplina, do diálogo, “olho no olho”. Em algum momento de nossa história, tudo isto se perdeu. O porquê disto daria um livro, mas o que cabe perguntar é por que nossas escolas não podem reforçar algo que (se supõe), os responsáveis pelos alunos ensinam em casa. Vocês têm alguma ideia?

Cf. Damares diz que governo ensinará meninos a dar flores e abrir porta para mulheres @estadao:  https://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,damares-diz-que-governo-ensinara-meninos-a-dar-flores-e-abrir-porta-para-mulheres,70002747901?utm_source=estadao:twitter&utm_medium=link

 

#OlavodeCarvalho é como aquele típico vendedor de automóveis, que discorre muito sobre estética, desempenho, conforto, mas não entende bulhufas de mecânica e quando sabe algo sobre isso, oculta te empurrando um abacaxi. Quando percebeu que bancava o Bobo da Corte fez o quê? Pulou fora como um rato abandonando o navio anunciando que estava prestes a naufragar, enquanto que ele e seu séquito de lemingues é que sempre estiveram a deriva… Notícias do dia: Guedes, grupo de Olavo fora do MEC, Damares e piada de Bolsonaro no Dia da Mulher @estadao:  https://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,noticias-do-dia-guedes-grupo-de-olavo-fora-do-mec-damares-e-piada-de-bolsonaro-no-dia-da-mulher,70002748456?utm_source=estadao:twitter&utm_medium=link

 

Anselmo Heidrich

8 mar. 19

 

Nacional-Simiesco

Fonte da imagem: https://www.flickr.com/photos/leonardosoares/2458572822

“Ele nunca teve uma chance. Seu primeiro erro foi procurar comida sozinho; talvez as coisas tivessem sido diferentes se ele estivesse com outra pessoa. O segundo, maior erro foi vagar muito acima do vale em uma área florestal perigosa. Este era o lugar onde ele se arriscou a correr com os outros, os do cume acima do vale. No início, havia dois deles, e ele tentou lutar, mas outros quatro se aproximaram e ele estava cercado. Eles o deixaram lá para sangrar até a morte e depois voltaram para mutilar seu corpo. Com o tempo, quase 20 desses assassinatos aconteceram, até que não restou ninguém, e os outros assumiram todo o vale.”

Assim começa a matéria em uma tradução livre “Este é o Seu Cérebro sob o Nacionalismo”, This Is Your Brain on Nationalism https://www.foreignaffairs.com/articles/2019-02-12/your-brain-nationalism?utm_medium=social&utm_source=twitter_cta&utm_campaign=cta_share_buttons via @ForeignAffairs, da qual só consegui ler três parágrafos (porque expirou minha cortesia), mas que já deu pra sacar que se trata de uma divagação em cima de uma pesquisa em biologia… O relato acima não trata de humanos, mas chimpanzés, com os quais partilhamos 98% do mesmo DNA. Logo, devemos ter muito mais similaridades comportamentais, o que está na base da afeição ideológica, o que inclui o nacionalismo e, obviamente, a religião.

Por isso, lutar contra o mesmo a partir de um ideal abstrato, o indivíduo é necessário enquanto paradigma, mas ingênuo se ignorada a ameaça real que surge do espírito gregário. Queiram ou não, ele existe e todo alerta é pouco. Quem já viu a massa insana agindo irracionalmente em um show, jogo, manifestação sabe do que somos capazes.

Anselmo Heidrich

08 mar. 19

Porque eu não me limito ao Liberalismo

Vou perder seguidores agora…

Seguinte: minha bronca com o liberalismo não é pela liberdade, pelo empreendedorismo, política, arte, filosofia etc. Geralmente, eu concordo com tudo o que dizem os liberais. M-A-S, minha bronca existe sim quando se trata de analisar cientificamente fenômenos que fogem do temário tradicional dessa corrente, riquíssima de pensamento. Vou dar um exemplo, da minha área: aqui no Brasil, um conhecido professor de uma instituição de ensino superior privado é frequentemente chamado para falar de educação. Ao que ele se limita? Ele só sabe ou, ao menos foi o que eu já pude ver e ouvir, defender os vouchers e mais nada. MAIS NADA, porra nenhuma. Qualquer um que já tenho enfrentado salas de aula por anos a fio sabe que isto não é panaceia nenhuma, no máximo e aí eu concordaria com ele, uma solução para melhor alocação de recursos públicos para alavancar as matrículas e possível desempenho das instituições de ensino que terão que desenvolver programas eficazes para ensinar uma crescente demanda dos alunos.

Em um desses encontros lhe perguntei o que ele propunha para combater a questão da violências nas escolas brasileiras, já que em recente pesquisa, o Brasil tinha sido considerado um dos três piores países no quesito. Ele me olhou e como se fosse salvo pelo gongo, alguém lhe chamou e saiu de fininho. Foi decepcionante, pois eu procuro HÁ ANOS, interlocutores na minha área que não sejam os mesmos socialistas estatizantes de sempre com sua ladainha de “investimento no professor” (leia-se, salário maior), o que não adianta. É simples, analogamente, nada adianta triplicar o salário de policiais corruptos para acabar com a corrupção. Por que então, aumentar salários de professores combateria a grave indisciplina que grassa nas nossas escolas? Tal qual a Esquerda que desvia o foco, a nossa Direita Liberal sequer enxerga o problema.

Quem poderia nos auxiliar? Os conservadores, claro! Mas estes, na atual conjuntura, também estão cegos com a ponta de um iceberg que chamam de “doutrinação”. Este é outro problema que mesmo que tivesse uma solução bem encaminhada, não iria mitigar, muito menos eliminar a estonteante violência que temos no ambiente escolar.

Cansou? Então procure outro exemplo… Todos sabemos que o “Custo Brasil” é um gravíssimo problema para nossa economia. Mas quantos fóruns e encontros de liberais já não discutiram o tema? N, vários e vários desses encontros. Então por que não discutir também problemas que são recorrentes, como a Segurança Pública, o Sistema de Saúde, a Defesa Externa ou temas que lembramos quando ocorrem graves tragédias como o Meio Ambiente? Digo porque… Porque as soluções não são fáceis e não passam por uma simples análise metodológica já trilhada por pensadores, filósofos ou economistas ortodoxos, i.e., liberais. Quando se tem o elemento “estado” como ente necessário na equação da solução, os liberais fogem. Podem chiar, tripudiar e se esgoelar aí do outro lado porque é isto sim que acontece, então ignoram os problemas, cujas variáveis não são facilmente compreendidas no receituário liberal. Tipo assim, eu seleciono, intuitivamente, os problemas e variáveis que já consigo vislumbrar saída e solução apropriadas. Aquilo com o qual não estou acostumado, eu descarto.

Foi desta forma que problemas como o da Venezuela, não de seu sistema econômico, propriamente falando, mas de nosso preparo e sistema de defesa sequer foram discutidos pelas hostes liberais anteriormente. Foi desta forma também, que eles, os liberais fundamentalistas sempre disseram ou sugeriram que resolver problemas ambientais passavam pela privatização dos recursos públicos, como o meio ambiente e deu, está encaminhado. Tolice.

Estas são algumas razões de porque eu gosto do pensamento liberal contra a simplificação socialista, mas eu igualmente detesto, abomino youtubers liberais que só sabem repetir a mesma cantilena de sempre descartando os detalhes da realidade. E não são poucos.

Que sangrem os debates.

Anselmo Heidrich

6 mar. 19

Por que os EUA intervém na América Latina?

Blog Cético

O infográfico abaixo mostra todas as intervenções americanas na América Latina entre 1898 e 1994. Nesse levantamento foram computadas apenas as intervenções que resultaram em mudança de regime. Foi feito também uma distinção entre intervenção direta (uso de forças armadas americanas, agentes da CIA ou cidadãos locais empregados pelos EUA) e indireta (apoio americano crucial).

Fonte: Gzero.

A questão que imediatamente se impõe, fonte de incontáveis teorias da conspiração, particularmente agora com o conflito na Venezuela, é: qual é a causa dessas intervenções? John H. Coatsworth, historiador especialista sobre a América Latina e autor do presente estudo, oferece uma resposta baseada em dados, não em achismos político-partidários, cuja tradução reproduzo abaixo.


Ver o post original 920 mais palavras

Cante o Hino, mas não esqueça o mais importante

(Foto: SBT)

Eu cantei o hino na minha infância na escola, várias vezes. Mas não era toda a semana… Só que antes de cantar o hino, as professoras perdiam uns 15min, pelo menos, botando ordem na fila. Hoje não se faz mais isto, mas se quiserem fazer, o que farão com quem não obedecer? Nada, porque não podem fazer nada. Este é o ponto.

Não sei se vocês viram isto?

https://www.sbt.com.br/jornalismo/sbtbrasil/noticias/121804/professor-de-62-anos-e-espancado-em-escola-do-interior-de-sp.html?fbclid=IwAR0Ui1Rh34sc8RHWKIRodAOVZt2nlzebOCO1ZJdVNx4UKIIKUc1qKa7bHHQ

Se os ‘animais’ que fizeram isto forem convocados para cantar o hino, como tu acha que reagirão?

Este é ponto. Não há o que fazer?

Tem sim e já está em operação no Mato Grosso do Sul. Chama-se Lei Harfouche, que é um lei que obriga os pais a assinarem um termo de responsabilidade pela conduta do filho durante o ano letivo. No primeiro erro, uma advertência; no segundo, uma compensação que vai de um pedido de desculpas até uma atividade social. Já é um condicionamento que desloca parte da responsabilidade para quem DEVE estar em primeiro lugar na educação: a FAMÍLIA.

Minha bronca com essa história do hino é o retoque estético da coisa como dar uma rebocada na parede para esconder a rachadura enquanto que a base do edifício está erodindo. Por isso defendo as escolas militares, porque é um conjunto que tem que funcionar e não uma parte para figurar em posts que o governo vai se aproveitar. E iria, né? Só a proposta de repetir o slogan do governo já demonstrava isto.

Agora pergunte qual é o problema da educação para um esquerdista e veja se ele não te diz “investimento” (leia-se, salário) e pergunte a um direitista e veja se ele não te diz “doutrinação”. A imensa maioria não lembra do maior problema: DISCIPLINA.

Anselmo Heidrich

28 fev. 2019

Porque Eu Sou Globalista

Imagem: Artem Bali (@belart84)

“O nacionalismo é o último refúgio dos canalhas.”

Samuel Johnson, século XVIII

“Os Estados Unidos sempre vão escolher a independência e a cooperação em vez de governos globais, controle e dominação”, afirmou, Trump na 73ª Assembleia Geral da ONU. Mas o nacionalismo é utilizado para controle e manipulação de massas sem dissensos.

Falar em “globalismo” pra lá e pra cá, além de caricatural não passa de slogan político quando destituído de propostas pragmáticas e exequíveis. Normalmente temos elites usando massas com símbolos patrióticos nesse contexto.

Embora os “anti-globalistas” por assim dizer, afirmem que é “o globalismo é diferente de globalização”, na prática, suas defesas são de uma economia nacional protegida na medida que se opõem às ditas “elites globais” que dirigem o comércio externo.

Já repararam que criticar o “globalismo” tem o mesmo valor estratégico que criticar a cultura? “Cultura” é um dos termos mais vagos nas línguas do mundo inteiro. Se formos reduzir uma sociedade com milhões a uma cultura, ela tem que ser minimalista…

Isto é, aspectos mínimos em comum para muitas pessoas com pensamentos e práticas diversos sobre vários temas e atividades. Falar em “cultura nacional” é, por outro lado, algo válido para apologistas de uma “ideologia nacional” que também é algo raro e pouco funcional.

Alguns termos pegam, simplesmente, por serem chiques ou “descolados” para uma época e dito por pessoas interessantes, celebridades, intelectuais que poucos leem passam a ser copiados. Exemplos? Por que citar “soft power” ao invés de diplomacia?

A face mais incômoda do anti-globalismo é a condenação à “diversidade” que, muitas vezes esconde seu caráter claramente racista quando não especificado que se trata de uma oposição à práticas culturais específicas.

Agora, não é verdade que os anti-globalistas sejam contrários à ascensão das mulheres no mercado de trabalho e na política, mas são sim contra a criação de expedientes legais que favoreçam as mulheres de modo artificial sem uma igualdade jurídica. Conheço esse pessoal da Nova Direita e eles têm em mente que a “igualdade forçada” via “políticas públicas de inclusão” favorece uma liderança internacional, mais conhecida como uma “governança transnacional”.

O reforço contra essas “elites globais” veio com a Crise de 2008, na qual a Esquerda não teve o monopólio da oposição… Esta Nova Direita, nacionalista em termos socioculturais também era protecionista em termos econômicos. Daí sua indignação contra o projeto de #Globalização.

Embora a #NovaDireitaBrasileira faça as vezes de querer diferenciar #Globalismo de #Globalização, a origem da oposição contra o primeiro foi contra o “projeto político” contido na segunda.

Seja nos discursos de #Trump na #ONU em 2018, seja nas declarações do chanceler brasileiro #ErnestoAraújo, o anti-globalismo permanece como um sentimento ao invés de uma teoria ou programa, já que basta “amar a pátria” e ser contra as influências e elites estrangeiras. Tudo parece ser uma estratégia eleitoreira ou política permanente para desviar a atenção do público.

Desde as manifestações de Seattle em 1999, quando a Esquerda Americana se notabilizou com o discurso anti-Globalização, a Nova Direita abraçou a tese conspiracionista. O fato de que organismos mundiais, como a OMC, lideres como Tony Blair, Bill Clinton ou países como a China adotarem políticas de livre-comércio não quer dizer que “conspiraram contra algo”, apenas que tiveram bom senso.

Também vejo essa oposição ao Globalismo de líderes como Trump como mero fingimento. Eles podem não ser cosmopolitas, como seus antecessores Democratas ou de países europeus, mas são tão ou mais elitistas, especialmente quando se sabe que querem manter privilégios através de estratégias do protecionismo econômico.

Na virada do século XIX para o século XX, o termo “Globalismo” substituiu “Cosmopolitismo”, o que se tornou forte após a II Guerra Mundial, quando a noção de que valores universais como os direitos humanos e a igualdade jurídica tinham que ser universalizados. Nos anos 60, com a onda de descolonizações, o termo “globalismo” foi ainda reforçado contra o nacionalismo que servia como base para superioridade entre os povos, assim como sustentação do fascismo, do nazismo e do comunismo totalitário que já era conhecido e desmascarado.

Leio que os ataques anti-semitas aumentaram na Alemanha. Respondi que se devia ao anti-globalismo, o que nossa Nova Direita irá discordar, mas o termo “globalismo” também é associado ao judeu, como foi no passado o “cosmopolitismo” para acusar a etnia de não ter “raízes germânicas”. Não é por acaso que o maior símbolo do “globalismo” viceje na figura de #GeorgeSoros, um investidor judeu húngaro-americano de 88 anos ligado à várias causas globais.

O Brasil também adotou e assumiu o rótulo de “globalista”. No início do Seculo XX, com Barão de Rio Branco, quando mudou o eixo da política externa brasileira da Europa para os EUA chamado na época de “americanismo pragmático”. Mais tarde, na Era Vargas, que se distanciou dessa ligação surgiu o “Equidistância Pragmática” procurando outras parcerias (com uma certa simpatia pelas nações do Eixo). E durante os anos 60 veio o “Globalismo”, que significava manter relações com várias nações, bem como ser atuante internacionalmente em vários fóruns e organizações. Jânio Quadros, Juscelino Kubitschek e, notadamente, Ernesto Geisel foram “globalistas” neste sentido. Este, um verdadeiro “ecumenista nas relações internacionais” procurando ampliar parcerias e diversificar seus ganhos. E é neste sentido particular que eu endosso plenamente o “globalismo”.

Anselmo Heidrich

18 fev. 19

#GlobalismoSIM

#Interceptor — http://inter-ceptor.blogspot.com/

¬Adaptado e contemporizado de…¬

BBC News Brasil — O que é ‘globalismo’, termo usado pelo novo chanceler brasileiro e por Trump? https://www.bbc.com/portuguese/internacional-46786314

E tem mais:

“O NACIONALISMO ECONÔMICO É ANTIAMERICANO.”

EXATO! Achei isso desde o início. A adulação baba-ovo de Trump (não que Hillary fosse melhor) como um “salvador da pátria” levou muitos na conversa. Gente como Constantino, Alexandre Borges (este com um artigo ridículo “todo mundo é laranja”) e até (PASMEM!) o Instituto Liberal saiu DEFENDENDO O PROTECIONISMO ECONÔMICO.

Ainda bem que há os liberais de verdade que não nos deixam esquecer como se construiu uma economia-guia para o mundo.

(Tem áudio incluído no link.)

Why Economic Nationalism Is Un‑American https://newideal.aynrand.org/why-economic-nationalism-is-un%e2%80%91american/

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