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Anselmo Heidrich

Defendo uma sociedade livre baseada no governo limitado e estado mínimo.

Neonazismo Sueco : um alerta para o mundo

Membros do Movimento de Resistência Nórdica marcham no centro de Gotemburgo, na Suécia, em 30 de setembro de 2017. Fredrik Sandberg / AP
 read more: https://www.haaretz.com/world-news/europe/.premium-1.831763

 

“O patriotismo é o último refúgio dos canalhas.” 
― Samuel Johnson

Cf. How Sweden became a thriving base of neo-Nazi ideology https://www.haaretz.com/world-news/europe/.premium-1.831763

Alguém tinha dúvidas de que isto um dia ressurgiria? Nesta rica matéria, que mostra as raízes do nazismo sueco, de meados do século XX, o pior não é saber como pode perdurar por tanto tempo, mas sim, como pôde ressurgir com tanto vigor? Eu tenho minhas pistas e elas são o clima de medo instaurado pelas políticas de “fronteiras abertas”. Veja, como diz no texto abaixo que tais movimentos, como este de Malmö têm os liberais(no sentido distinto do adotado no Brasil) e conservadores, além da esquerda tradicional, seus inimigos. Ou seja, todos aqueles que não são fortemente estatistas, autoritários e segregadores, ou seja, em uma palavra, totalitários são seus inimigos.Como combustível a tais movimentos temos comunidades que já não têm mais segurança, onde se investe mais em uma internacionalização de problemas que no próprio orçamento de segurança local, mais com refugiados que com a própria polícia no país inteiro, p.ex. Uma expressão utilizada no texto abaixo, “espaço vital” que está na origem do movimento nazista, mas que é anterior, remetendo aos políticos e pensadores que defendiam o expansionismo ou justificavam este, como Friedrich Ratzel na Alemanha é utilizada com precisão no discurso segregador. Embora, os novos nazistas suecos não se digam racistas (piada…), eles se baseiam no mito de uma “cultura pura” e esta não admitiria interferências ou competição. Ou seja, se substitui a espécie pela raça e agora pela “cultura” e temos uma nova desculpa para uma luta desenfreada nesta nova “Seleção Natural do Darwinismo Social” engendrado na cabeça desses malucos. Mas a culpa… Ou responsabilidade se preferirem pelo caos social que brota no horizonte tem relação, direta, com o caos que encobre a Europa com o lucro da “indústria da migração de refugiados”. E como reação a um processo marcado pelo conflito e choque cultural não se responde com a firmeza do estado de direito e rigor da lei, mas sim da expansão do estado sobre o indivíduo que já não consegue mais viver em comunidade.

Sempre tivemos mais peso das versões dos fatos do que análise dos fatos, mas agora, com a internet e as redes sociais, as versões se impõem e os leitores não procuram mais por ler e entender o outro, os pontos de vista alheios, nem que seja para criticá-los com mais fundamento. Isto fica evidente quando de um “os judeus não foram as únicas vítimas do Holocausto”, o que é verdade para “existe uma conspiração sionista internacional que torna a resistência física e agressiva contra os governos legítima”, o que é um sofisma e uma mentira grosseira. O doido nessa história toda é que de uma simpatia e interesse mútuo de nazistas e governos muçulmanos no século passado (contra os judeus), o nazismo contemporâneo baseado no mito de uma “cultura pura” que se perde tem a todos os estrangeiros como seus inimigos, sejam imigrantes sejam de alguma religião minoritária em seus países, como os judeus. E a justificativa factual, crimes cometidos por imigrantes que têm sido relevados e um crescente problema com comunidades que não se integram cresce para uma situação caótica em que o medo é explorado em benefício de um movimento que prega o mito do “homem nacional” (similar ao “novo homem” do comunismo), do estado e da “preservação da cultura”, o nacionalismo como refúgio. Os canalhas… Venceram.

Triste.

 

Anselmo Heidrich

15/01/2018

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Entrevista com Eduardo Villas Bôas, Comandante-Geral do Exército Brasileiro

Quanto a entrevista com o Comandante-Geral do Exército, Eduardo Villas Bôas (abaixo) digo o seguinte: me surpreende (positivamente), ele ver no chamado fenômeno do “politicamente correto”, uma causa da falta de visão dos problemas pelos quais passamos e o seu corolário, que é o relativismo moral que se segue contaminando toda a sociedade. Perfeito. E ele está certo em se impressionar com a falta de indignação/repulsa da população pela situação de caos e insegurança que vivemos, com nossas 60.000 mortes anuais. Eu mesmo já me surpreendi com colegas próximos, de uma certa agremiação política na qual fui advertido que minhas propostas ou até simples considerações sobre o crime eram muito ‘agressivas’ e creia-me, não eram mais do que quaisquer coisas que falamos entre nós. Ocorre que assim como os ditos de Esquerda são compassivos com o crime tratando-o como mero efeito de “problemas sociais”, o mundo dos liberais é uma projeção do ideal de “equilíbrio perfeito” do mercado aplicado às regras sociais, como se tudo estivesse disponível nas prateleiras de um supermercado teórico: faltou segurança? Compre um kit de segurança privado e por aí vai… Coisa de libertário, mas esta é a versão infantilizada de liberalismo que predomina hoje em dia. Por isso que estes não entendem fenômenos como Bolsonaro e serão (aliás, JÁ FORAM) atropelados por ele.
Acho, no entanto, que o Comandante-Geral adotou uma postura (correta) de não dar nomes aos bois, pois a Brigada, as polícias militares não funcionam bem só por falta de comando dos governos estaduais? Ora, estes governos ouvem a consultoria dessas corporações toda hora. Se não funcionam, não é só porque “não querem lá em cima”, mas por algum outro conjunto de ações, dentre as quais está a legislação, mas não posso crer que seja a única razão.

Outra coisa que me assusta é o medo/receio do Comandante-Geral com a contaminação das Forças Armadas pelo Crime Organizado. Ora! Se isto é verídico, então se assume que as corporações policiais militares estão muito sujeitas a isto e não têm como escapar. Se o próprio Exército admite sua vulnerabilidade, o que diremos então das polícias militares?! Este é um sério problema que escapou na fala do Comandante. O que fazer então? Render-se?

 

Anselmo Heidrich

2018-01-15

 

Contaminação de tropas por facções criminosas preocupa, diz general

 

Comandante das Forças Armadas também acredita que força federal não será necessária para acompanhar julgamento de Lula

iG Minas Gerais | Agência Estado | 15/01/2018 11:18:55

FACEBBOK / REPRODUÇÃO

Comandante-geral do Exército, Eduardo Villas Bôas, comenta a atual conjuntura política do país

A atuação frequente das Forças Armadas em operações de segurança pública nos Estados “preocupa muito” pela possibilidade de infiltração do crime organizado nas tropas, afirma o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas. Em entrevista, o general diz que por isso quer evitar o uso frequente das Forças Armadas e cita um caso registrado no Rio. “Foi pontual. Está infinitamente distante de representar um problema sistêmico, mas temos preocupação e estamos permanentemente atentos em relação a isso “

Para o comandante, houve “negligência” em grande parte dos Estados em relação à segurança pública. Ele avalia que o uso das tropas federais “não tem capacidade” de solucionar os problemas e se mostra incomodado com a possibilidade de “uso político” das Forças Armadas nas eleições. O comandante avalia que, no dia 24, quando está sendo anunciada uma grande mobilização para acompanhar o julgamento do ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva, em Porto Alegre, a Brigada Militar do Estado tem “plenas condições” de controlar a situação.

A seguir, a entrevista:

 

Em algumas comunidades, as organizações criminosas têm conseguido eleger candidatos e fazer indicações políticas para cargos públicos. Há preocupação da indicação política em polícias militares nos Estados?

A escolha de um comandante da Polícia Militar sempre tem o caráter político. O problema é que houve distorção e adquiriu caráter político-partidário. Isso acaba provocando sectarismos, divisões e perda da coesão em instituições militares. A Constituição de 1988 permitiu que houvesse direito de associações com caráter de sindicato, o que atrapalhou a hierarquia e disciplina, porque ela é mecanismo de conter a violência e mantém a coesão das instituições. Sempre que uma instituição perde sua coesão, ela traz desgraças para ela própria e para a sociedade a que serve.

 

Há preocupação de que indicações políticas possam levar o crime para as instituições?

As facções criminosas no Rio e em São Paulo, que se estendem para outros Estados e produzem filhotes, e essa estruturação do crime, principalmente em relação ao narcotráfico e associações internacionais, aumentam em muito a capacidade de contaminação das instituições. Realmente preocupa porque isso pode se estender, claramente, em todo o processo político, de forma que eles coloquem pessoas ligadas a eles ou a seus próprios integrantes em cargos públicos importantes.

 

Existe essa contaminação do crime nas tropas federais?

Há preocupação de contaminação das tropas, e por isso queremos evitar o uso frequente das Forças Armadas. Recentemente, no Rio, verificamos desvios do nosso pessoal. Foram pontuais, restritos a um ou outro indivíduo, de nível hierárquico baixo. Está infinitamente distante de representar um problema sistêmico ou institucional. Mas temos preocupação e estamos permanentemente atentos.

 

O senhor teme o uso político das Forças Armadas para segurança pública próximo das eleições?

Há preocupação de uso político das Forças Armadas com a proximidade das eleições porque governos, não querendo sofrer desgastes políticos com a população e em determinadas situações por comodidade, solicitam intervenção federal.

 

Como o senhor classifica a situação da segurança pública do País?

Tem havido negligência em relação à segurança pública no País. Mas também é surpreendente uma certa passividade da população em relação a isso. Nenhum conflito no mundo hoje faz perder o número de vidas que temos no Brasil, onde são assassinadas 60 mil pessoas por ano. Há negligência em grande parte dos Estados. Mas a questão da segurança é muito profunda e está claro que o simples emprego das Forças Armadas não tem capacidade, por si só, de solucionar problemas de segurança pública que estamos vivendo.

 

Onde a situação é pior?

Nos Estados do Nordeste, os índices de criminalidade são mais altos do que no Rio de Janeiro. Só que o Rio é uma caixa de ressonância. Por isso, é difícil dizer onde é mais grave ou não. No Rio Grande do Norte, de onde sairemos neste fim de semana (a entrevista foi feita na sexta-feira), fomos empregados pela terceira vez e, neste espaço de tempo, estruturalmente nada foi feito na segurança pública do Estado. Sabemos que, ao sairmos de lá, os problemas continuarão, o que indica que proximamente poderemos ser chamados a intervir. É preciso que se modifique os aspectos na conduta dos governos locais em relação à segurança pública. Acho que é inevitável que o governo federal terá de chamar para si a responsabilidade, pelo menos parcialmente, porque o crime extrapola as fronteiras e o combate está sem integração. Há Estados que nitidamente negligenciam essas preocupações e, nesse caso, o governo federal tem de intervir, usando Forças Armadas e Força Nacional de Segurança Pública.

 

Como resolver esta questão da criminalidade que afetou a segurança pública?

Somos um País carente de disciplina social, que prioriza os direitos individuais em relação ao coletivo e ao interesse social. E um ambiente de pouca disciplina favorece à diluição das responsabilidades. Por isso, há uma certa resistência a que se busque o saneamento das condutas individuais e coletivas. Por outro lado, estamos vivendo uma imposição do politicamente correto, vivendo uma verdadeira ditadura do relativismo e com uma tendência a que não se estabeleçam limites nas condutas. Isso vai numa onda e volta em um refluxo que atinge as pessoas e a sociedade como um todo. Isso está na raiz dos problemas, insisto, do politicamente correto, privilegia e atua reforçando o seu caráter ideológico e não apresentando a solução dos problemas. Quando nós vemos agressões a mulheres, abusos, quando vemos desrespeito, na raiz disso está a falta de limite e de disciplina que existe na sociedade. Precisamos de muito mais educação e responsabilidade por parte de todos e cada um precisa cumprir efetivamente seu papel e assumir suas responsabilidades até em relação à segurança.

 

É necessário o uso das Forças Armadas em Porto Alegre no dia 24 de janeiro durante o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

Este é um problema essencialmente de segurança pública. Não precisa de decretação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para isso. Assim como no Paraná foi muito efetiva a atuação do governo estadual na estrutura de segurança pública, o Rio Grande do Sul tem plenas condições de fazer face a essa questão. A Brigada Militar gaúcha é uma corporação capacitada. A estrutura de segurança pública tem condições de resolver o problema e o pedido do prefeito de tropas federais é inconstitucional.

 

Há uma banalização do uso das Forças Armadas?

Há uma tendência à banalização do uso da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e isso acarreta desvio de emprego das Forças Armadas

 

Qual sua avaliação das eleições este ano?

As eleições, de certa forma, representarão um plebiscito em relação à Lava Jato.

 

[http://minasgerais.ig.com.br/?url_layer=2018-01-15/11562813.html, 2018-01-15.]

Bolsonaro VS. Livres

Movimento Livres deveria enfocar naquilo que pode influenciar dentro do PSL sem se indispor com Jair M. Bolsonaro: a economia, a desburocratização, a segurança etc.

 

O dilema do PSL: Bolsonaro entra enquanto o Livres sai https://exame.abril.com.br/brasil/o-dilema-do-psl-bolsonaro-entra-livres-sai/ via Exame

 

Se os membros do Livres realmente saírem do PSL sem ao menos tentarem influenciar a equipe de Bolsonaro, como o próprio possível Ministro da Fazenda, Paulo Guedes terá sido uma enorme perda de oportunidade.

 

Eu me desliguei do movimento ‘Livres’ assim que vi posições simpáticas às mostras artísticas com erotização infantil e bestialidade e mantive minha posição de que tais só seriam admissíveis com censura à menores de idade.

 

Agora, se há a possibilidade de sair uma resultante do que querem os adeptos de Jair Bolsonaro e os membros do Livres, esta seria obviamente, na área econômica, com as devidas ressalvas que já fiz em relação aos preconceitos econômicos do deputado[1].

 

Eu parto do princípio de que um bom acordo é aquele onde as partes NÃO saem completamente satisfeitas, pois me parece impossível que cada um dos partícipes ganhe 100%. Na melhor das hipóteses há 50% de ganhos para cada lado e, como pressuposto, um bom acordo é aquele onde ambas as partes TÊM que ceder. A questão, óbvia, é que agora, UMA das partes está com a faca e o queijo nas mãos. Então, se ainda acham que vale a pena é necessário cautela para negociar e, como aventei, influenciar.

 

Lembre-se que como já foi demonstrado pelo próprio Bolsonaro, ele é volátil em suas posições que mudam com a conjuntura política. Ele cresceu e se manteve com a retórica mais antagonista de identificar e atacar um inimigo claro – o crime, a esquerda etc. – e, portanto, o trabalho protagonista de propor e construir pode vir muito mais de sua equipe do que do próprio ex-capitão. Mas, para tanto, se faz necessário entrar e influenciar a dita equipe, mesmo que em escalões subalternos.

 

Chegou a hora de fazer política ou, do contrário, ficar reclamando em redes sociais.

 

Anselmo Heidrich

 

 

[1] Vamos Falar de Bolsonaro

https://anselmoheidrich.wordpress.com/2017/11/24/vamos-falar-de-bolsonaro/ via Anselmo Heidrich

 

A Bússola de Kubrick

Em Marxism of the Right, texto de Robert Locke publicado em The American Conservative há um dos temas que me são mais caros: a liberdade total pode ameaçar um regime de liberdade? Ou o verdadeiro regime democrático-liberal pode se sustentar nos moldes ‘libertários’ ou ‘anarco-capitalistas’ onde não se leva em conta o peso da tradição e a limitação a liberdades que possam vir a ser destrutivas?

A democracia não poder se tornar uma ditadura da maioria, nem permitir que, democraticamente, se endosse um governo totalitário que atente contra as próprias liberdades civis é uma posição correlata à oposição a um liberalismo ingênuo que pensa que tudo é uma questão de opção. Como já desenvolvi alhures, eu não posso em nome de minha propriedade privada desenvolver ou praticar algo que venha a ferir um vizinho em seus direitos. Quem regula isto? A tradição e, por extensão, regras, leis que moldam o estado na sociedade. O que alguns ‘libertários’ defendem é que isto deve ser inscrito apenas dentro da lógica do laissez-faire, do próprio mercado. Mas, há problemas insolúveis aí, quando não se tem o judiciário como intermediário.

No entanto, eu discordo do último parágrafo quando diz que:

This contempt for self-restraint is emblematic of a deeper problem: libertarianism has a lot to say about freedom but little about learning to handle it. Freedom without judgment is dangerous at best, useless at worst. Yet libertarianism is philosophically incapable of evolving a theory of how to use freedom well because of its root dogma that all free choices are equal, which it cannot abandon except at the cost of admitting that there are other goods than freedom. Conservatives should know better.

Sim, liberdade requer juízo, com certeza. Mas, todas escolhas feitas livremente são iguais, ao contrário do que diz o autor. O problema é que o peso desta igualdade tem efeitos desiguais. Esta é a verdadeira questão, os efeitos e não as causas ou princípios. Por isto é que uma sociedade representada, legitimamente, por seu governo tem, evidentemente, o direito de reprimir tendências que atentem contra sua manutenção nos moldes que acha desejável. A imigração pode ser boa, mas se ela implicar em uma massa de indivíduos afeitos à políticas socialistas (como foi bem argumentado no texto) é claro que uma restrição à imigração pode ser benéfica.

Mas, é bom que se observe que se a liberdade destrutiva e irrestrita é perigosa, o conservadorismo irrestrito, inclusive aquele de naipe religioso também o é. Qualquer legislação tem que ser mínima, isto é, não “atulhar” de leis uma sociedade tolhendo esta em regulamentos excessivos que venham a estagnar sua atividade econômica. E, igualmente, não deve se propor a conformar tendências ou opções políticas. Pois, daí o risco de gerar insatisfações fica, proporcionalmente, maior. Este é o outro lado desta questão e um delicado equilíbrio entre liberalismo e conservadorismo deve ser almejado.

Faz pouco tempo, assisti novamente ao excelente Laranja Mecânica de Stanley Kubrick, baseado no romance de Anthony Burgess. A passagem em que o padre da prisão vocifera contra o método pavloviano de conformação comportamental do psicopata assassino ‘Alex’ (Malcolm McDowell) é, simplesmente, bárbara. Para ele, o bem não poderia ser condicionado ou inoculado: depende do livre-arbítrio. Esta é uma condição fundamental (que une liberdade e tradição), não sendo possível atingi-lo por pressão externa, engenharia social que seja.

Um filme tão rico assim, evidentemente que tem muitas mensagens. E é de se esperar que os esquerdistas tenham absorvido apenas a crítica ao establishment, a polícia e a política. Mas, visto por outro lado, o filme também permite se deduzir que a punição (tradicional) na prisão não é hipócrita como os métodos de “ressocialização” do criminoso.

Em situações práticas como o que fazer com assassinos-seriais, o libertarianismo se mostra uma tosca fábula do salvo-conduto da irresponsabilidade e covardia no enfrentamento de dilemas da vida.

O entendimento que tenho do anarco-capitalismo ou do ‘libertarianismo’, como preferir chamar, pelo pouco que já li, é de um anti-estatismo virulento. Algumas vezes tentei discuti-lo em comunidades orkutianas dominadas por eles e a experiência foi, realmente, desalentadora. Não porque não concordassem com minha visão liberal… Mais clássica, mas porque me parecia plena de um sectarismo anarquista às avessas. Ou seja, partilhavam dos mesmos erros dos anarquistas clássicos, embora com a pequena diferença de que defendessem a propriedade privada.

Ora, se as leis e, por extensão, o estado moderno se constituiram a partir de reformas induzidas por demandas sociais e articulações intra e interestatais na Europa Ocidental (assim como do outro lado do Atlântico), como se pode descartar a mediação deste mesmo estado (através do judiciário) adotando apenas formas pretéritas de organização social, como as “associações voluntárias”?

Por isto, tomando como exemplo o cenário do famoso filme de Kubrick, me utilizei de um caso extremo, o de assassinos pscicopatas que teriam que ser julgados e punidos, caso vivêssemos em um sistema(sic) anarco-capitalista. Me parece, mesmo que virtualmente, impossível se não tivermos leis, processos e instâncias de julgamento. Pois, no clamor dos acontecimentos, na urgência das medidas de contenção, como idílicas interações entre cidadãos livres permitirão a necessária retidão adotada por profissionais que administram a justiça e vêem casos como estes cotidianamente? Exceto, se estivermos vislumbrando um mundo formado por pequenas comunas, a la Rousseau, a ausência de estado levaria a simples anarquia… No caso concreto a que me refiro, um linchamento.

 

Anselmo Heidrich

Feliz Yule, Feliz Natal

Eurocéticos : Finlândia e outros

HELSINKI (Reuters) – A Finlândia deixará a União Européia e se posicionará como a Suíça do Norte para proteger sua independência se Laura Huhtasaari, candidata presidencial do Partido Finlandês Euróceptico, tenha seu caminho.

 

Após três estupros brutais, a polícia da cidade sueca recomendou que as mulheres não saiam sós a noite. Óbvio, mas o conselho não deveria ser somente este… Sweden: After three brutal rapes, Malmö police advice women not to go out alone after dark https://voiceofeurope.com/2017/12/sweden-after-three-brutal-rapes-malmo-police-advice-women-not-to-go-out-alone-after-dark/#.Wj1CKqUxWC4.twitter

 

Novo código de conduta da União Europeia recomenda aos jornalistas não publicarem crimes cometidos por imigrantes muçulmanos e não associarem o islã ao terrorismo. Big Brother de 1984 (G.Orwell) em plena ação… União Europeia pede aos jornalistas para não publicarem crimes cometidos por imigrantes muçulmanos | Renova Mídia https://shar.es/1MRbaj

 

Aqui, o relatório da U.E.: https://www.respectwords.org/wp-content/uploads/2017/10/Reporting-on-Migration-and-Minorities..pdf

 

Países europeus, sobretudo os da Europa Central, com menos recursos e economias menos dinâmicas, mas mais expostos à onda imigratória procuram se proteger das levas de refugiados e migração ilegal: Eslováquia, Hungria, Polônia e República Checa investem milhões para proteção das fronteiras da UE | Renova Mídia https://shar.es/1MRbGQ

 

Enquanto isso, a U.E. dirigida principalmente por economias mais poderosas como Alemanha e França querem enviar milhares de imigrantes para países pacatos como a Finlândia… Países da União Europeia querem enviar milhares de imigrantes ilegais para Finlândia | Renova Mídia https://shar.es/1MRbwX

 

Candidatos a presidência, como a finlandesa que defende a retirada do país da União Europeia não crescem a toa no continente. No centro do debate, a questão migratória (foto acima).

 

Obviamente, partidos e líderes que se opõem a esta centralização da U.E. e sua política migratória são taxados de “extrema direita” por defenderem a volta da autonomia de seus países… Líderes europeus da direita radical se reúnem em Praga – ISTOÉ Independente https://istoe.com.br/lideres-europeus-da-direita-radical-se-reunem-em-praga/#.Wj1ICcFZehA.twitter

 

Outros países já não admitem mais este tipo de acordo que suplanta sua autonomia em função de determinações da ONU e da UE… US pulls out of UN’s Global Compact on Migration: official http://www.business-standard.com/article/pti-stories/us-pulls-out-of-un-s-global-compact-on-migration-official-117120300066_1.html#.Wj1ImJKZQps.twitter

 

Lembre-se que a UE é mantida porque interessa a determinados grupos, mas isto pode mudar… Metade dos alemães já questionam a eficácia do Euro: Half of Germans Want to Scrap Euro, Bring Back Deutsche Mark – Breitbart http://www.breitbart.com/london/2017/12/18/half-germans-want-bring-back-deutsch-mark/

 

 

Anselmo Heidrich

Não Culpe o Capitalismo

As pessoas, em todos os cantos do mundo, estão mais ricas, gozam de mais saúde, são mais livres, têm mais educação, estão mais pacíficas e desfrutam de uma maior igualdade do que nunca antes.

Os Anjos Bons da Nossa Natureza, Steven Pinker

 

Anos atrás, quando eu ministrava aulas numa escola em S.Paulo, ao comentar os crimes praticados em nome do Comunismo, uma aluna que poderia ser caracterizada perfeitamente como uma antifa (ideias, estilo, retórica) me fez uma pergunta que me pegou de surpresa:

“E os crimes do Capitalismo, também tem…”

Fiquei ligeiramente chocado por alguém poder pensar assim, mas respirei e respondi:

“O sistema capitalista não tem um autor, mas interações e muitos dos seus resultados não são fruto de uma intenção. É diferente do caso em que uma cúpula dirigente que veste uma camisa ideológica comete um crime em nome de um ideal.”

Eu concordo que ficou muito genérica como resposta, mas tentei aprimorar o raciocínio após este episódio. Se o capitalismo é um sistema, sua antípoda não seria o comunismo e sim um sistema que partisse de um princípio oposto, i.e., que não defendesse a propriedade privada: o socialismo.

Assim, analogamente, a oposição ao comunismo não seria o capitalismo que, inclusive, pode sofrer maior intervencionismo estatal do que gostaríamos, mas sim o liberalismo enquanto ideologia e a democracia (representativa) enquanto regime político. Claro que o que vemos sendo chamado de “democracia popular” não é a democracia que realmente representa de forma, ainda que imperfeita, a maioria da população. As versões ditas “populares”, geralmente ignoram a necessidade de dissenso partindo do pressuposto de que há uma consciência e desejo que corresponde aos “reais interesses” da população. Daí sua organização em comitês, representantes de movimentos que se arrogam falar em nome da população, notadamente, milhões de habitantes. Simplesmente, não funciona e serve como garantia aos interesses de uma cúpula dirigente que se torna, paulatinamente, mais e mais autoritária.

Assim como Steven Pinker, citado na epígrafe acima tem se notabilizado pela avaliação positiva de nossa civilização ao longo dos séculos, uma série de outros autores tem se chamado atenção em suas diferentes áreas de atuação para os ganhos que o Capitalismo nos trouxe, Bjørn Lomborg, um professor de estatística dinarmaquês que escreveu um livro fantástico, O Ambientalista Cético em que contesta a maior parte das pesquisas em tons alarmistas sobre as questões ambientais, mas que também não o leva a ignorar problemas que ainda existem. A diferença é que procura dar suas dimensões exatas sem com isto criar uma falsa percepção de declínio irreversível de nossa qualidade de vida; Hans Rosling, sueco, divulgador de dados estatísticos que se tornou conhecido por suas apresentações na plataforma de palestras TED; Hernando de Soto, economista peruano que escreveu O Mistério do Capital, livro que caminha na linha do peso e influência das instituições no desenvolvimento econômico. Chama atenção em suas análises, como países pobres como o Haiti têm muito mais recursos “mortos”, i.e., sem a devida legalização e segurança jurídica do que toda ajuda que organismos poderosos como a ONU já lhe proveram em toda sua história; Carlos Rangel, venezuelano que escreveu clássicos domo Do Bom Selvagem ao Bom Revolucionário e O Ocidente e o Terceiro Mundo, cujas teses procuram avaliar as raízes do subdesenvolvimento na cultura e mitos que são perpetuados contra o livre-comércio e empreendedorismo. Antes das bases econômicas serem fincadas, os sentimentos e percepções compartilhadas foram os responsáveis pela adulteração e comprometimento de qualquer inovação que pudesse vir alavancar a economia. Pensou em criação de sindicatos para o Uber no Brasil acertou. Este é um exemplo de como deturpar uma boa iniciativa e não é novidade na história de países pobres.

Por que tais definições conceituais são importantes? Não é raro confundir críticas que deveriam ser endereçadas à sociedade que abriga determinado sistema econômico, modo de produção na linguagem marxista, como se fosse parte intrínseca da “essência capitalista”. Em um exercício de retórica imagine o Capitalismo como música, qualquer estilo, não importa… E a sociedade hipotética em que este sistema econômico está operante como um estúdio de gravação. Nesse estúdio temos uma mesa de som, obviamente e nela, controles que têm que estar bem equalizados. São eles:

  • O grau de livre-comércio dessas sociedades;
  • Sua segurança jurídica;
  • O acesso à propriedade privada;
  • O grau de burocratização;
  • A criminalidade;
  • A transparência pública;
  • A liberdade de expressão etc.

Quando leio alguns críticos do capitalismo é como se estes itens não importassem, como se só a existência de propriedade privada, mesmo quando predomina a posse fosse prova inconteste de que o capitalismo está ali, em toda sua plenitude. Mas o que é a “plenitude”, quando não temos graus minimamente razoáveis em que as supracitadas características de nossa “mesa de som” não estão corretamente ajustadas? Por isto é importante definirmos de que tipo de sociedade falamos, não bastando defini-la como “capitalista”. Capitalismo por capitalismo temos países com baixíssimo grau de segurança jurídica, altíssimas cargas tributárias, enormes dificuldades para empreender etc. e nem por isso são exemplos do que poderíamos considerar como “sociedades sadias” do ponto de vista econômico.

Apesar desses índices serem bem conhecidos, sempre é bom reiterá-los, tamanho grau de desinformação que vivemos, seja na mídia em geral, na academia ou no sistema educacional como um todo. De 1900 até 2014, o percentual de analfabetos no mundo caiu de 80% para 15%; do início do século XX até as primeiras décadas do século XXI, o número de anos que as mulheres tiveram acesso à educação passou de pouco mais de 80% nas economias avançadas para praticamente 100%;Enquanto isso, considerada a região mais pobre do globo, a África Subsaariana passa de pouco mais de 15% de mulheres com o mesmo grau de escolaridade em relação aos homens para 80%.

Dados inegáveis de melhorias sociais como estes são descritos pelos críticos do capitalismo como “conquistas sociais” insinuando que foram frutos da militância de esquerda, costumeiramente, socialista. Mas quando os problemas se avolumam em sociedades capitalistas, o mesmo recorte não é feito, sendo avaliados como “consequências”, “efeitos perversos da ordem social”, “contradições do capitalismo” etc. ORA! Decidam-se! Ou essas externalidades são intrínsecas ao Capitalismo ou não são! O que não é possível é se eleger apenas as negativas como tendo relação com o modo de produção que abominam e aquelas (intimamente) ligadas a um sistema que permitiu a acumulação de capitais e seu investimento como não tendo. Este artifício retórico é, normalmente, inconsciente, o que só pode ser efeito de anos e anos de doutrinação educacional e uma cultura geral propagandeada por meios de comunicação em canais ditos como “alternativos” e que promovem a “conscientização”, seja em documentários, noticiários, filmes ou mesmo em opiniões de pessoas com projeção que apenas repetem sem questionamento algum o que ouviram.

Se o capitalismo não se opõe necessariamente ao comunismo e exemplo da China atual está aí e não me deixa mentir, o socialismo enquanto controle absoluto dos chamados “meios de produção” é que é sua verdadeira antípoda. Então, o que seria e onde estaria exatamente o Comunismo? Seria a negação do dissenso e de seu instrumento de regulação do poder, que é o sufrágio universal. Este regime de poder passa pelo controle político total, que vai além do autoritarismo personalista, ele se inclui e se mantém nas regras, nos padrões de comportamento, na cultura e na visão ideológica da sociedade como um todo: é o que chamamos de Totalitarismo. Outros regimes amparados por ideologias, como foi o próprio Nazismo também eram exemplos de totalitarismos.

Nazismo, fascismo e comunismo, embora tivessem suas diferenças ideológicas ou premissas teóricas nas quais baseavam toda sua narrativa de sua superioridade (raça, estado e partido, respectivamente) ou justificativa para agressão externa e opressão interna apresentavam métodos similares, como reconhecemos no chamado totalitarismo.

Seja na propaganda anti-semita que os nazistas espalharam pela Europa Oriental, seja nas mentiras comunistas após os expurgos feitos por Stálin em 1938, toda intensificação de narrativas totalitária se baseia na mentira, distorção e frequência intensa com que é repetida até que os fatos sejam tão nítidos quanto uma nebulosa. Por isso tão importante quanto lutar contra o genocídio é a resistência que se impõe contra a perda da memória feita por partidos, ministros de propaganda e simples ignorância. E é através dessa cultura de negação que se passa a aceitar a adesão às regras autoritárias permeadas na cultura de um povo, o que chamamos de totalitarismo, algo que vai muito além do mero autoritarismo personalista.

A apatia gerada por uma transferência do indivíduo ao estado, um organismo que prega sua antecedência à mente humana é que faz com que se justifique campos de concentração nazistas e gulags soviéticos. Assim que se aceita um profissional graduado na China ser obrigado a trabalhos braçais “para apagar qualquer traço de sua cultura burguesa distintiva” ou eliminação física de 20% da população do Camboja pelo facínora Pol Pot para dar passagem ao “novo homem do comunismo”. Planos economicamente irracionais como a coletivização de terras na antiga União Soviética ou o chamado “Grande Salto para a Frente” durante o governo de Mao Tsé-Tung na China que ceifaram a vida de mais de 40 milhões de chineses ao forçar a migração para as cidades para formação de mão de obra industrial acabou evacuando agricultores do cinturão alimentício e sua rede de distribuição urbana entre centros menores, médios e maiores. Resultado óbvio: escassez de alimentos. Um pouco menos óbvio, no entanto, era viver sob um planejamento central de planos quinquenais(!) em que o excedente em uma fazenda de tomates era esmagado sob as pesadas rodas de tratores para que administradores das unidades produtivas não fossem questionados sob sua capacidade de previsão. A falta de tomates seria apenas um “problema menor”.

O que não se via, e salta-nos aos olhos é como pode um país que produzia e ainda produz sob herança tecnológica da antiga URSS, caças em estado de arte como os MIGs não fazer nada melhor como veículo do que um Lada (que era um projeto adaptado da Fiat). E a resposta não poderia ser outra: no que fosse resultado da corrida armamentista, os soviéticos eram muito bons porque competiam com seu rival, os EUA, mas no que dependesse da demanda controlada e reprimida de seu mercado interno, não havia estímulo no universo que fizesse os burocratas se mexerem para melhorar. Piadas como um bilhete deixado pelo cosmonauta russo “mãe vou orbitar em torno da Terra, volto em uma semana”, ao que a senhora deixava outro “filho, fui ao mercado comprar pão, não sei quando volto” dão uma ideia do que era o conflito entre planejamento e necessidades na antiga URSS.

Foram dezenas de milhões de mortos sob ação direta do monopólio do poder político encarnado no partido comunista, não há razão nenhuma para culpar o capitalismo por tamanho fracasso. E muito embora, países capitalistas ainda sofram com graves distorções econômicas, elas não existem porque “o mercado é excludente”, mas porque regras sociais impostas por estruturas estatais excluem milhões de indivíduos a tentarem, testarem e se soltarem nas interações individuais mais conhecidas como economia de mercado e que eu não faço cerimônia de chamá-la de Capitalismo.

 

Anselmo Heidrich

2017-12-04

Vamos Falar de Bolsonaro

Vamos falar de Jair M. BOLSONARO…

Não, não será uma análise exaustiva, apenas tratarei de 4 questões relacionadas a suas opiniões, pelo menos a algumas que ele tem manifestado com frequência.

Para ser didático vou dividir em pontos positivos e negativos.

E não focarei na crítica a sua forma de se expressar, que é o que mais se vê “xucro”, “irascível”, “grosso” etc. Não que eu despreze a forma, mas ao ressaltarmos ela perdemos o que há de mais importante.

O que há de BOM na candidatura de Bolsonaro?

1) Ele é o candidato mais enfático no trato da SEGURANÇA PÚBLICA. Ele dá ênfase necessária à REPRESSÃO. E assim, recuperação, ressocialização por si só não são, nem nunca foram suficientes para garantir a segurança pública. Isto é tão óbvio que se torna difícil compreender quem não compreende isto. Muitos que rejeitam o nome de Bolsonaro à presidência pensam ou imaginam que ele vai acabar simplesmente com os Direitos Humanos. Tolice. Mas, com certeza, ele tentará por limites ou freios aos exageros do “garantismo jurídico” que torna os tais direitos mero eufemismo para privilégios. E, sem dúvida, ele tem razão ao dizer que nosso Código Penal está defasado.

2) EDUCAÇÃO. Sim, este é outro ponto que ele acerta em cheio. Não só por que ele apoia iniciativas de escolas militares, mas por que ele compreende a necessidade da disciplina escolar. E não pensem que é porque eu tenho um histórico de luta contra a doutrinação, porque ele vai endossar outra doutrinação, talvez mais acintosa até, só que com conteúdo diferente, o que não deixa de ser doutrinação também. Então, o quê?! O pior problema da Educação Brasileira não é a doutrinação, embora esta esteja relacionada, mas a INDISCIPLINA. Suas raízes são culturais, por que enquanto sabemos o que é “ser militar”, o “ser civil” é uma névoa, uma grande incógnita e a disciplina dá prumo a tal.

Agora o que há de RUIM em Bolsonaro:

3) ESTATISMO. Não adiante virem dizendo que ele melhorou, Eu não confio. Pode estar sendo bem assessorado, não tenho dúvida disso, mas ele sempre, quando sola na banda dá umas escorregadas que não são ‘escorregadas’ de fato, mas sim seu retorno à essência ligeiramente escamoteada. É como um camaleão que não domina a arte da camuflagem. Sua ideia de favorecer certas substância da indústria mineral formando clusters não é errada em si, mas A FORMA COMO PENSA, SIM. Não é abrindo linhas de crédito especiais – dá-lhe BNDES! – e sim, desonerando o setor para que capitais específicos (smart money) invistam na área que se dará uma alavancagem para a indústria de mineração E transformação. Algo como fez a China em suas Zonas Econômicas Especiais (ZEEs) para atração de capitais. Eu não vejo ele tendo esta noção e sim, apenas o “sentar em cima da mina”, como fizeram nossos governos militares impedindo a concorrência no setor e privilegiando parceiros que formaram oligopólios na mineração. Sem a cadeia produtiva necessária para transformar o produto, a região (Amazônica, no caso) não desenvolve, mas no máximo forma algumas ilhas de prosperidade envoltas por um mar periférico de pobreza que não usufrui daquela circulação de capitais. Ele cita o Vale do Silício como exemplo a ser seguido, mas este não foi um projeto protegido pelo governo americano. O silício não era o elemento produtivo desse cluster, mas sim a tecnologia. Portanto, quando ele diz “se os americanos têm o vale do silício, por que nós não podemos ter o vale do nióbio?” Esta não é a questão, pois os americanos não estão lá minerando silício neste vale e sim utilizando o mineral como um dos elementos a sua produção tecnológica que vem, importado ou não, mas facilitado pela baixa tributação de bens importados. Bolsonaro tem esta noção? Creio que não. Infelizmente, não. Eu gostaria aqui de estar escrevendo justo o oposto, mas não é o que vejo. Daí vamos a outro ponto negativo que considero fundamental…

4) A CHINA. Bolsonaro tem feito o que acho mais deplorável e um PÉSSIMO AGOURO em se tratando de um futuro possível presidente com tintas estatistas: ELENCANDO UM INIMIGO EXTERNO. Volta e meia ele diz que a China “está tomando conta”, “está comprando terras no Brasil”, ou “vai nos transformar em uma colônia” etc. e etc. ESPERE AÍ! ISSO NÃO É A MESMA COISA QUE A ESQUERDA SEMPRE DISSE DOS AMERICANOS COMO JUSTIFICATIVA PARA FECHAR O PAÍS AOS INVESTIMENTOS EXTERNOS PRIVILEGIANDO O MERCADO NACIONAL PARA GRUPOS EMPRESARIAIS LIGADOS AO GOVERNO?!?!?! Pensou em Lula & Cia. pensou certo. Não creio que haja um projeto claro na cabeça do deputado, mas sim uma baita falta de visão clara de como traçar linhas gerais para condução da economia. E não digo isto para entrar no coro tolo de “ele não entende de economia”, afinal o que entendiam de economia, o Lula, a Dilma, o Itamar, o Sarney, o Collor? A questão é a visão geral. Que a China tem um governo comunista que tenta controlar seu país com mão de ferro é uma coisa, mas tentar se isolar dela para evitar um suposto controle externo é o mesmo que não sairmos mais às ruas porque os camelôs estão tomando elas. Daí mesmo que eles tomarão pela nossa ausência e falta de controle. Tem é que se estender um tapete para os capitais chineses que querem investir aqui, assim como para qualquer um que o deseje e se submeta às nossas regras (e que estas sejam simplificadas, substancialmente, claro). Esta fala anti-chinesa não é uma chamada de atenção anti-comunista, mas dita assim, como tantas vezes fez Bolsonaro, não passa de um eco de montadoras sediadas no Brasil contra a concorrência de novas fábricas de veículos chinesas. “Defesa de interesses nacionais” aí é uma piada, não passa de alarmismo e protecionismo estatistas que são o mais do mesmo, só que com outra roupagem ideológica.

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Estes são os pontos relevantes para mim. Dou nota 5,0 ao deputado como candidato à Presidência da República. Tá tá tá, vou melhorar isto, segurança e educação são muito importantes, então ele fica com 6,0, mas não passa disso.

Não votarei nele? Acho que voto, apesar de tudo, mas como Plano B, se o Plano A falhar, o que acho que vai acontecer. Em termos práticos, se não tivermos melhor opção, não terei outra a não ser votar em um estatista no segundo turno.

Triste.

Um bom dia,
Anselmo Heidrich

Qual a Cor da Alienação? Uma crítica ao Dia da “Consciência” Negra

Bom dia, hoje é o “Dia da Consciência Negra”, não? Então vou falar do contrário, da alienação, que não tem cor, que não pertence a nenhuma raça ou etnia, mas que se adquire indistintamente ao desprezar o valor individual e nosso maior atributo: a vontade de compreender.
Bora lá…

 

Alienação Não Tem Cor *

 

A luta de classes utilizada como subterfúgio para racismo pouco dissimulado tem sua aplicação hodierna no Brasil e alguns negros, tão cegos por seu ódio histórico aos brancos serão, provavelmente, mais uma vez, úteis.

 

Números racistas

Existe um discurso da militância do movimento negro que acusa a sociedade brasileira de discriminá-los. Especialmente, as “elites” que seriam “brancas“ por definição. Ele se baseia em dados objetivos, como a renda média do branco pobre no Brasil estipulada em 400,00 reais mensais ao passo que a do negro pobre rondaria os meros 170,00. A causa de tamanha desigualdade seria simples: trata-se da mais pura e ostensiva discriminação contra a categoria, ou “raça” se preferirem.

Se for verdade que o Brasil é um país racista, nosso empresariado é míope e, sinceramente, não creio que este seja o caso. Se eu fosse um destes empresários, com certeza empregaria mais trabalhadores negros, pois ganham menos! No entanto, não é o que acontece. Segundo pesquisa do IBGE em 2001, Salvador, 45% dos negros estão desempregados, em São Paulo são 41% e, em Porto Alegre, 35%. Lembremos que a pesquisa não averiguou o trabalho, mas o emprego formal, aquele com carteira assinada.[1]

Tanto quanto dizer que todo trabalhador fora da situação de trabalho regulamentar é um desocupado, o que não faz sentido algum é dizer que não há mais indivíduos negros empregados por que por pura discriminação. A tese (óbvia) que endosso é que o maior de desemprego se dá por que o nível de educação dos mesmos é inferior ao dos brancos em 2 anos e 3 meses na média. Apesar de pouco em termos absolutos é muito em termos relativos, especialmente para um país cuja escolaridade média é de 6 anos.

Em alguns aspectos, o “negro estatístico”, aquele que nós podemos avaliar através dos censos está bastante distante do “negro virtual” imaginado pelos críticos da democracia racial brasileira e, não muito distante do branco avaliado pelo censo.

O que verificamos é que além de uma “questão de raça” o que pesa mais, senão por inteiro, é o nível educacional e a condição feminina relacionada ao grupo. Mais do que negros, são as negras que sofrem com falta de oportunidades.

Segundo os mesmos dados do IBGE/Pnad, a média de anos de estudo de instrução formal por cor ou raça segundo a faixa etária no Brasil e Grandes Regiões em 2001[2], a população branca tem 8,3 e 8,1 anos de escolaridade formal entre 15 a 24 anos e 25 a 44 anos, respectivamente. A população negra, por sua vez, apresenta 6,4 e 5,8 anos de escolaridade formal para os mesmos intervalos.

Da mesma fonte, a taxa de analfabetismo em pessoas de 15 anos ou mais é de 12,4% em 2001; apenas 7,7% para brancos, mas 18,2% para negros. Existe aí uma maior taxa de evasão escolar da população negra: enquanto que 97,5% de jovens brancos entre 7 e 14 frequentam a escola, a taxa entre negros não é tão diferente: 95,4%. Mas o gap aumenta significativamente quando analisamos a população de 15 a 17 anos: 84,1% de brancos contra 78,1% de negros. Ao longo do processo é que as diferenças se acumulam.
Tais taxas não confirmam “racismo”, pois a diferença volta a diminuir na faixa de 18 a 24 anos, 35,9% entre brancos contra 31,7% de negros nas escolas, quando a maioria já está procurando emprego. A diferença maior é prévia e está ligada ao período da adolescência. Uma queda brutal de alunos matriculados se verifica do ensino fundamental para o ensino médio no país: cai de 93,3% para 37,8% (!). Mas ela é muito mais pronunciada entre a população negra, 22,5% maior[3]. No cômputo final os brancos têm certa vantagem, com quase 1/3 a mais de anos de estudo. Em um país cuja média é de apenas seis anos isto é irrisório, se considerarmos as atuais necessidades do mercado de trabalho.

O que os militantes do movimento negro e críticos da situação social negra deveriam realmente se perguntar é:

Por que nossa “raça” evade mais da escola?

Como a resposta é complexa, envolvendo vários fatores melhor explicados por estudos de antropologia urbana, fica muitíssimo mais fácil e de forte apelo emocional aludir a discriminação em grau inexistente.

Alguns desses fatores envolvem a localização dos “discriminados” em bairros pobres, mais sujeitos ao tráfico como opção, às gravidezes de jovens negras que estimulam a sair da escola, casamentos precoces etc. Todos eles teriam que ser meticulosamente avaliados, para evitar que especulações se tornem conclusões.

 

Ideologias conflitantes

Para o articulista Hamilton Cardoso[4], não houve reconhecimento da raça negra como fato político, ou seja, não houve qualquer consideração à respeito. Ao que o autor chama de “alienação branca”, podemos chamar esta de “alienação negra”? Na verdade, tudo não passa de uma imensa bobagem, pois desde quando alienação tem cor?

Para este tipo de intelectual negro, os grandes líderes inspiradores da causa abolicionista só tomaram alguma importância quando estes se “racializaram”. Nesta “conexão metafísica com a senzala”, o perigo é que este processo se perdesse no “branqueamento da sociedade brasileira”. Para ele, candomblés baianos, escolas de samba cariocas e paulistas, congadas, moçambiques e outras agremiações negras como pagodes, blocos de carnaval, “verbalizam críticas à situação social brasileira”. Ao passo que a maioria de nossos antropólogos assinalarem o sincretismo cultural como uma marca característica de nossa sociedade, Hamilton vê em tais manifestações um tipo de ruptura com a sociedade branca, onde fica bem expresso que:

(…) o movimento dos trabalhadores negros (…) jamais [viverá] a contradição teórica raça e classe porque são o que são: a alma, o espírito e a matéria-prima do proletariado.

Lembrou de algo?

Sim, sim, eles rodam, rodam e rodam, mas sempre caem no mesmo ponto: sua luta racial é, na verdade, uma oposição de classes sociais:

(…) não têm vergonha de trabalhar na Casa Grande, onde, ao limpar banheiros ou aparar jardins, conspiram contra as culturas das elites. Nas madrugadas. Este movimento definiu o perfil cultural do país do futebol, do samba e da cachaça: um país negro, chamado Brasil.

Se esta não é uma proposta de luta racista, me digam o que é.

Outro ponto muito interessante, abordado pelo militante, é a duplicidade deste tipo de política e movimentação social:

(…) há petistas hoje capazes de verbalizar noções de política para a Casa Grande e outros que as verbalizam para as senzalas. Tudo é uma questão de opção. Mesmo porque há uma nova conspiração em movimento. Axé. (Grifos meus.)

Denis Lerrer Rosenfield já tinha chamado a atenção para este “conflito”, em que se namora o autoritarismo de esquerda, mas em outros momentos se “aceita” a democracia. A duplicidade não é funcional por muito tempo. Ou ela é engendrada para confundir mesmo, ou este drama tende a se dissolver de modo a atrelar o estado às posições ideológicas conflitantes. Como eu não acredito em dialética marxiana (original de Marx, diferente da dos marxistas, que eu também desprezo), apenas uma das posições irá predominar.

 

Conspirando contra negros e brancos

Segundo Hamilton se trata de uma conspiração. E, embora eu nunca tenha visto uma conspiração anunciada pelo conspirador, vamos admitir sua possibilidade segundo uma lógica marxiana.

Para o próprio Marx, seria uma heresia buscar equivalência entre raça e classe social. Mesmo por que, para estes militantes são duas classes em conflito e para o filósofo Karl Marx existiam mais de duas em disputa, mas duas em oposição estrutural. As classes médias eram vistas como oscilantes, não predestinadas, mas que dependendo da conjuntura poderiam ser úteis.

Outro ponto óbvio que entra em contradição com as especulações místicas, é que na fonte marxiana da qual pensa se basear com coerência, é que as diferenças entre classes não se dão pela renda, mas por sua posição em relação aos meios de produção (se detentora ou não destes).

O principal “divisor de águas” entre as raças, de acordo com os dados mais acima, se refere especificamente à renda. Tanto é assim que uma das principais alegações de que existe racismo pelos militantes do movimento negro é que, desempenhando as mesmas funções, negros e brancos teriam rendimentos diferentes. Ora! Então não há a aludida divisão racial-classista sugerida por esta militância.

Se a sociedade brasileira fosse constituída de duas classes fundamentais: os exploradores (brancos) e os explorados (negros), não seria possível qualquer sutileza do modelo capitalista em sua sanha de extrair a chamada mais-valia justamente por que tal divisão estaria escancarada e não haveria como manipular massas nem provocar a chamada “alienação” estudada por Marx. E a própria “necessidade” do capitalismo ocultar ideologicamente as relações de classe seria desmascarada.

Nem o mais vulgar dos marxistas imaginou tamanha simplificação. Se eu fosse maldoso, diria que isto se dá devido à supracitada taxa de evasão escolar…

Para um marxista heterodoxo, este raciocínio se torna mais inviável ainda quando pensamos no conflito social moderno que seria “triangular”: interesses entre acionistas, gerentes e trabalhadores que é muito diferente do modelo dicotômico e “biologicista” que propunha Karl Marx no século XIX.

Talvez a análise devesse levar em conta o critério comportamental, ausente em seu racismo. Em qualquer grande corporação, temos altos executivos, técnicos e outros subordinados devido ao critério da competência, ou em grande medida a uma boa dose de “capital cultural” herdada da família, o que também foge ao alcance de qualquer teoria marxiana mais ou menos ortodoxa. Se me entenderam, a desigualdade reinante em nossa sociedade não tem origem racial ou classista, mas cultural, formada pela tradição familiar e que pode (e deveria) ser reformatada pela Educação que, como sabemos, fracassa flagrantemente em nosso país. Se há um mecanismo de reprodução da pobreza, ele não é o racismo, mas nossa péssima educação pública que não possibilita mecanismos de alavancagem dessa massa com potencial para trabalhar.

Mesmo que para militância racista isto fosse, na melhor das hipóteses, um eufemismo para a discriminação pura e simples, sua cegueira ideológica não consegue abarcar sutilezas entre classes presentes na ordem capitalista. Como enfiar goela abaixo da sociedade o critério de cotas raciais para ingresso em universidades e serviço público se admitimos a meritocracia na moderna estrutura capitalista? Fica mais fácil pressupor que nada mudou ou pouco mudou desde os tempos da Casa Grande e da Senzala.

A mistificação racista tem, no entanto, um componente estratégico que sempre se deu nas estratégias dos jogos de poder, na qual a aliança contra um inimigo remoto tem serventia contra um inimigo imediato. Isto fica claro na seguinte passagem:

Este mesmo movimento, afinal, com seus operários e operárias deu à luz ao movimento negro pós 1978, que, de certa forma, começou a combinar o vigor da luta cultural e impor novas noções de política à sociedade. Ele, neste momento, se encontra e procura criar uma nova síntese ao lado de milhares de lideranças brancas com noções mais universalizadas do país e que se defrontam com a mesma indagação dos movimentos negros de 78: o que fazer no dia 13 de Maio, quando se comemora a abolição da escravatura no Brasil? Agora, o centenário da abolição. (Grifos meus.)

“Operários e operárias”, um vício teórico herdado de Karl Marx; “o que fazer?”, pergunta clássica feita por Lenin, líder da revolução comunista na Rússia. Não está claro que este tipo de “militância negra” tem outra agenda que nada tem a ver com condições de vida dos negros e querem sim outra coisa, têm outra agenda política?

No excerto acima, não fica claro o que se entende por “noções mais universalizadas”. O que haveria depois da sociedade ser dominada pela ideologia racista? Um alento para o “bom branco”, aliado que foi por sua serventia à causa? Ou mais tarde afloraria a máxima de “branco bom é branco morto”? Falta muito?

Assim como Marx dizia que a causa da fraqueza do campesinato francês se dava ao seu isolamento geográfico e baixa capacidade de se comunicar, esta visão racista se empenha em ultrapassar uma barreira similar ao propor uma aproximação entre seus membros da “classe-raça” através de um núcleo ideológico. E, assim como um dogma religioso, nada mais conveniente para esta agregação quando se encontra um inimigo comum.
No entanto, há obstáculos bem vindos à formação da “consciência negra”, como o papel dos sindicatos, que no Brasil são inter-raciais por excelência. Aí poderíamos assinalar um limite plausível a disseminação dessa “panaceia ideológica racial”.

Mas, seja dentro de uma socialdemocracia capitalista ou um ridículo sistema socialista, as clivagens étnicas, culturais ou religiosas sempre representaram um enfraquecimento do movimento trabalhista. Se o movimento negro pretende suplantá-lo, teremos algo pior que um estado socialista, talvez um apartheid às avessas, tão hediondo quanto seu antigo exemplo sul-africano no tempo da dominação böer.

Esse imbróglio pode ter consequências não explícitas, como aquele onde um terceiro elemento se beneficia de um conflito que não ajudou a criar. Sua sanha sectária pode aproveitar a situação para estender seu poder e amarras políticas pré-totalitárias ao traçar linhas de ocupação e direção da “classe trabalhadora” entre brancos e negros. No fundo, quem passa a comandar será nossa “nomenklatura pós-moderna”, gente como aquela ministra que acha que 30.000 mensais é pouco porque foi “vítima do racismo”.

Se para um marxista, uma luta entre facções capitalistas poderia beneficiar o operariado, nesse caso uma estúpida luta inter-racial beneficiaria a emanação dos tentáculos estatais e diminuição do prestígio da sociedade baseada no valor individual. Um movimento que beneficia o totalitarismo, do qual os socialistas bebem na fonte.

A luta de classes utilizada como subterfúgio para racismo pouco dissimulado tem sua aplicação hodierna no Brasil e alguns negros e brancos – alguns por que a imensa e absoluta maioria é formada por trabalhadores que age individualmente em busca de seu mérito –, tão cegos por seu ódio histórico serão, provavelmente, mais uma vez, úteis.

A quem esta alienação interessa, é uma questão de tempo para que os fatos falem por si.

 

Por Anselmo Heidrich
2017-11-20

 

 

 

[1] Sobre deturpação similar, confira Números não mentem. O Dieese sim!.. (link perdido de uma antiga matéria do MSM).
[2] Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.
[3] A queda entre os brancos é de 94,9% para 50,7% e 91,8% para 25,1% entre os negros.
[4] http://www.fpabramo.org.br/td/nova_td/td02/td02_sociedade2.htm, acessado em 2003.

 

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[*] Este texto data de 2006, por isso suas estatísticas podem estar desatualizadas, mas o seu sentido teórico não mesmo. Reitero tudo que escrevi, com algumas correções já introduzidas em seu corpo.

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