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Anselmo Heidrich

Defendo uma sociedade livre baseada no governo limitado e estado mínimo.

A Importância do Riso

Aproveitando o mau humor alheio como ensejo… Dizem que macacos adoram rir e é na brincadeira, que leva ao riso que se aprende. Porque brincar leva ao teste e este ao erro, com possibilidade de acerto. Analise agora o oposto, regimes autoritários, sociedades totalitárias… Tudo é sério! Não se pode isso, não se pode aquilo, você vai ofender alguém etc. A sexualidade é reprimida, pois rir insinua, tudo é motivo de ofensa, seja num templo, palácio ou pasmem, escola. Não foi nada por acaso que cartunistas da revista satírica Charlie Hebdo foram fuzilados por extremistas islâmicos, porque ‘ousaram’ ironizar o profeta Maomé. Como não se fizesse isto no Ocidente com todos nossos messias, personagens históricos e atuais ou velhos presidentes e todas, TODAS pessoas públicas. Rir te iguala ao semelhante porque envia uma mensagem indireta “você não é importante, não é mais importante que eu, todos somos importantes em alguma medida”. Rir faz com que a tensão esmoreça e se alguém se estressa com piada talvez…

(a) esteja no atraso

(b) seja um idiota

(c) seja um sociopata

(d) tenha um sério déficit cognitivo

(e) simplesmente seja digno de pena

e, obviamente, (f) todas as alternativas anteriores

Deixo agora vocês na companhia de um grande escritor amigo meu, já falecido, que quando morreu, me entristeci deveras, mas também ri me lembrando dos bons momentos em que rimos muito com taças de vinho de situações hilárias e daqueles que tentam amordaçar o riso, seja com um véu, seja com uma assinatura de sensor e agora pasmem, com uma falsa reprimenda moral.

Srs., Sras. e Srxxxs., com vocês, Janer Cristaldo:
domingo, fevereiro 19, 2006

CIVILIZAÇÃO É RIR

Tenho em muivos a execução do jornalista americano Daniel Pearl, no Paquistão. É vídeo que não repassei a ninguém, para não perturbar estômagos fracos. Correspondente do Wall Street Journal no Sul da Ásia, Pearl foi morto não tanto por ser americano, mas principalmente por ser judeu. A execução, filmada em close, mostra a faca penetrando aos poucos a garganta do jornalista, o sangue jorrando e ouve-se inclusive um regougo de voz entrecortada pelos esguichos. Não contentes com a brutalidade da degola, os muçulmanos enviaram o vídeo para o Ocidente, à guisa de escarmento. Foi entregue na véspera do feriado da Aid el-Kebir, quando milhões de cabras e carneiros são degolados no mundo muçulmano. Se a morte horrenda de Pearl teve grande repercussão nos Estados Unidos e Europa, foi quase ignorada no Brasil.

De qualquer forma, não vimos judeus nem americanos ou europeus atacando embaixadas nem queimando bandeiras de países muçulmanos no Ocidente. Queimar embaixadas e bandeiras de países europeus foi a resposta muçulmana à publicação de inócuas charges de um obscuro jornal da pequena Dinamarca. Estratégia de jerico, comentei em crônica passada. As notícias a confirmam: até hoje, já morreram 35 pessoas de países muçulmanos nos protestos. Em Bengasi, na Líbia, na sexta-feira passada, dez pessoas morreram e 55 ficaram feridas, em uma manifestação frente ao edifício do consulado italiano. Neste sábado, morreram mais 15, em Maiduguri, norte da Nigéria. Enfim, enquanto eles se matarem entre eles mesmos, nada contra.

As ameaças muçulmanas já vinham surtindo efeito, bem antes das atuais manifestações. Em entrevista para o Der Spiegel, a deputada somali de nacionalidade holandesa, Ayaan Hirsi Ali, nos conta poucas e boas. Em 1980, uma rede de televisão privada britânica exibiu um documentário sobre o apedrejamento de uma princesa saudita que cometera adultério. O governo de Riad interveio e o governo britânico pediu desculpas. Em 1987, foi a vez de o governo alemão pedir desculpas, quando o holandês Rudi Carrell ridicularizou o aiatolá Khomeiny em uma peça, apresentada na TV alemã. Em 2000, uma peça sobre Aisha, a menina deflorada por Maomé aos nove anos, foi cancelada antes de estrear em Roterdã. Ou seja, antes de protestar contra charges, os muçulmanos já exerciam pressão sobre os meios de comunicação ocidentais, no sentido de proibir até mesmo fatos ocorridos no universo islâmico, fossem fatos atuais ou da época do profeta.

Ayaan está trabalhando na seqüência do filme Submission (tradução de Islã em inglês), de Theo Van Gogh, o cineasta holandês assassinado a tiros por um muçulmano de origem marroquina. O novo filme está sendo feito em completo anonimato e todos os envolvidos na filmagem serão irreconhecíveis. Pela primeira vez no Ocidente, um filme é feito na clandestinidade. Resta saber se algum cinema terá coragem de exibi-lo.

A arrogância muçulmana parece estar despertando ocultos e supostamente extintos vulcões no seio do velho continente. É o que nos conta o primeiro-ministro libanês, Fuad Saniora. Recebido quinta-feira passada por sua Santidade o papa Bento XVI, no Vaticano, o premiê libanês contou que o pontífice apoiou os protestos pacíficos realizados contra a publicação das charges. A posição do Vaticano é que os desenhos, alguns dos quais associam a imagem de Maomé – que a Folha de São Paulo grafa Muhammad, temendo ferir suscetibilidades – ao terrorismo, são uma “provocação inaceitável”.

Segundo Saniora, o papa disse que “a liberdade não pode de maneira nenhuma ultrapassar a liberdade dos outros”. Foi mais ou menos o que escreveu o sedizente jornal liberal Estado de São Paulo, em editorial, há poucos dias. Logo este jornal que se orgulha de ter lutado bravamente contra a censura nos idos de 64. O editorial coincide com a opinião do presidente americano, George Bush, que reclama “uma atitude responsável dos países europeus”, como se na Europa algum Estado fosse responsável pela opinião de seus jornais. Ao proferir tamanho despautério, Bush assume a mesma atitude dos fanáticos orientais, que responsabilizam os Estados europeus pelas opiniões de suas mídias. No fundo, o Estadão defende proibir a liberdade de expressão, particularmente quando se trata de criticar religiões. Estadão, Vaticano e Bush, o mesmo combate. Fundamentalismo é altamente contagiante.

Navegando na esteira muçulmana de protestos, o Opus Dei espera que a edição final de O Código da Vinci seja alterada para não ofender os fiéis. A organização católica, com raízes na Espanha, disse em Roma que a Sony Pictures ainda tem tempo para fazer mudanças que seriam apreciadas pelos católicos, “principalmente nesses dias em que todos têm percebido as conseqüências dolorosas da intolerância”. O filme, baseado no best-seller de Dan Brown, tem estréia mundial marcada no próximo Festival de Cannes – o que, aliás, constitui uma desmoralização para o festival. É um conto de fadas para adultos, uma ficção boba sem maiores fundamentos históricos, que só pode ser vista como fútil entretenimento. O Vaticano e membros da hierarquia católica, que têm protestado contra o livro, portam-se como criançolas ao não perceber que os protestos só servem para divulgar uma obra medíocre.

No rastro dos sarracenos, o Ocidente católico aproveita para tirar sua casquinha. Já que não se pode criticar Maomé, que não se possa criticar Jeová. Nem em contos de fada. E muito menos a Opus Dei, que é vista na ficção de Brown como uma seita sedenta de poder. Um pouco de fundamentalismo – ainda que muçulmano – sempre vem bem para dogmáticos do Ocidente.

Está na hora de rever A Vida de Brian, dos Monty Python, filme de 1979, antes que seja proibido. Se você, leitor, é mais jovem e ainda não o viu, corra até uma locadora e delicie-se com uma das mais sarcásticas e inteligentes comédias do século passado. O filme mostra a vida paralela de um messias que não deu certo, mas as referências são todas ao Cristo. O deus encarnado do Ocidente é mostrado como um mosca-tonta que jamais percebe o que está ocorrendo em torno a si. Apesar da contundência da sátira, o filme foi exibido em todo o Ocidente. Foi proibido apenas na Noruega. Mesmo no Brasil, onde o anódino Je vous salue, Marie, do Godard, foi proibido (ou seja, foi promovido) por obra e graça de José Sarney, o filme dos Monty Python não teve censura alguma. Pessoalmente, acho que só deixei de rir quando o vi pela quinta vez, aí já conhecia de cor e salteado todos os episódios. Nada mais salutar para as nações do que rir dos próprios deuses.

Os deuses gregos morreram, dizia Nietzsche. Morreram de rir ao saber que no Ocidente havia um que se pretendia único. No dia em que os muçulmanos conseguirem rir de seu deus e seus profetas, terão chegado ao que convencionamos chamar de civilização.

– Enviado por Janer @ 11:33 PM

 

Quando a Esquerda resolve estudar…

Embora haja diferença estética em um curso de pós-graduação para petistas e aliados em relação ao que o MST disponibiliza para seus jovens integrantes (foto acima), o conteúdo ético é o mesmo lixo.

 


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Pedro Uczai, deputado federal pelo PT (sim, ainda há gente que se assume petista…) criou uma nova pós-graduação: “A Esquerda do Século XXI“. Bem… É estranho um título desses, ainda mais para um conjunto de ideologias que não conseguiu evoluir desde o século XIX. Eles não conseguem nem entender o passado, como é que vão propor algo para o futuro?

O curso já começa de forma deturpada quando vemos o uso de uma instituição pública, a UFFS (Universidade Federal Fronteira Sul) para estes fins partidários. Até hoje, petistas nos dão provas de como confundem ações partidárias ou de governo com a máquina do estado. O que é estatal ou público não deveria se prestar ao uso para fins particulares ou de legenda partidária. Se fosse um curso bem articulado, ele não pensaria apenas em termos de “esquerda”, mas em política em geral. Mas é difícil ensinar alguém que teve sua formação ideológica acima do ideal de república desde o início.
1ª) A Esquerda nos Séculos XIX e XX será o primeiro módulo da Pós-Graduação. Pois bem… Será que os “professores” irão repetir a coletânea de asneiras como faz Emir Sader ao chamar Lula de “o líder popular mais importante no mundo, mais universal, cujo som do nome passou a remeter a justiça social, a dignidade, a um mundo melhor e mais humano”? Piada? Pior que não. Emir Sader, realmente, escreve e defende isto, ignorando por completo a disfunção causada na economia esses anos todos. Ignorando por completo a corrupção bilionária causada pelo PT esses anos todos. Isto não importa para “quem trouxe dignidade”. Afinal, o que mais faz a Esquerda senão dar um novo e deturpado significado às palavras para justificar seus atos imorais, ilegais e injustos?

Chico Alencar, deputado do PSOL e Valter Pomar, do PT são os típicos hipócritas que posam com faixas “Diretas Já!” defendendo a representatividade popular – o povo tem que decidir nas urnas -, mas fizeram escárnio desse mesmo povo quando o Processo Constitucional de Impeachment foi votado. Democracia para essa gente, só serve quando favorece seus projetos pessoais e escusos de poder.

2ª) O segundo curso que fala sobre partidos políticos será ministrado por dois membros antípodas do PT, Dilma Rousseff e Olívio Dutra. Antípodas, exemplos contrários basicamente porque enquanto a primeira é a Primeira Dama em se tratando de corrupção, o segundo é, até prova em contrário… Seu oposto. Mas em uma coisa, que não é pouca, eles se equivalem, a incompetência.

Dilma teve um governo marcado pela instabilidade política e incompetência na área econômica. É possível levar um governo adiante com uma dessas características isoladas, mas as duas, ainda mais somadas a uma investigação de um megaprocesso de corrupção (o maior do mundo) e as maiores manifestações que já se viu no país (cerca de 4% da população foi às ruas protestar) foi o mix perfeito para derrubar a larapia. Olívio, por sua vez, fez um estado brasileiro, o Rio Grande do Sul entrar numa rota política de radicalização como nunca se viu, achando que apenas projetos tópicos de cunho socialista seriam suficientes para alavancar a economia de um estado em franca decadência. O descaso que teve com os investimentos levou à fuga de capitais, alguns provocados, como foi o caso da montadora automobilística Ford. Atitudes aparentemente infantis também marcaram um governo sumamente ideologizado que chegou às raias de estender uma bandeira cubana na sacada do Palácio do Piratini (sede do governo estadual) assim que assumiram. Tal qual o PT fez nos jardins do Palácio do Alvorada ao podar arbustos e flores em forma de estrela-símbolo do partido, o PT no RS foi alvo de um experimento propagandístico com ações de aparelhamento institucional que até hoje persistem.

Esses dois casos de Dilma, uma quadrilheira e Olívio, não envolvido em nenhum escândalo de corrupção nos provam que não precisa ser bandido para quebrar um estado, basta ser tolo o suficiente para desdenhar da ciência econômica e se deixar guiar pelas falácias ideológicas travestidas de programas econômicos.

(Continua…)

Anselmo Heidrich

Por Que Eu Sou Contra o “Fora Temer”

Quem vocês acham que levará a melhor com a renúncia ou cassação do mandato de Michel Temer?

O jornalista Ruy Fabiano NOBLAT explicou sucinta e precisamente. Leiam:

Lula/PT é o chefe

01/07/2017 Noblat. O Globo.

O perigo do “Fora Temer” é ofuscar o protagonismo do PT no maior processo de rapina já perpetrado ao Estado brasileiro, aliás, a qualquer Estado. A corrupção como método de governo. O PT não se conformava em enriquecer os seus agentes. Queria mais: saquear o Estado para financiar um projeto revolucionário de perpetuação no poder. Daí a escala inédita, mesmo em termos planetários. Só no BNDES, o TCU examina contratos suspeitos de financiamentos, que incluem países bolivarianos e ditaduras africanas, na escala de R$ 1,3 trilhão. Nada menos. Poucos países têm tal PIB. A Petrobras, que era uma das maiores empresas do mundo, desapareceu do ranking mundial. Deve mais do que vale. O PT banalizou o milhão, e mesmo o bilhão. As delações da Odebrecht e da JBS, entre outras de proporções equivalentes mostram quem estava no comando: Lula e o PT. Por essa razão, soou como piada de mau gosto, ou um escárnio à inteligência nacional, a afirmação de Joesley de que Temer era o chefe da maior quadrilha do erário. A ação implacável do procurador-geral Rodrigo Janot procurou reforçar aquela afirmação, que obviamente não se sustenta. Os irmãos Batista, no governo Lula , e graças a ele, ascenderam da condição de donos de um frigorífico em Goiás à de proprietários da maior empresa de produção de proteína animal do mundo, com filiais em diversos países. Tudo isso em meses. O segredo? A abertura dos cofres do BNDES, de onde receberam algo em torno de R$ 45 bilhões. Tal como Eike Tudo isso são invenções da Era PT. Temer nada tem a ver com isso. É, portanto, estranho que, diante de evidências gritantes como as que Janot dispunha sobre Lula, não tenha se indignado na medida que o fez em relação a Temer e Aécio, cujas respectivas prisões pediu. Jamais denunciou Lula ou Dilma. Muito pelo contrário. Até hoje não explicou porque destruiu uma delação premiada do ex-presidente da OAS, que comprometia Lula. Não o sensibilizaram tampouco as delações do casal de marqueteiros que, inclusive, revelaram um esquema de financiamento de campanhas em países bolivarianos com dinheiro roubado da Petrobras. E o casal deixou claro a quem obedecia: Lula e Dilma! E o Janot nada fez! E o caso do ex-ministro Aloizio Mercadante, que tentou silenciar Delcídio Amaral, que se preparava para uma delação premiada? Ofereceu dinheiro e intermediações no STF para soltá-lo. O que Janot fez com aquela fita, cuja nitidez dispensou perícias técnicas?Mercadante continuou ministro até a saída de Dilma. E o que Janot falou a respeito? Suas indignações, de fato, têm sido seletivas, dando ensejo justificado a suspeitas um engajamento criminoso pro-PT.

Para repassar maciçamente em todos os grupos e em toda a sua agenda!

Anselmo Heidrich


*Acesse o link http://noblat.oglobo.globo.com/artigos/noticia/2017/07/lula-e-o-chefe.html, para uma versão atualizada do artigo.

Presos na Perfeição

O sociólogo Heinz Bude faz uma análise interessante sobre o papel do medo, constante, em nossas sociedades atuais:

 

“O problema é que as exigências e os medos cada vez se estendem mais. Já não é só o medo de fracassar no trabalho. É também o de escolher o parceiro errado, falhar como pai… O indivíduo é cada vez mais exigido. Agora é preciso ter inteligência emocional, e até para morrer é preciso fazer a coisa certa. A pessoa tem que saber aceitar a morte em vez de temê-la. O medo te acompanha até o final. Os recursos que seus pais te deixaram, inclusive a herança intelectual, podem te ajudar, mas não garantem que você vai conseguir, que não cairá em desgraça. Isso gera muita ansiedade. Não basta ter uma boa educação ou boa renda para ter status social, pois em qualquer momento você pode cair. Na sociologia, a questão do status adquiriu muita importância.”

 

Gostei bastante, aliás, gosto mais dessas análises teorizantes do que a política mundana, chata e sem perspectivas. Só lamento pela pobreza do entrevistador que, ao final, não teve mais o que dizer e perguntou sobre o “gênero”, como se as mulheres tivessem mais problemas com o medo do fracasso do que os homens. Acho isto uma baita bobagem porque as vejo com muito mais ímpeto e, principalmente, resistência do que os homens. Talvez porque, entre outras coisas, não se cobre tanto delas quanto dos homens… Cobrança esta que os próprios homens se auto-impõem. Mas de resto, o que importa, é que o entrevistado dá dicas interessantes. No fundo, o que ele diz, é que fazemos tempestade em copo d’água. Só o que precisaria ser melhor explicitado na entrevista (ou extrato dela, pois é pequena a publicada) é como se inseriu a classe média na relação com o medo e não outras classes. Deduzo que seja por que esta é a cobrada, uma vez que se presume a classe baixa como assumindo um fracasso e a classe alta como vitoriosa. Também acho esta uma premissa pobre, pois descarta o conceito de mobilidade social e há muita “classe baixa” que ascende tomando o lugar das classes médias. Portanto, qual classe média se deixa levar pelo medo do fracasso? Não seria aquela que já nasceu em bom berço tendo condições de ascender e não conseguiu? Outra coisa, que é um ponto para o sociólogo entrevistado é que ele não limita sua análise ao sucesso econômico falando, inclusive, do sucesso nas relações pessoais, “ser um bom pai, marido” etc. Este tipo de cobrança se torna cada vez mais frequente também.

Continue lendo aqui >>

Entrevista | “Há muita amargura e ressentimento na classe média” https://brasil.elpais.com/brasil/2017/06/27/cultura/1498577124_706748.html?id_externo_rsoc=TW_CC via @elpais_brasil

Anselmo Heidrich

Para onde vão os Refugiados?[*]

EM NOTA DIVULGADA em março de 2014, a Agência para Refugiados da ONU (ACNUR) informou que os conflitos armados, notadamente na Síria e no Iraque, bem como outras violações de Direitos Humanos elevaram o número de pedidos de asilo para seu maior número em 22 anos.

O número de pedidos de asilos aumentou 45% de 2013 para 2014 (866.000) não superando (ainda) a marca de 1992, por conta da Guerra da Bósnia. Os primeiros colocados em números de pedidos foram os sírios seguidos pelos iraquianos e, em terceiro, os afegãos seguidos por sérvios, kosovares e eritreus. São dezenas de milhares de pedidos.

O aumento do número de pedidos de asilo não se distribui uniformemente entre os países com políticas favoráveis ao acolhimento, a maioria dos refugiados, 60% escolhe cinco países: Alemanha, EUA, Turquia, Suécia e Itália.

Se fizermos uma avaliação proporcional, alguns países recebem muito mais do que os outros. Por exemplo, entre 2010 e 2014, a Suécia recebeu quase 25 pedidos de asilo por 1.000 habitantes, seguida por Malta, Luxemburgo, Suíça e Montenegro. Com exceção do primeiro, os outros são pequenos e microestados.

Entre os países desenvolvidos, a Austrália, país que não sabe o que é uma recessão há mais de 25 anos teve uma queda de 24% no número de requerentes de asilo de 2013 para 2014.

Há mais de dezenas de milhões de pessoas que por violência de estado ou grupos civis é obrigada a se deslocar. Enquanto que falamos de pedidos de asilo a um seleto grupo de países, não estamos comentando aqueles que se deslocam internamente nos próprios territórios nacionais, mais de 33 milhões neste grupo contra cerca de 16 milhões do primeiro, segundo números de 2013.

Consideremos os seguintes pontos:

  • A maioria desses refugiados não vai em busca de melhores oportunidades de trabalho em um primeiro momento, mas foge de guerras;
  • Com exceção dos próprios países e governos de origem, os maiores fomentadores desses conflitos em escala global são países do Oriente Médio, Estados Unidos da América e Federação Russa;
  • EUA e Rússia estão entre os destinos dos requerentes a asilo político. Mas, eles não recebem a maioria dos envolvidos nas guerras do Oriente Médio ou África e sim, mexicanos e centro-americanos para os EUA e ucranianos para a Rússia.

Agora preste atenção: se houvesse algum critério de justiça nesta história toda, os principais destinos de asilados, refugiados, imigrantes tinham que estar relacionados a quem fomenta os conflitos que deslocam estas pessoas, independentemente de quem quer que tenha razão, sejam eles americanos, russos ou outros.

Portanto, se outros países que não se incluem neste rol de relações, como a Suécia, p.ex., participa disto só pode ser por uma das três alternativas abaixo:

(a)           Tem uma enorme sensibilidade com o sofrimento alheio e espírito de solidariedade para com o próximo;

(b)          Precisa urgentemente de mão de obra barata sem grandes requisitos de qualificação;

(c)           Alguém dentro daquele país está ganhando muito dinheiro com o repasse de recursos aos refugiados, pois atividades desta espécie apresentam muitos intermediários.

Se for a ‘A’, sinto muito, caro sueco, não dá para ajudar o mundo sem forçar quem também deve fazê-lo.

No caso de ‘B’, isto é a receita certa para se criar uma sociedade pautada na desigualdade e presença de “oligarquias”, como temos no Brasil;

Se for ‘C’, vocês estão fazendo o papel de perfeitos… Bem, vocês sabem o que quero dizer e isto não é tão improvável quanto se pensa.

***

Uma pequena nota… Querer ajudar o próximo é uma atitude correta, mas ela tem, necessariamente, de vir acompanhada de algumas condições: ajude o próximo a trabalhar e não conceda ajuda de custo por tempo indeterminado (assim você estará estragando o próximo); qualquer mistura cultural é como genética, bem vinda, desde que uma cultura estranha não tenha as características de uma célula cancerígena colocando todo o sistema em risco; mesmo quando uma mudança de rumos ocorre, seja no nosso cotidiano ou em grandes processos políticos, ele tem que ser gradual e adotado em doses homeopáticas, para que o organismo não sofra com a mudança e os novos elementos possam se adaptar ao padrão cultural da maioria, não pondo em risco a sociedade que lhes acolheu. É impossível amar alguém de modo eficaz sem ter amor próprio. Pense… Como vai se ajudar quem desmaiou no caso de despressurização em um voo se você não colocar a máscara de ar primeiro? Quer desmaiar junto e morrer “igualitariamente”?

O contrário disto não é amor e sim estupidez.

 

Anselmo Heidrich

 

[*] Texto adaptado de Asylum applications in industrialized world soar to almost 900,000 in 2014. http://www.unhcr.org/5512c51e9.html, em 05 julho de 17. E aqui anexos do relatório: Report e Annexes [Excel tables -zip file].

Existem muitos Estados Unidos

Em uma antiga matéria da National Geographic, um fotógrafo americano fora indagado sobre sua origem pelo taxista moçambicano que asseverou como admirava seu país. Ao lhe perguntar se gostaria de se mudar para lá, o motorista respondeu que sim, mas que morava com seus pais e estes não suportariam viver daquele jeito, pois “eram muito cristãos”. O narrador levou um choque, pois se apercebera do abismo existente entre o que achamos que somos e como os outros nos veem.

Eu em minhas viagens sempre tive que me explicar muito sobre como é o Brasil para quem tinha uma vaga ideia, na melhor das hipóteses e estereótipos, na pior. Assim me pergunto, se o que vemos dos EUA quando os julgamos não corresponde mais a algo que supomos existir do que o que realmente são. Sim, os EUA são diferentes porque são o país do excesso. Tudo lá é “mais”, o que é reflexo de sua economia. Ou sua economia é que é reflexo de seu ethos? Não sei… Veja, quando se fala em liberdade, muitos utilizam esta palavra em termos muito abstratos para o meu gosto. Há, na verdade, “liberdades”. Da mesma forma como é muito comum vermos nos EUA, um pastor empunhar sua Bíblia justificando a Pena Capital, o que é fruto de sua liberdade de expressão, temos o jogo e a prostituição. Mas, também, de forma aparentemente paradoxal, temos a liberdade de legislar contra o que pode se entender como perversão. Aí entram as aparentes contradições que, com rapidez no julgamento, chamamos de “hipocrisia”.

Um antigo aluno me falava, indignado, que fora barrado na porta de um cassino em Las Vegas… “Como aqui pode ser chamado de ‘país da liberdade’ se não me deixam andar na rua?” Detalhe: ele estava parado quando foi abordado. Menores de idade não podem ficar no cassino, apenas passar por eles. Contradição? Penso que não. Trata-se, sim, de algo diferente. Ruim, bom, errado, certo? Isto é relativo. Quando dei aula num curso em Santos fiquei impressionado como as meninas se vestiam, extremamente à vontade. No entanto, a cidade tinha uma igreja em cada esquina. Já, subindo a serra cerca de 100 km, em São Paulo, elas usavam calças, mas eram muito mais liberais. Em Os Confins da Terra, o excelente Robert Kaplan fala do Irã que, em sua visita ao país era comum os convidados serem agraciados por uma dança do ventre executada pela esposa do anfitrião. Observou também o contraste entre as cidades mais religiosas e aquelas, como Teerã, onde as mulheres namoravam em parques públicos com suas unhas delicadamente pintadas. Exceto pelo uso do véu (não tão ostensivo quanto na Arábia Saudita), é muito parecido com nosso país. Afinal não temos “cidades carolas” como São João del Rey, MG e outras mais libertinas. Em que pese toda a repressão sexual no mundo islâmico, sírios e sauditas são conhecidos por seus excessos em casas de prostituição, especialmente quando saem do país. É como se fora daquele ambiente cultural, deus fizesse vistas grossas.

Outro amigo que esteve em Miami falava-me da venda livre de cachimbinhos metálicos para crack nas lojas. Ao que protestei: “Como? A droga não é proibida?” Sim, mas não a venda de cachimbos, me replicou. Custei para aceitar e custei mais ainda para entender: uma lei não pode contradizer outra. Não me perguntem quais leis, estou “inferindo”, chutando em bom português, mas acho que é isso mesmo. Da mesma forma que o policiamento ostensivo não pode ir contra a 2ª Emenda, a garantia constitucional de portar armas. E há quem defenda que a 1ª Emenda só existe devido à existência da 2ª…

Por outro lado, o que importa são os atos. Isto é interessante e muito diferente do que temos aqui. Um nazista pode divulgar suas ideias, pode fazer seu proselitismo de ódio tranquilamente. Só que se pisar fora da linha é preso. Pensemos… Nazistas existem, o ódio sempre existirá. O que é melhor, então? Proibir o uso da suástica ou permiti-la, vigiando quem faz apologia nazista? No Canadá e na Alemanha, a saudação nazista é proibida, mas isto garante que suas hostes não se formem ou estão certos os americanos que os permitem, mas os prendem tal como já desbarataram a KKK no passado?

A Ku Klux Klan continua ativa, embora bem mais fraca e desacreditada. No entanto, ela se forma novamente… De um ponto de vista sociológico a la Durkheim, os americanos e seu sistema jurídico estão certos, pois certa dose de crime aprimora os mecanismos de repressão. E me perdoem pelo “raciocínio organicista” que lançarei mão, mas sem pegar nenhuma gripe, o dia que nos depararmos com um viruzinho qualquer padeceremos tal qual um ianomâmi.

Para aqueles que não gostam de drogas, sexo, prostituição há o dry county onde é proibida a venda de bebidas alcoólicas. Ou seja, há a “liberdade de proibir”, o que parece um brutal contrassenso. Não é, se levarmos em conta que os EUA não são apenas um país liberal, conservador, mas também democrático. País no qual vigora esta “ditadura da maioria”, como os liberais (no sentido europeu do termo) gostam de se referir à democracia, tratando-a como engodo.

Isto é de suma importância, pois a democracia, em meu conceito, não serve apenas para estabelecer consensos, mas também (o que é o outro lado da moeda) para regular o dissenso ou conflitos vários que sejam. Eu endosso isto, desde que, é claro, haja lugares onde eu possa migrar e me ver livre daqueles com quem não partilho princípios comuns.

Do outro lado do Atlântico, no país mais conhecido (e incompreendido) do mundo, os Estados Unidos, o movimento sindical teve a chance de escapar, afortunadamente, do controle de socialistas e anarquistas dogmáticos.

Mobilidade me parece um conceito chave para entendermos aquele país, tanto no sentido literal, físico – Ride to live, live to ride diz o lema da Harley Davidson -, como no sentido de ascensão social (ou sua queda…). Assim, tenho facilidade para migrar ao procurar emprego (o que a UE também almeja, mas muito mais “burocratizadamente” porque, afinal, são vários países) ou para me encontrar em um estado, condado, cidade, bairro que tenha mais a ver com meu estilo pessoal de vida.

O entendimento deste conceito, a democracia tem como pré-condição o afastamento dos dogmatismos socialista e liberal. Trata-se de procurar entender uma espécie de “engenharia social” típica daquele país que aceitou o federalismo, ou seja, a União sacrificando a total autonomia que outras colônias poderiam ter e substituindo-a por outra que portasse a liberdade dentro de um imenso território sem fronteiras. Caso não existisse este princípio de agrupamento com manutenção de certas peculiaridades, talvez tivéssemos mais países comuns aos modelos já conhecidos e experimentados.

Em suma (baita pretensão…), os EUA são isto, um mix de equilíbrio entre tradições religiosas, seculares, liberais, conservadoras, democráticas e realistas. Esta última característica, se levarmos em conta seu intervencionismo externo.

Para entendermos aquela particular formação social cabe admitirmos que não é um “equilíbrio perfeito”, harmônico, no qual não existem tensões. Mas, no final das contas, “o troço” acaba funcionando. Mal ou bem está aí, em forma.

Anselmo Heidrich

Vivemos tempos confusos, neste “Bravo Novo Mundo” onde a cultura ocidental é posta em cheque, de dentro de sua própria sociedade, como se o germe da desconstrução partisse de sua própria sanha civilizatória.

Agência Nacional do Cinema propôs tributar serviços de Streaming

Meses atrás, a Ancine (Agência Nacional do Cinema) propôs que os serviços de streaming sejam tributadas. Adivinhem para quê? Para subsidiar a INCOMPETENTE indústria cinematográfica nacional. A nova taxa já tem nome, Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional). Vejamos como nossos burocratas pretendem interferir em uma das áreas mais bem sucedidas que presta serviços a nós, consumidores:

[A] Ancine também propõe que plataformas de compartilhamento (relembrando, YouTube e rivais) paguem a Condecine. Seria impraticável a esses serviços fazer recolhimento por vídeo disponível.

Além de serviços como Netflix e YouTube, as recomendações da Ancine são abrangentes o suficiente para incluir Facebook, Twitter, Twitch e qualquer outro sistema que disponibilize conteúdo audiovisual sob demanda.

De acordo com a Ancine, as recomendações tiveram como base “estudos sobre experiências internacionais” e “debate público que contou com a participação ativa de agentes do mercado audiovisual e da sociedade”. A justificativa dada pela entidade a gente já conhece: “garantir a continuidade do crescimento do setor audiovisual brasileiro”.

Em contrapartida, a Ancine parece não ter feito nenhum estudo sobre o impacto econômico que essa regulação causará nos serviços e o consequente efeito que isso terá sobre os consumidores.

via Ancine propõe cobrança de Condecine e cota nacional de filmes em serviços de streaming – Tecnoblog

Não é ridículo? Todos os poros por onde nossa ação criativa transpira devem ser fechados. Assim procedem nossos ridículos burocratas que acham mesmo que nós, cidadãos e consumidores devamos admirar o LIXO artístico que produzem, filmes modorrentos, boçais, pretensiosos, em suma, FEIOS.

Qualquer que seja o novo presidente eleito no Brasil a partir de 2018 tem a obrigação em acabar com uma agência pública como essa, cuja função precípua é garantir privilégios a imbecis arrogantes.

Anselmo Heidrich

Geração MIMIMI

Depois da geração contestadora, dos anos 60 tivemos a época da debacle dos 70 em que os sonhos de uma sociedade baseada no amor livre afundaram em overdoses e sonhos lisérgicos; nos 80, o punk e o niilismo tomaram conta das sociedades capitalistas avançadas e nos anos 90, a época da globalização, a tecnologia permitiu que várias sociedades conseguissem avançar, mas algumas deram o passo maior do que a perna ao não reforçarem suas instituições (mercado, associações livres do estado). Por fim, nos anos 2000, os millennials que nasceu nos 80 e agora está em sua maturidade apresenta um atraso na passagem de etapas da vida, como se recusasse a crescer e, não por acaso é chamada jocosamente de “geração Peter Pan”, personagem das fábulas que se recusava a ser adulto. O capitalismo é mesmo um vórtex de criação e destruição, ao mesmo tempo que propicia um desenvolvimento sem precedentes na história da humanidade, sua abundância é capaz de satisfazer desejos materiais de uma gama enorme da sociedade que ainda se sente, existencialmente, vazia porque, SIMPLESMENTE, nunca lutou por aquilo. É tão simples para velhos como eu que dá vontade de berrar no rosto de um pirralho sardento desses e dizer: LUTE, PRODUZA, GANHE A VIDA, FAÇA ALGO PELA TUA RIDÍCULA EXISTÊNCIA. Mostre ao mundo que se tu é capaz, todos são, mas pelo amor de deus, do diabo o do cosmos se for ateu como eu, PARE DE FAZER MIMIMI.

Eu não suporto mais essa geração mimimi.

Anselmo Heidrich

O que o ISIS é capaz de fazer a uma mãe

Quando um relativista moral, bem nutrido e seguro pelas constituições do Ocidente, sobretudo daqueles mais hipócritas que vivem longe, muito longe das zonas conflagradas por sangrentos conflitos, chacinas e torturas como a descrita abaixo vier te encher o saco dizendo que se deve existir liberdade religiosa, então deve ser para todas as religiões mostre este vídeo e depois pergunte se qualquer crença e atitude religiosa/ideológica que seja deve ser permitida.

Óbvio que se ficarmos apenas no campo das ideias, não há opressão explícita, mas lembre-se que nenhuma sociedade vai ficar décadas, séculos nutrindo e fomentando absurdos para dar no vácuo, para dar em nada. Um dia este conjunto de absurdos desemboca sim em um rol de atrocidades. E se o relatado em vídeo e texto abaixo não são consequências diretas do Islamismo em geral são sim consequências, mesmo que indiretas da ideia de que ideias não podem ser criticadas e, porventura censuradas pelo absurdo que defendem. Lembrem-se, a tolerância serve para uma cultura de tolerância. Não podemos tolerar intolerantes.

Leiam:

Os jihadistas do Estado Islâmico são conhecidos pelas maiores brutalidades que podem ser cometidas contra seres humanos e muitas delas têm como alvo as mulheres que são sequestradas e mantidas como escravas sexuais.

Uma responsável pelas autoridades egípcias deu uma entrevista emocionante a um canal de televisão do Egito, durante a qual revelou algumas das atrocidades cometidas pelos radicais islâmicos contra as mulheres da comunidade yazidi.

Vian Dakhill revelou que uma mulher foi mantida em cativeiro sem comida e sem água durante vários dias. Quando os seus sequestradores abriram a porta da sala escura sem luz deram-lhe arroz e carne para comer.

“Ela comeu tudo porque estava com muita fome. Quando ela terminou a refeição eles disseram-lhe: ‘Nós cozinhámos o teu filho de um ano que te arrancámos dos braços. Foi isso que tu comeste’”, contou Vian Dakhill citada pelo jornal Express.

Neste momento vê-se o jornalista que conduz a entrevista a colocar a mão na cara, visivelmente abalado, para limpar as lágrimas.

Mas o testemunho da responsável egípcia não se ficou por aqui. Vian contou ainda a história de uma menina de 10 anos que foi violada até à morte à frente do pai e das irmãs.

“Porque é que estes selvagens fazem isto às mulheres?”, questiona Vian.

Fonte: Notícias ao Minuto – “Acabaste de comer o teu filho de um ano”. As palavras do ISIS a uma mãe https://www.noticiasaominuto.com/

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Anselmo Heidrich

 

 

 

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