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Anselmo Heidrich

Defendo uma sociedade livre baseada no governo limitado e estado mínimo.

Anti-Pop

O lemingue é um tipo de roedor do norte da Europa que durante muito tempo se acreditou que se suicidava aos bandos em determinada época do ano. Era o animal perfeito para a pecha de “irracional”. Mas era pior do que isso, esse traço de comportamento é perfeitamente humano. Ao se deslocar em grupo, os indivíduos seguem aqueles que vão na frente em determinado rumo. Como são muitos se empurram jogando alguns penhascos abaixo nos fiordes. Seguir tendências irrefletidamente tem este “bônus”, pode te levar a um suicídio coletivo.

Lembro-me como se fosse hoje, estava caminhando na Av. Paulista indo para o trabalho quando um colega de pós-graduação junto aos seus segurava um cartaz da CUT e me perguntou se eu sabia de algum emprego para ele, isso lá pelos idos dos anos 90. Prometi levar um currículo, mas só fui revê-lo décadas mais tarde como chefe de dept do curso de geografia da UFSC. Ele se deu bem seguindo sua onda, mas minha consciência não me permitia fazer o mesmo.

Nisso eu me afastava cada vez mais daquele grupo e minhas leituras no boom da globalização me colocavam mais e mais na antípoda disso tudo. Acho que por volta de 2003 comecei a escrever no Mídia Sem Máscara e seguia o pessoal em muitos pontos em comum, mas logo comecei a divergir em detalhes aparentemente insignificantes que para mim faziam muita diferença, pois eram sobre premissas importantes, como a separação entre igreja e estado, a moralidade da guerra etc. E foi quando dois colegas foram rechaçados por suas críticas à religião que também dei um basta naquilo tudo e pulei fora defendendo os excomungados, mas não sem ampliar minha cota de haters.

Nas redes sociais eu colecionava desafetos quando discutia geopolítica em meio aos liberais e quando me mantinha intransigente quanto à liberdade de expressão em meio aos conservadores. Pela minha atuação firme nas manifestações pelo impeachment e oposição ao PT conquistei um espaço no anti-petismo. Porém, não demorou para perceber que muitos desses não eram defensores coerentes da liberdade, mas apenas petistas de sinal invertido (olavetes, bolsonaristas, intervencionistas e até alguns “liberais”). Segui na minha e, embora o Facebook te permita deixar de seguir ou se desligar de quem te desagrada, um bom lemingue não pode desviar da rota e ser o próprio capitão de sua nau. Não! Ele quer ser aceito por ti. E o que esses QIs de roedores do frio não entendem é que eu nunca fui de seu grupo, apenas casou de traçarmos juntos parte do percurso.

Recentemente descobri que esses imbecis simplesmente não têm rigor conceitual e não entende o mais básico dos princípios liberais como a liberdade de expressão. Eles adoram desnudar as tramoias esquerdistas, mas se seu representante eleito ou ícone de justiça for pego, mais que negar, passam a te odiar por expor sua hipocrisia ou, na melhor das hipóteses, contradição não intencional.

A verdade é que a verdade não exige carteirinha de sócio em algum clubinho, mas pode evitar que se caia em algum precipício.

Anselmo Heidrich
25 jul. 19

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Fonte da imagem “montanhas”: https://pixabay.com/fr/photos/montagnes-falaise-nature-solitaire-2722673/

Post Destacado

O Parque do Rio Vermelho: Pelas palavras do seu fundador Henrique Berenhauser

“O PARQUE DO RIO VERMELHO: Pelas palavras do seu fundador Henrique Berenhauser” é um livro histórico sobre a formação de uma estação florestal em Florianópolis/SC, Brasil, uma área antes desflorestada, revegetada com bosques e posteriormente transformada em Parque.

É um relato dramático das lutas contra os maus políticos, que ambicionam as terras do parque, e contra ambientalistas radicais, que intencionam cortar as árvores ali plantadas por serem “exóticas” e estarem “matando as plantas nativas”.

O assunto ser torna bastante atual devido a decisão da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina – FATMA de assumir os argumentos dos ambientalistas e promover a erradicação de todos os pinheiros, eucaliptos e casuarinas ali existentes.

O livro traz a descrição de técnicas de como revegetar uma área tão inóspita como as dunas, e remete ao debate sobre a filosofia de conservação primitivista versus manejo sustentável.

Faça o download do livro virtual (em fase…

Ver o post original 31 mais palavras

O Nosso Alvo

Quando digo que sou professor de geografia, muitos deduzem que eu pertença ou faça coro com determinada corrente política, notadamente marxista. Isso é um grande equívoco, assim como seria dizer que há uma “geografia liberal” por oposição. Não, em absoluto. Geografia é geografia, se me permitem a tautologia. Há um saber específico em coordenar os fenômenos que se inter-relacionam na superfície terrestre em uma síntese e a geografia é, simplesmente, isto. Não tem que se ter uma carteirinha de sindicato de esquerda ou milícia de direita para fazer geografia. Em primeiro lugar, a pesquisa, as hipóteses que resultarão em teorias e, a partir daí, só então, é que cada indivíduo, de posse de um conhecimento fundado na objetividade, vai utilizá-lo da forma como achar melhor adequando-o a sua visão de sociedade e projeto político. Essa separação entre “o que eu vejo a partir de um método de estudo” e “o que eu desejo a partir de premissas filosóficas por mim endossadas” é de suma importância.

A síntese que gosto de caracterizar como sendo típica da geografia é um complemento às diversas especialidades prévias, das quais depende esta tradição de conhecimento. Pré-requisitos, como a distribuição das formas de vida na superfície de acordo com o zoneamento climático, a biogeografia; a distribuição de províncias geológicas e as várias formas de relevo resultantes da interação entre fatores climáticos e a estrutura da crosta; as diversas bacias hidrográficas que conectam grandes áreas sendo afetadas pela expansão das manchas urbanas e suas regiões funcionais, com uma hierarquia de cidades operando como um sistema circulatório que, drena recursos em uma via e irriga capitais em outra.

Também é possível fragmentar o objeto de estudo e focalizar em setores, como o agrário, o industrial, o urbano etc., mas não se pode perder a perspectiva geral sob o risco de não entender causas de certos fenômenos. Até aí, nada de mais, pois se eu for me debruçar, p.ex., sobre certos efeitos climáticos em escala urbana vou ter que, necessariamente, entender o fenômeno das “ilhas de calor”. Ocorre que neste exato ponto da narrativa surge o discurso político-ideológico que tornou a geografia mais um campo de estudos totalmente poluído e sem objetividade científica. No exemplo que acabei de dar, a crítica sobre a atividade industrial adquire um tom moral, ao invés de técnico, enfatizando a indústria como exploradora e, essencialmente, predatória, sem propor avanços tecnológicos ou dar o devido destaque às melhorias com igual peso.

Uma dessas subáreas muito conhecida de nome, a geopolítica surge aqui e ali, na mídia, na internet, nos materiais didáticos, como uma descrição exaustiva do “conflito norte-sul”, entre países ricos e pobres (o que não passa de uma grotesca generalização), em oposição à outra bipolaridade, a leste-oeste, vigente durante a Guerra Fria, entre países capitalistas e comunistas de 1945 a 1990. Por ironia da história, hoje, com o surgimento de uma nova direita, o discurso aparentemente mudou, mas sua estrutura de raciocínio permanece exatamente a mesma: substituíram-se os velhos capitalistas-imperialistas, no linguajar leninista, pelo dito cujo “globalismo” que grassa nos discursos de ideólogos como Olavo de Carvalho e seu seguidor, o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo. Na perspectiva de ambos, o globalismo é um sistema em expansão que trabalha em várias frentes para desintegrar a autonomia dos estados-nação do mundo.

Seja em uma perspectiva de esquerda, Capital vs. Trabalho, ou seja, em uma perspectiva de direita, Organismos Supranacionais vs. Estados-Nação, o método simplista de entender a realidade funciona como um resumo esquemático em detrimento dos interesses locais e regionais, suas particularidades históricas e culturais que têm muito mais peso para as sociedades que qualquer efeito de grupos de interesse internacional com seus poderes superestimados.

Pois então… Nessa nossa trajetória de todas as terças-feiras[*], as Terças Realmente Livres, em oposição ao produtor de Fake News chamado, inapropriadamente, de “Terça Livre”, iremos confrontar estas visões maniqueístas do mundo com exemplos concretos, fatos e dados. As teorias que funcionam como narrativas de uma falsa consciência e sedimentam ilusões ideológicas desses grupos que ora compactuam com governos populistas serão nosso principal alvo.

#TeoriaDaConspiração
#Globalismo
#Geopolítica

[*] Texto publicado, originalmente, na página “Biologia Política”, dia 19 de maio, uma terça-feira.

Imagem (fonte): https://pxhere.com/en/photo/740029

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Anselmo Heidrich

Fas est et ab hoste doceri
– Ovídio

A Luta contra a Pandemia na Ucrânia

A epidemia de um novo vírus na China no final do ano passado (2019) e que logo se disseminou pelo mundo se tornando uma afetou duramente a economia da Ucrânia, além de causar um grande número de mortos. Como se trata de um vírus — o coronavírus SARS– CoV– — com alto poder de contágio, os sistemas de saúde de vários países ficaram sob ameaça de saturação. Isto fez com que diversos governos decretassem regimes de quarentena, ou até mesmo delockdown, mas, mesmo assim, cidades foram duramente afetadas, assim como regiões inteiras, seja na China, Itália, EUA, Brasil, dentre outros casos.

Evolução e reação à crise

primeiro caso registrado na Ucrânia data de 3 de março, em Chernivtsi. A vítima de infecção teria voltado com a esposa da Itália, país onde houve um grande número de contágios, especialmente na região da Lombardia. Nove dias depois, que coaduna com o ciclo de manifestação dos sintomas, normalmente de 1 a 14 dias,ocorre o relato de mais dois casos em 12 de março, um dia após a quarentena ter sido decretada, e um dia antes do primeiro óbito. Quase três meses depois, o número de casos tem aumentado exponencialmente e as mortes já chegam a mais de 300.

A Ucrânia fechou suas fronteiras no dia 13 de março, também interrompeu o transporte público e em Kiev foi restrito a categorias consideradas essenciais, profissionais do setor de saúde, financeiro e supermercados. Atividades recreativas foram proibidas, assim como aglomerações com mais de dez pessoas, incluindo cultos religiosos. Estradas e metrôs também foram mantidas com funcionamento restrito e escolas foram fechadas e até mesmo a entrada em cidades.

Até o dia 23 de março foram adotadas as seguintes medidas: “Suspensão do processo educacional em universidades, escolas e estabelecimentos de ensino pré-escolar; fechamento do metrô; impor restrições ao transporte público; suspensão de serviços ferroviários, de ônibus e aéreos; suspensão de compras, clubes esportivos, instituições culturais e restauração; proibição de ações em massa envolvendo mais de 10 pessoas — esses são os poderes das autoridades centrais e locais que visam estabilizar a situação epidemiológica e impedir a propagação do vírus”.

O epicentro da doença é o oblast de Chernivetska, o que levou o Gabinete de Ministros da Ucrânia a introduzir o regime de quarentena, inicialmente por apenas três semanas. Até o dia 21 de março, o país elevou seus esforços designando 17.000 policiais no combate à pandemia e cerca de uma semana depois ainda se acreditava na hipótese de impedir a entrada do vírus em território nacional. Mesmo que isto fosse verdadeiro, não seria possível em um país conflagrado pela guerra na sua fronteira leste, em que tropas insurgentes apoiadas pela Rússia têm livre trânsito entre um e outro país. A Ucrânia adotou medidas de contenção fitossanitárias de seu lado, mas a situação é desconhecida onde grupos insurgentes em Donetsk e Lugansk controlam passagens para o lado russo.

Passados vinte dias após o primeiro relato de infecção trazida do exterior e o país já tinha sua primeira infecção doméstica, apesar de todas medidas de segurança adotadas. Por consequência, o Ministro da Saúde, Ilya Yemets, solicitou ao Verkhovna Rada que introduzisse o Estado de Emergência.

A discussão sobre o que viria a ser este estado de emergência se estendeu levando em conta as garantias constitucionais dos cidadãos. A adoção de regras para cumprimento de medidas de segurança durante a crise pandêmica é emergencial, mas tem que se basear na lei que fornece poderes adicionais às autoridades com certas restrições aos direitos constitucionais.

A partir do dia 23 de março, a Verkhovna Rada alterou a legislação específica para a vida dos cidadãos, das empresas e do Estado nas condições atuais, com:

· Introdução de restrições à exportação de suprimentos médicos;

· Adoção de benefícios fiscais;

· Moratória para verificações documentais e factuais;

· Estabelecimento do direito de funcionários ao trabalho remoto;

· Responsabilidade administrativa estabelecida pela violação das regras de quarentena com multa;

· Aumento da responsabilidade criminal por violação das regras e normas sanitárias de prevenção de doenças infecciosas e envenenamento em massa, com multa ou prisão. Se tais ações tiverem consequências mais graves ou mortes, a pena será de prisão por um período de 5 a 8 anos.

Nesta situação, três regiões ucranianas já foram declaradas em estado de emergência, Donetsk, Ternopil e Cherkasy, informou o primeiro-ministro Denis Shmygal. Recursos adicionais foram utilizados, como helicópteros sanitários para transporte de pacientes infectados. A capital, Kiev, adotou a limpeza do transporte público, mas também das próprias ruas, pontes e estradas. E, apesar de problemas iniciais com o fornecimento de testes para detecção do vírus por uma empresa ucraniana, um carregamento proveniente da China trouxe um grande lote dos testes, dispositivos de ventilação pulmonar artificial, máscaras médicas e outros recursos. Também, na esteira dessa cooperação internacional, o Canadá ofereceu ajuda ao governo ucraniano fornecendo equipamentos e suprimentos médicos, este foi o foco da conversa entre o primeiro-ministro Justin Trudeau e o presidente Volodymyr Zelensky, bem como ajuda à remoção dos cidadãos ucranianos que desejassem retornar ao seu país.

A contrainformação

Como a Ucrânia tem sido palco de disputas políticas internas e pressões externas, mais intensamente desde 2014, a pandemia foi aproveitada para ampliar a crise. Vídeos e informações falsas, as chamadas foram propagadas com intuito de gerar pânico na população, como já aconteceu em uma pequena cidade, Novi Sanzhary, com manifestantes tentando bloquear o transporte de ucranianos evacuados da China.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, mais de 70.000 ucranianos foram trazidos do exterior dentro das medidas de combate a CoVid-19. Já os cidadãos evacuados da China ficaram em uma quarentena no centro médico na região de Poltava. No final de fevereiro, o Vice-Ministro de Assuntos Internos, Anton Gerashchenkon,afirmou que a situação já havia se normalizado na cidade: “Agora a situação em Novi Sanzhary é calma. A ordem pública é mantida por 320 membros da Guarda Nacional, 70 oficiais da Polícia Nacional e 16 trabalhadores do Serviço de Emergência do Estado. A situação está completamente sob controle (…). Não vamos deixar alguém ameaçar a segurança no centro de saúde Novi Sanzhary”.

A tentativa frustrada de ucranianos tentarem negar atendimento médico para compatriotas também levou a Igreja Ortodoxa da Ucrânia a se manifestar: “Em vista do retorno à Ucrânia de nossos cidadãos que foram evacuados da China, onde uma doença perigosa se espalhou, estamos testemunhando atitudes agressivas sobre sua chegada à Pátria. Embora os serviços médicos indiquem que não há pacientes entre os repatriados, e a necessidade de quarentena é uma medida de segurança adicional e necessária — o medo e a alienação estão levando as pessoas a rejeitar. (…) Que o Senhor nos dê a todos, como sociedade, sabedoria e perseverança, nos salve dos estragos de doenças perniciosas e do ódio e alienação perniciosos!”.

Embora uma pesquisa realizada no final do mês de fevereiro mostrasse que 74% dos entrevistados fossem contra os protestos dos repatriados, apenas 11% estavam indecisos e ainda havia 15% que apoiavam este tipo de atitude.

As táticas de contrainformação, segundo fontes ucranianas anti-russas, atribuíam o vírus como sendo uma arma biológica criada pelos Estados Unidos, para desestabilização de instituições democráticas de outros países. O que é certo são os efeitos disso acirrando divisões e conflitos já existentes no país.

Disputas políticas e corrupção

Além da tensão gerada pela a pandemia em vários países, as disputas políticas internas crescem em meio às incertezas de como proceder. O partido do ex-presidente Petro Poroshenko, Solidariedade Europeia, se opôs à adoção do Estado de Emergência: “‘A Solidariedade Europeia se opõe fortemente, porque vemos isso como um tremendo risco para o país e a democracia. Acreditamos que, hoje, Zelensky e o governo tenham todos os poderes para tomar as decisões necessárias: através de um mecanismo para a adoção de leis separadas e do NSDC[5]”- disse, em 23 de março, a deputada popular Irina Gerashchenko.

Suspeitas de corrupção envolvendo os testes necessários para detecção do vírus também afetaram a credibilidade do enfrentamento da crise pelo governo. Antes dos aviões com novos testes chegarem da China, se buscou utilizar os de fabricação nacional para, mais tarde, descobrir que se tratava de produtos de uma empresa sem qualquer experiência ou tradição no mercado.

Os efeitos na economia também são bastante disruptivos. Os preços dos medicamentos e utensílios médicos sofreram forte especulação, o que levou o presidente Zelensky a ameaçar com sanções quem resolvesse tirar proveito da situação.

Conclusões

Com mais de 13.600 casos confirmados até o momento, 340 mortes e com o agravante de o país ainda manter uma guerra no Donbass, o que só sobrecarrega mais ainda o sistema de saúde regional, a Ucrânia expõe suas fragilidades, seja pela contrainformação gerando pânico e revoltas, pelo oportunismo político da oposição, pelas suspeitas de corrupção, ou pela especulação nos preços de materiais básicos. Isso mostra que a batalha deste governo não tem sido apenas contra a pandemia.

Em recente nota, o Fundo Monetário InternacionalFMI) afirmou ter disponibilizado recursos para recuperação econômica da crise que sucederá à pandemia. São 50 bilhões de dólares para os países emergentes e 10 bilhões a juros zero para os países mais pobres (respectivamente, aproximadamente 286,23 bilhões de reais e 57,35 bilhões de reais conforme a cotação de 8 de maio de 2020). É o caso da Ucrânia no contexto europeu, a qual, aliás, já recorreu ao FMI para evitar uma recessão.

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Notas:

difere da epidemia em escala. Enquanto esta se trata de surtos de uma doença que se manifesta em diferentes regiões, a pandemia se instaura quando uma epidemia se estende a vários países e regiões. Embora já tenha existido outros casos, como a chamada “gripe espanhola” no início do século XX, a Organização Mundial da Saúde (OMS), fundada em 1948, considerou como pandemias, a gripe A (“gripe suína”), em 2009, e agora, a partir de março de 2020, a CoVid-19 (“causada pelo coronavírus”).

[2] Identificado o novo coronavírus como CoV2, a doença por ele gerada passou a ser chamada, oficialmente, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de CoVid-19, que significa Corona Virus disease (doença do Coronavírus), enquanto que “19” se refere ao ano em que foi descoberto, 2019, a partir dos primeiros relatos em Wuhan, na China.

[3] Quarentena [4] Verkhovna Rada[5] Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia[6] Até o dia 5 de março de 2020. ,ou NSDC,é um órgão consultivo de Estado para o Presidente da Ucrânia. Trata-se de uma agência responsável pelo desenvolvimento de políticas de segurança nacional em questões internas e externas. diz respeito ao Conselho Supremo da Ucrânia, sede do Poder Legislativo unicameral e o único do país. é uma das medidas não farmacológicas de combate ao vírus, uma vez que não há procedimentos farmacológicos — medicamentos e ou vacinas baseadas em evidências com literatura científica robusta até o presente momento — para conter a CoVid-19 e sua transmissibilidade. Também chamada de distanciamento social, a quarentena tem como objetivo garantir que os sistemas de saúde tenham capacidade de absorver as demandas, com atendimento adequado em local apropriado. Portanto, para evitar sua rápida saturação é que se busca impedir a circulação de pessoas, o que aumenta os casos de contágio. O lockdown, por sua vez,é bem mais restritivo ao impor, por meio de decisão judicial, o bloqueio temporário de todas as atividades consideradas não essenciais para a manutenção da vida e da saúde, evitando, assim, a maior transmissão do vírus. https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=87672818

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “No Aeroporto Internacional de Kharkov, guardas de fronteira fornecem autorização para 94 pessoas que chegavam da Chinaem 20 de fevereiro de 2020”( Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Ukraine_evacuates_Ukrainian_and_foreign_citizens_from_Wuhan_16.jpg

Imagem 2 “A situação atual da crise pandêmica na Ucrânia — Mapa do surto de CoVid19 na Ucrânia– By ZomBear — Міністерство охорони здоров’ я УкраїниCC BY– SA 40” ( Fonte):

Imagem 3 “Evolução do número de casosque aumentam, em relação aos novos testes aplicados — Testes e casos positivos na Ucrânia até o dia 5 de abril” ( Fonte):


Originally published at https://ceiri.news on May 13, 2020.

Ministério da Saúde chama de fake news informações espalhadas por Bolsonaro • Teleguiado

Ministério da Saúde chama de fake news informações espalhadas por Bolsonaro

Ministério da Saúde chama de fake news informações espalhadas por Bolsonaro • Teleguiado

Fake News Bozistas sobre o CoVid-19

Recomendo este excelente artigo de Lucas Sampaio:

Vejam como funcionam as fake news bolsonaristas

Me deparo com essa imagem comparando os estados com governadores que apoiam Bolsonaro vs estados que não apoiam, que visavam demonstrar que os estados que apoiam estão tendo resultados melhores do que o resto.

Logo de cara já me deparo com a farsa. Vejam Sergipe, está no verde, mas o governador Belivaldo Chagas NÃO APOIA Bolsonaro, pelo contrário, foi o candidato apoiado por Haddad/Lula em 2018 [1], sua vice é uma petista e viúva do ex-governador Marcelo Deda e o agrupamento que está no poder aqui no estado desde 2006 é um agrupamento formado por PT/PSD/PCdoB/PMDB, é um agrupamento de esquerda e Sergipe é um dos poucos estados em que PSD e PMDB não romperam com o PT. Belivaldo antes disso já tinha sido vice do finado Marcelo Deda (PT) e do Jackson Barreto (PMDB), defendido publicamente por Lula como o único pemedebista que não era “traidor” [2], Jackson esse que chegou a ir até mesmo a vigília de Lula na porta da sua prisão em Curitiba [3]

Apesar do partido, Belivaldo é um governador de esquerda, socialista e anti-Bolsonaro.

E ao contrário do que pensam, não, Sergipe não é um bom exemplo de combate ao vírus e esses números ainda estão errados, Sergipe tem 2800 casos e 50 mortes, muitos podem achar que isso é pouco, mas esquecem que somos o menor estado do Brasil, agora façam as contas. Nossa situação só piora, éramos o 2º estado com menos casos até algumas semanas atrás, hoje temos pelo menos 10 estados em situação melhor que a nossa (com menos casos, menos mortes e sendo estados bem maiores) [4].

Eu não posso falar da situação de todos os estados dessa imagem, mas só batendo o olho, vemos algumas situações interessantes.

Vamos pra Santa Catarina, o governador Moisés é citado como um dos que melhor lida com a crise e que apoia o Bolsonaro, mas seria isso verdade? Pois bem, o governador Moisés e o presidente estão rompidos publicamente DESDE O ANO PASSADO, Moisés faz parte da ala do PSL que NÃO ESTÁ com o presidente, inclusive os próprios bolsonaristas pedem o seu impeachment. [5]

Rio Grande do Sul é citado como um estado isentão, mas por que? O Eduardo Leite tomou uma postura clara e ferrenha contra o Bolsonaro, similar ao que Dória e Witzel estão fazendo, por que eles são inimigos e o Leite é só isentão? Tá meio óbvio que quando a gestão no combate a pandemia é boa, fica meio feito para os minions assumir que esse governador é “inimigo”, afinal, ninguém quer assumir que o inimigo é mais competente que seu presidente, então preferem empurrá-lo como alguém neutro para não ficar feio. [6]

Goiás é a mesma situação de SP e RJ, o Caiado rompeu publicamente com o Bolsonaro, mas é empurrado como neutro por que? Porque é um estado que demonstra bons números e pega mal dizer que um estado que sabe lidar bem com a crise é inimigo do seu presidente [7]

Colocar Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantis como apoiadores é o CÚMULO da desonestidade intelectual, os governadores desses 3 estados assinaram a carta contra o Bolsonaro e tem tomado uma postura bem crítica em relação ao presidente nessa pandemia. O governador do Espírito Santo não é neutro, ele também está contra o presidente. [8] [9] [10]

O que podemos ver com essa imagem não é apenas que os bolsonaristas são mentirosos compulsórios, mas a fórmula utilizada para mentir. Simplesmente pegam aleatoriamente os estados que (supostamente) vem demonstrando bons resultados em relação ao combate ao vírus e pintam de verde ou amarelo, enquanto pegam todos aqueles estados que vem tendo um péssimo resultado e pintam de vermelho, por mais que os governadores da maior parte dos estados tenham um posicionamento similar em relação ao presidente. Eles sabem que dificilmente a massa de estados como SP e RJ dificilmente irá conferir a realidade desses estados menores. Sergipe mesmo tem apenas 2 milhões de habitantes, os outros 198 milhões de brasileiros não vão conhecer a fundo a realidade política sergipana, então nem vão suspeitar que o sujeito que os bolsonaristas pintam como “apoiador do Bolsonaro” é na verdade um petista socialista linha auxiliar do Lula e que combate o empreendedorismo aqui no estado ou saber a realidade de outros estados menores como Santa Catarina, Tocantins, Espírito Santo e similares. E claro, como sabem que as pessoas também não vão conferir os números (ou não vão fazer contas) é fácil colocar números falsos ou empurrar estados pequenos como se o número deles fosse baixo (quando na verdade é baixo por conta da quantidade de habitantes).

Também é interessante que após o presidente perder o apoio de todos os governadores “conservadores” que tínhamos, os minions tão se agarrando até mesmo em um petista como Belivaldo para sustentar sua narrativa.

Tudo isso é simplesmente um cherry picking seletivo e mentiroso com para enganar pessoas nos grupos de zap zap. Agora, eu até entendo o paulista que compartilha isso, duvido muito que ele conheça a realidade política fora do seu estado, mas vi gente daqui mesmo de Sergipe, que SABEM que Belivaldo não é bolsonarista, compartilhando essa imagem. Não é mais ignorância, é canalhice e mau-caratismo mesmo (ultimamente requisito necessário para passar pano pra tudo isso que está acontecendo).

Para os ingênuos, confiram as fontes antes de sair compartilhando qualquer coisa na internet, já para os desonestos, saibam que suas fake news são facilmente desmascaráveis.

Ps: esse texto não é um debate sobre a necessidade ou não do Lockdown e nem sobre quais as medidas adequadas para combater o vírus;

Ps²: esse texto não é um apoio a nenhum dos governadores citados, ao contrário, defendo há mais de 1 ano a cassação da chapa Belivaldo/Eliane Aquino, é apenas um compromisso com a verdade mesmo.

Fontes de tudo que eu falei:

[1] http://www.jornaldodiase.com.br/noticias_ler.php?id=33720

[2] https://blogdomax.net/noticias/lula-em-sergipe-ex-presidente-elogiou-coragem-de-jackson-em-ficar-ao-lado-de-dilma

[3]http://www.sergipenoticias.com/politica/2019/09/12668/jackson-barreto-visita-vigilia-lula-livre-em-curitiba-e-dial.html

[4]https://www.bing.com/covid/local/sergipe_brazil

[5]https://www.youtube.com/watch?v=kSxgvZlFjz0

[6]https://gauchazh.clicrbs.com.br/politica/noticia/2020/04/leite-rebate-bolsonaro-nao-fossem-os-governadores-teriam-mais-mortes-no-brasil-ck9nd76t300kk015nezf4c4u1.html

[7]https://oglobo.globo.com/brasil/caiado-rompe-com-bolsonaro-diz-que-presidente-nao-pode-lavar-as-maos-por-colapso-economico-24327320

[8]https://www.gazetadigital.com.br/colunas-e-opiniao/fogo-cruzado/mauro-mendes-cutuca-ona-com-vara-curta-ao-criticar-presidente-bolsonaro/612193

[9]https://veja.abril.com.br/politica/governadores-assinam-carta-de-apoio-a-maia-e-alcolumbre-contra-bolsonaro/

[10]https://www.progresso.com.br/politica/reinaldo-azambuja-assina-carta-junto-a-outros-19-governadores-em/371850/

LUCAS SAMPAIO

A Índia é melhor do que a China?

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anunciou na última terça-feira (12) um pacote de estímulo de US $ 265 bilhões — cerca de 10% do PIB — para atrair investimentos externos que ajudem a economia indiana a se recuperar da crise e fazer do atual contexto geopolítico uma oportunidade para o país depender menos da China e se tornar um novo hub de produção global.

[https://conexaopolitica.com.br/ultimas/india-anuncia-10-do-pib-em-investimentos-para-tirar-industrias-da-china/?idPost=58185]

Exceto por teorias conspiratórias tresloucadas, de que a China “criou um vírus para prejudicar a economia internacional”, sendo ela própria a maior prejudicada, se sabe que foram as condições de insalubridade que levaram ao surgimento da epidemia do CoVid-19, mais tarde transformada em pandemia. Pois bem, para quem está torcendo pela DESindustrialização da China, como já foi aventado com destaque na matéria sobre a retirada de investimentos e plantas fabris na China pelo Japão, pode ir se preparando, pois a Índia não é melhor. Aliás, pelo que já li e também por relatos de quem este in loco, a Índia é bem pior. Imagine você que há comunidades onde se come com a mão, sem talheres, mas cujos locais ficam horrorizados se você usa as duas porque uma delas, é usada para se limpar após evacuar no banheiro. Sim, isso mesmo, uma das mãos, se não me engano a esquerda, você usa para limpar o ânus, sem papel higiênico e a outra, só uma delas, que fique claro, para ingerir o alimento. Logo, se você tenta se adequar usando as duas, eles ficam nauseados. Basta? Não… Há outros locais onde corpos são depositados a céu aberto gerando uma infestação de urubus que sobrevoam córregos que abastecem povoados com a água e, mesmo você sendo um urubu com horas de voo pode estar sujeito a alguma turbulência, levando à queda de pedaços do manjar que lhes foi ofertado… no córrego… da água… que a população bebe. Desde que o outsourcing se tornou regra básica do capitalismo mundial, não teremos mais como abandonar este princípio de produção. Se a mão de obra barata não vier da China, nem os subsídios, as empresas irão procurá-los na Índia ou em algum país asiático, pode saber. E é uma ingenuidade achar que trocar a parceria de uma ditadura de esquerda (China) por um populista de direita, que é o caso de Modi na Índia vai nos garantir melhores condições. Que o site seja bolsonarista, ok, mas não tecer considerações que vão além das boas relações do governo brasileiro com o indiano torna vocês meros publicitários chapa-branca.

E aí, vocês vão buscar a verdade ampla ou apenas reverberar os interesses de momento de um governo qualquer?

Fake do Bem

‪O que é “Fake do Bem”?‬ ‪

É a notícia falsa transmitida por quem sabe que é mentira, mas justifica porque “o outro lado é pior”. ‬

‪São táticas de contrainformação de quem não se importa em manter um duplo padrão moral.‬

‪Sabe aquele teu amigo que tu não entende como ainda pode apoiar aquele lixo de político? Pois é, é ele quem contamina a todos com suas “fakes do bem”.

Anselmo Heidrich

Covid-19: maior estudo até agora aponta que hidroxicloroquina é ineficaz – 08/05/2020 – UOL VivaBem

Uma pesquisa publicada no periódico científico New England Journal of Medicine na última quinta-feira (7) aponta que pacientes da covid-19 em tratamento com hidroxicloroquina não apresentam resultados melhores do que aquelas que não recebem o medicamento.

Covid-19: maior estudo até agora aponta que hidroxicloroquina é ineficaz – 08/05/2020 – UOL VivaBem

Divulguem para seus amigos crentes que saíram por aí dizendo amém para Trump&Bozo por conta dessa droga. E lhes pergunte quantas vidas foram salvas pelos pesquisadores que tiveram prudência em não sair por aí divulgando falsas curas.

“O estudo de coorte, método escolhido pelos pesquisadores, é uma análise observacional no qual os indivíduos são classificados segundo o status de exposição (expostos e não expostos, neste caso, ao medicamento), sendo seguidos para avaliar a incidência da doença em determinado período de tempo.

“Dos 1446 pacientes que foram admitidos no hospital entre 7 de março e 8 de abril de 2020, 70 foram excluídos por morte, intubação ou transferência para outra unidade de saúde dentro de 24 horas após a apresentação ao departamento de emergência que elegeu os candidatos.

“Cerca de 60% dos 1376 pacientes receberam hidroxicloroquina por cinco dias e todos foram acompanhados durante 18 dias. De acordo com os resultados relatados, eles não mostraram menor taxa de necessidade de ventiladores ou menor risco de morte durante o período do estudo em comparação com as pessoas que não receberam a droga.”

Mas calma calma que eu tenho mais umas coisinhas a dizer. Como, p.ex.:
Liberem a hidroxicloroquina – 25/03/2020 – Helio Beltrão – Folha
Agora me digam, se em algo tão incerto, ele já alardeou tantas certezas, como será que funciona o rigor metodológico e investigativo em uma pós-graduação em “escola austríaca” dirigida pelo seu think tank, o Instituto Mises Brasil?

Numa frase:

NÃO SÃO SOMENTE BOLSOLAVISTAS QUE TÊM ESPÍRITO ANTI-CIENTÍFICO NÃO.

Divulguem e exponham falsários, charlatães e milagreiros.

Ciência é ciência, não é ideologia. Ideologia inspira, mas sempre temos que nos reguardar com os fatos. Esse Hélio Beltrão é um dos maiores divulgadores do liberalismo no Brasil e, além de fazer campanha, escreveu um artigo na Folha defendendo a liberação da hidroxicloroquina. Pois bem, no referido estudo, foi desaprovada. E agora? Pedido de desculpas? NADA. Ou um simples: “eu errei pessoal, desculpa aí”, NADA. Agora pense comigo, e se alguém, inspirado por ele a tomou e veio a ter complicações vindo a falecer? Como fica? Por essas e outras, que nenhuma ideologia, socialismo, liberalismo, conservadorismo, ambientalismo etc. deve pautar o estudo científico, absolutamente nenhuma.

O culto religioso que levou o coronavírus a cidade de MS – BBC News Brasil

Um culto evangélico organizado para receber duas pessoas vindas de Osasco, na Grande São Paulo, pode ter propagado o novo coronavírus em uma pequena cidade no interior de Mato Grosso do Sul até então livre da doença.

O culto religioso que levou o coronavírus a cidade de MS – BBC News Brasil

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