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Anselmo Heidrich

Defendo uma sociedade livre baseada no governo limitado e estado mínimo.

Como a Esquerda Mente Sobre os Militares

Pessoal, eu recomendo que leiam esta entrevista por que ela resume muito bem a auto-ilusão das Esquerdas, especialmente daquela mais intelectualizada. Há várias razões para isso:

1) Ela acha que os militares são contra a volta da Esquerda ao poder e não, como eles próprios se manifestam, contra o retorno de políticos reconhecidamente corruptos e já julgados pelo crime de corrupção;
2) Ela acha que há uma ligação entre burguesia (e ainda a chama de ‘conservadora’) com o exército, como se este fosse um capacho daquela;
3) Ela acredita piamente que o atual conservadorismo crescente no Brasil observável em redes sociais é um ‘retrocesso’, enquanto que na verdade é uma evolução, pois nunca foi tão bem fundamentado teoricamente e também nunca teve tanta penetração na população através da comunicação e debate;
4) Ela condena as manifestações dos altos oficiais militares, no que eu concordo ter sido um grande equívoco deles, mas ela não critica nada, não dá nem um pio sobre o maior ataque à legalidade no país que a postura e ação do STF, esse sim o verdadeiro golpista quando alguns de seus membros fazem pouco caso da objetividade da Lei trazendo relativizações para salvar criminosos;
5) Não se trata de perdoar o Legislativo e condenar tão somente o Judiciário, mas é que de políticos já se espera a parcialidade, tanto que eles se organizam em partidos e não em “todos”, mas o Poder Judiciário não deveria deixar margens à dúvidas como tem ocorrido.

Por essas e outras é que a manifestação de intelectuais de esquerda é assim mesmo (não por acaso é francesa…) em que mentem para si próprios. Que sejam retardados intelectuais não me espanta, mas não podemos deixar que este rosário de inverdades, subtrações e omissões se perpetue em gerações como tem ocorrido sintomaticamente no Brasil. Ajude-nos a divulgar esta crítica para que, quem sabe, chegue à leitura desses fantasiosos que como disse Nietzsche são uma classe especial de mentirosos, a que mente para si própria.

Anselmo Heidrich

Para quem quiser ler a entrevista na íntegra: https://www.noticiasbrasilonline.com.br/para-historiadora-intervencao-militar-no-brasil-nao-pode-mais-ser-descartada/

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A Criança de Pavlov

Quando se expõe uma criança à filmes violentos desde cedo, sem algo mais adequado a sua idade, ela não tem maiores chances de usar a violência como linguagem? Tem e isto é uma forma de condicionamento.

Quando se berra com uma criança por qualquer erro previsível para sua idade, ela não tem maiores chances de crescer berrando para se comunicar e quando estiver descontente? Tem e isto é uma forma de condicionamento.

Quando se concede tudo ou quase tudo que uma criança quer porque ela faz ‘manha’, ela não irá fazer manha, o que significa manipular o adulto e amigos para conseguir algo? Irá e isto se formou através do condicionamento.

Quanto esta mesma criança no mundo externo às paredes de seu lar (ou o que se pode chamar como tal) não obter resultados que almeja através da mesma manha apreendida ela não irá se frustrar? Irá e isto por que ela não aprendeu a lidar com adversidades de tão condicionada que foi a um comportamento só.

Quando eu minto constantemente para uma criança para me furtar aos meus compromissos (não beber mais até cair) ou às minhas promessas (brincar ou passear com ela naquele dia), alguém ainda acha que ela não fará o mesmo com seu irmão, com seu amigo ou com a professora? Irá por que aprendeu muito bem com quem mais lhe influenciou na vida, o pai e a mãe e através do melhor método, o exemplo, no caso, o péssimo exemplo de condicionamento.

Quantas vezes na vida desta criança, quando estiver crescendo e se tornando adulta você acha que ela não irá manipular e mentir por que foi condicionada a isto? Inúmeras vezes. E inúmeras vezes isto ocorrerá no ambiente profissional, na vida conjugal, no lazer, em um simples jogo com amigos porque ela não soube como fazer diferente. Ela não teve o seu tempo para aprender de modo livre, pois desde o início foi condicionada como uma cobaia.

Seus amigos terão uma criança birrenta e egoísta, mas a julgarão como um adulto mesquinho porque o canalha do pai ou a imbecil da mãe não a educou, mas simplesmente a condicionou. A condicionou como um cão que põe o focinho em uma alavanca por ração. Pavlov teria orgulho disso, não fosse pelo fato de que alguns fazem isto em nome da Arte e não da Ciência e com Crianças e não com Animais….

Quando condicionamos crianças que ainda nem despertaram para o sexo a tocar órgãos genitais alheios que trazem prazer para alguns adultos que gostam de crianças desta forma perversa não estamos as educando para a arte, para a vida ou para o que quer que seja, mas simplesmente as usando para fins para lá de egoístas através de seu condicionamento. Regimes totalitários fazem isto e fizeram abundantemente isto (Mao Tsé-Tung que o diga).

Este tipo de condicionamento é exatamente o oposto de deixar alguém decidir, no seu devido tempo, que rumo, preferência, orientação, dê o nome que quiser, é exatamente o oposto de deixá-la seguir sua vontade.

Instigá-la a tocar adultos em zonas erógenas sem que elas tenham a mais breve noção do que isto pode proporcionar a alguns tipos de pessoas e de que forma elas estão sendo adestradas para um uso inconsequente (porque não podem arcar com as consequências de seus atos) não é preservar sua liberdade, mas torná-las escravas de dementes que não passam de escravos de seus desejos. Escravos ao ponto de não entenderem que ser civilizado é mais do que seguir regras coercitivas, mas respeitar outra pessoa sem querer enganá-la através da mentira explícita ou do condicionamento covarde que não dá chance de reação.

É nojento ver que algumas das pessoas que se mostrariam mais indignadas com um assédio, que fazem um escarcéu por terem recebido cantadas de pedreiro são totalmente insensíveis àqueles que não têm chance de se indignar, de se defender porque tiveram suas consciências deformadas desde tenra idade, porque foram tratadas como verdadeiras cobaias.

Se ainda é cedo para chamarmos isto de Engenharia Social, não é para mostrar como se monta um laboratório de experimentos sexuais criando cobaias com mentiras como iscas. Iscas… Ou você acha que há um nome melhor para o “vamos brincar de nos tocar”?

Os frankfurtianos quiseram ir além da luta de classes e foram; a New Left endossou isto e seus resultados colidem como ondas tardias em nossas costas. Ou permitimos que esta erosão acelere ou barramos isto tudo. Para quem conhece as figuras utilizadas nesta parábola sabe que diques são insuficientes. É necessário atacar o olho do furacão. E este se encontra nas universidades.

Como se acaba com esta força? Um furacão tem um centro de baixa pressão… Então coloquemos mais pressão, coloquemos nosso ar lá dentro. Coloquemos NOSSA gente dentro das universidades olhando eles nos olhos confrontando-os, apontando o dedo na cara deles. Eles estão impunes lá dentro, arrotando besteiras, cagando a b** deles nas salas de aula sem confrontação.

Eu quero enfrentá-los, quero desmascará-los. E vocês? Quem me apoia? Quem me convida a ir encará-los?

A questão não é mais quando alcançaremos este nível, mas quem quer atingir este nível de confronto agora?

Sem mais condicionamento de incapazes, sem crianças como cobaias.

Boa noite,
Anselmo Heidrich

 


Imagem: treinodecaes.pt

CRIME ORGANIZADO, MÁFIA SINDICAL VS. PODER PÚBLICO

Segundo mapeamento realizado pela Polícia Militar e o Exército, 850 de 1.025 “comunidades” no Rio de Janeiro estão sob o controle do crime organizado. Algumas das atribuições dele vão além do simples tráfico de drogas, não sendo exagero dizer que este crime substitui o estado formal:

“O tráfico de drogas continua como atividade criminosa principal. A receita dos bandidos também advém da cobrança de impostos de comerciantes e da distribuição de carvão, botijões de gás e água mineral – importante em locais sem rede de distribuição regular. Também exploram serviços de transporte por vans e há cobrança de pedágio para entrega de produtos como pizzas, eletrodomésticos e materiais de construção.”[1]

Se pensarmos em termos de uma curva normal, o que pode acontecer se aumentar a cobrança de impostos é o descontentamento da população sitiada que vive nas favelas cariocas, cuja relação custo/benefício não ser suficientemente satisfatória para as favelas ou “comunidades”, se preferirem o jargão politicamente correto. Com uma guerra deflagrada entre facções, os traficantes e demais criminosos estão repassando seus custos aos cidadãos,[2] da mesma forma que estados nacionais fizeram aos seus colonos em além-mar em tempos idos.

Por outro lado, como quase tudo neste país, a ingerência do poder público sobre a sociedade é muito desigual. Por que todo este drama agora sobre a favela da Rocinha? Uma pesquisadora aponta a razão:

“[O sociólogo Ignacio] Cano considera que a guerra na Rocinha só está mobilizando a cidade e as autoridades estaduais e federais pelo fato de a favela estar na zona sul, a parte mais rica do Rio. A socióloga Julita Lemgruber, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes, ressalta o mesmo ponto. ‘O Rio escolheu lidar com o varejo das drogas nas favelas de forma violenta. Aí vêm as Forças Armadas, o que é outra hipocrisia. A gente viu o que aconteceu na Maré: as Forças ficaram 15 meses, gastaram-se R$ 600 milhões e hoje o tráfico está lá de fuzil.’”[3]

Em tempos em que as Forças Armadas começam a se manifestar contra o estado atual da política brasileira, a mesma instituição é usada politicamente para aplacar uma situação que saiu do controle, mas não se vislumbra solução definitiva. Diferente da repressão espasmódica, o criminoso é nativo na área de controle e tão logo os “anticorpos” esvaziem-na, eles retomam seu domínio e não há palavra melhor para descrever do que esta, domínio.

Falando em “domínio”, quem deveria ter, sociologicamente, o monopólio da repressão seria o estado, certo? Mas o que dizer quando este é fraturado? Vejamos: “Maia diz que há conflito entre PM e cúpula da segurança pública do Rio”.[4] A questão é se livrar do “tráfico de drogas” ou do crime organizado como um todo, já que este não se limita, nem nunca se limitou ao tráfico de drogas? Vejamos o quadro geral, enquanto que facções disputam o poder de uma grande fatia deste mercado paralelo, o próprio estado, como mostra a matéria não se entende, havendo divergências entre a cúpula da segurança pública do estado do RJ e o comando da PM. O que acontece no Rio de Janeiro é um capítulo mais a frente do que temos como balão de ensaio em várias outras capitais e estados brasileiros. Mesmo em estados tradicionalmente mais pacíficos, o crime organizado nada de braçada. O aumento de 314% de apreensões de armamento em SC entre 2015 e 2016 nos dá uma ideia da profissionalização do poder paralelo no país.[5]

Se não fica claro qual será o desfecho disto para nós, também não o é para o exército brasileiro que pode, inclusive, contrair o vírus da corrupção ao ficar tanto tempo atuando como força de repressão sem planejamento de qual encaminhamento dar.[6] A dificuldade em vencer a “guerra às drogas” não ocorre somente pelo risco de corrupção das forças de repressão, mas pelos limites impeditivos da ação dos militares, cuja estratégia de combate difere da polícia por não haver lei civil como obstáculo a sua ação. Se esta for imposta, como é o caso em que tem que se esperar por mandados para agir, a própria ação se torna ineficaz. E o crime organizado, obviamente não espera pela lei fazendo de moradores reféns da situação ou até “escudos humanos”. A questão vai além da política em relação às drogas, não basta legalizá-las para se atingir a paz. As quadrilhas não disputam somente isto e continuariam a agir como o que são, quadrilhas sem respeito à lei mesmo com drogas legalizadas ou não.

Claro que não dá para negar a importância, ou melhor, a NECESSIDADE de repressão atual, mas no longo prazo é evidente que isto não basta. Temos gerações sem a devida orientação e o poder público há muito perdeu sua direção, uma vez que foi encampado pela máfia dos sindicatos – outra versão do crime organizado -, como no caso, os sindicatos de professores que há muito abdicaram da sua tarefa precípua de educar verdadeiramente falando. Repito: apesar de necessário o combate ao crime organizado se faz igualmente necessária uma abordagem inteligente dividindo as máfias para reinar sobre as mesmas e, no longo prazo unindo seu “mercado”, isto é, jovens desamparados que são facilmente cooptados por esses criminosos em projetos cívicos que não se limitem à pobreza intelectual atual de nossas escolas. Projetos como esse são desenvolvidos pela polícia militar[7]. Em um de nossos exemplos, a cidade de Juara, MT por onde 500 crianças e jovens já passaram demonstrando que a recuperação é possível também poderiam ser adotados como exemplo de estratégias de prevenção ao crime pelos civis. Mas, por que não se faz? Esta é a questão, quem nos impede? Olhe para os sindicatos e doutores em educação e vejam como se opõem a algo que foge de suas perspectivas ideológicas equivocadas e terá uma resposta para isto.

Em suma, para combatermos o crime organizado temos que solapar o poder das máfias organizadas em sindicatos que impedem nossa ação restauradora. Uma coisa é vencer nas urnas, nos debates, na “guerra cultural”, outra igualmente necessária é vencer a burocracia e associações de classe onde o nefasto “politicamente correto” associado à partidos de esquerda ainda vigora. À luta, então!

 

Anselmo Heidrich

(Imagem: Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.)

[1] Mapeamento mostra que 850 áreas no Rio estão sob domínio do crime – Notícias – R7 Rio de Janeiro http://r7.com/ecYy #R7 via @portalr7

[2] Violência na Rocinha faz preços dispararem https://extra.globo.com/noticias/rio/violencia-na-rocinha-faz-precos-dispararem-21865990.html via @JornalExtra

[3] Idem.

[4] Maia diz que há conflito entre PM e cúpula da segurança pública do Rio https://glo.bo/2xsOztl.

[5] Apreensão de armamento pesado dispara alerta da Segurança em SC – Diário Catarinense http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2017/09/apreensao-de-armamento-pesado-dispara-alerta-da-seguranca-em-sc-9915381.html

[6] Ação de militares na Rocinha está fadada a terminar sem vitória clara https://www.poder360.com.br/opiniao/brasil/acao-de-militares-na-rocinha-esta-fadada-a-terminar-sem-vitoria-clara/ via @Poder360

[7] Projeto social auxilia no resgate de jovens em situação de vulnerabilidade http://www.folhamax.com.br/cidades/projeto-social-auxilia-no-resgate-de-jovens-em-situacao-de-vulnerabilidade/139912

Queda de Braço entre Polônia e U.E.

Entender o que se passa entre Polônia e U.E. é entender o dilema entre o nacionalismo das identidades europeias e sua integração político-econômica. E digo também ‘político’ porque nem sempre o carro chefe da integração é a economia, embora esta devesse ser de acordo com o que foi fomentado no antigo M.C.E. Como os atuais benefícios de se manter atrelado (e submisso) às determinações da U.E. não têm compensado tanto quanto outrora e o desafio que processos como o Brexit impuseram a mesma, mais um membro de peso, como é a Polônia divergir abertamente pode ser um duro baque pelo qual a organização irá ser julgada. E quando falamos em “nacionalismo”, especialmente no caso polonês não se pode esquecer da Igreja Católica, que naquele país não é uma simples organização não governamental, mas muito mais do que isto, atuando como uma verdadeira religião. E para quem conhece um pouco da história do país sabe que a Igreja esteve diretamente envolvida na resistência ao Nazismo e depois ao Comunismo. Sua atuação política é muito recente e forte. Portanto, não é simplesmente uma questão de não aceitar imigrantes e refugiados muçulmanos, mas o atual governo polonês põe em cheque a autoridade e ideologia reinantes na organização. Esta força religiosa-nacional-cultural pode representar uma guinada na tendência política atual no continente e aqueles, como a Alemanha que fazem coro à U.E. (na verdade influenciam-na) irão perder ao serem associados aos seus puros interesses econômicos em detrimento do bem-estar e segurança de outros povos europeus.

Continue lendo aqui>> https://geopoliticalfutures.com/poland-challenges-european-identity/

Anselmo Heidrich

Curso Rápido de Economia

CAPITAL de GIRO CURSO RÁPIDO DE ECONOMIA
Um viajante chega numa cidade e entra num pequeno hotel. Na recepção, entrega duas notas de R$100,00 e pede para ver um quarto.
Enquanto o viajante inspeciona os quartos, o gerente do hotel sai correndo com as duas notas de R$100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.
Este pega as duas notas e vai até um criador de suínos a quem, coincidentemente, também deve R$200,00 e quita a dívida.
O criador, por sua vez, pega também as duas notas e corre ao veterinário para liquidar uma dívida de… R$200,00.
O veterinário, com a duas notas em mãos, vai até a zona quitar a dívida com uma prostituta. Coincidentemente, a dívida era de R$200,00.
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, às vezes, levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações. Valor total da dívida: R$200,00. Ela avisa ao gerente que está pagando a conta e coloca as notas em cima do balcão.
Nesse momento, o viajante retorna dos quartos, diz não ser o que esperava, pega as duas notas de volta, agradece e sai do hotel.
Ninguém ganhou ou gastou nenhum centavo, porém agora toda a cidade vive sem dívidas, com o crédito restaurado e começa a ver o futuro com confiança!
MORAL DA HISTÓRIA: NÃO QUEIRA ENTENDER ECONOMIA!
A verdade é que a economia cresce pela circulação e não pela posse do dinheiro.
PS. Os bancos vivem disto, com isto auferem lucros, pagam ao poupador juros irrisórios e cobram do cliente devedor, juros escorchantes. A isto chama-se: efeito multiplicador da moeda.

Alguns detalhes nesta história que não combinam com a conclusão:

1º) Não é o dinheiro que circula a riqueza na economia, mas as trocas. O dinheiro, seja em espécie ou crédito é só um equivalente geral para facilitar as trocas;

2º) O cliente que retomou seu dinheiro só o fez por se decepcionar (ou agir mentindo) sobre a qualidade dos quartos, pois normalmente não é o que acontece.

 

Ainda…

 

3º) Bancos são agências que vendem uma mercadoria especial, o crédito. Para que seu preço, que chamamos de juros seja menor, a concorrência entre as agências deve existir. Para que esta concorrência seja maior ainda baixando o valor dos juros, nós precisamos de mais bancos agindo e não, menos.

 

Atenciosamente,

Anselmo Heidrich

Milk Shake de Petróleo

Naquela primavera, o amor estava no ar e Edmilson resolveu convidar a menina dos seus sonhos, Júlia para tomar um sorvete na pracinha da cidade interiorana onde comiam mais pó que feijão no seu dia-a-dia. Naquele dia, Júlia colocou seu melhor vestido, se penteou e arrumou o cabelo. José que era um sujeito esperto quis ser romântico, pois tinha procurado como saber “conquistar uma mulher” no YouTube. Embora ele preferisse chocolate mesmo, quis agradar ao máximo e pediu um milk shake de morango porque, sei lá, vai ver ela queria combinar com sua camiseta, já que amava cor de rosa.

— ‘Cê não vai pedir outro?

— Depois, quer tomar junto?

Ela sorriu e consentiu meneando a cabeça. Ele tirou seu canudinho rapidamente do plástico, mas ela tinha dificuldade com estas embalagens que parecem feitas para especialistas e se sua mão estiver um pouco gordurosa ou suada esqueça, peça um serrote porque não vai conseguir abrir seu invólucro. Mas o garoto atento logo tomou gentilmente seu canudinho e tirou-o para ela que sorriu meio envergonhada e feliz por estar na frente de um homem (ela o via assim) tão atencioso.

Com a cabeça levemente inclinada, Júlia passou um filme do futuro de sua vida rapidamente entre seus olhos, uma poesia, castelo… Não, não! Um gramado lindo, céu azul com nuvens em formato de algodão, margaridas e trinados de pássaros que parecem emoldurar o quadro do beijo que daria em seu futuro esposo rodeada de seus dois filhinhos…

FFFFFFFFFFFFFFFFFUUUUUUUUUUUUUUUUURRRRRRRRRRRRRRRRRRRRPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPP!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

— Quê? O que foi isso? O QUE FOI ISSO!

Júlia vê diante de seus olhos a espuma rosácea do que um dia foi um copo de milk shake de morango. Não há mais nenhum milk shake. Na sua ansiedade por tocá-la, Edmilson quis pular rapidamente aquela etapa e sair dali com a moça, diretamente para a praça, naquele banquinho reservado das atenções pondo fim ao conteúdo daquele copo. Só que quando se divide o MESMO copo, a ansiedade joga contra todo e qualquer treino de romantismo on line. A garota viu seus sonhos e ensaio de paixão evaporar ali na sua frente, encarnada em um homem que agora julgava um ser mesquinho, fútil e egoísta. Edmilson perceberia algo errado cinco minutos depois, quando tentou tocar sua mão que se retraiu imediatamente. Como uma flor que só desabrocharia na primavera seguinte, mas não para a mesma abelha.

Mas não se preocupem, a garota vai ficar bem e, de certa forma teve uma experiência enriquecedora, ficou bem mais cautelosa. Infelizmente nem todos podem dizer o mesmo…

O que fez nossa garota se desiludir e agir impedindo que seu pretendente segurasse sua mão não foi nenhuma droga de milk shake, mas sim um valor, caro a ela que pode ser entendido como gentileza, cortesia, cavalheirismo, um sacrifício pessoal que alguns chamam de amor. No entanto, nem sempre a decepção com a sucção alheia é assim tão moralista. Em outros casos ela é intrinsecamente utilitária. Um dos motivos pelos quais Saddam Hussein decidiu ir à guerra contra o pequeno vizinho Kuwait era sua alegação de que estava sendo roubado, da mesma forma que Edmilson fez com Júlia: sorvendo mais. Diferente de um bolo ou arroz doce em que podemos baixar a lâmina de uma faca em linha reta dividindo equanimemente o conteúdo de um pote, os líquidos necessitam de uma sucção regular por parte dos detentores da mesma jazida que, caso não saibam, estava ali muito tempo antes das fronteiras nacionais terem sido criadas no Oriente Médio. Enquanto estas têm algumas dezenas de anos, séculos no máximo, as formações minerais têm centenas de milhões de anos no caso de hidrocarbonetos como o petróleo ou bilhões, em se tratando de minerais metálicos.

Imagine que quando o petróleo começou a ser extraído em larga escala nos EUA, um problema surgiu e foi exatamente o do nosso casal: como dividir um produto que é líquido entre as propriedades? Seguindo a tradição do direito anglo-saxão de usar casos preexistentes para produzir outra série de jurisprudências e novas leis, a legislação de caça foi adotada como parâmetro. Isto é, em temporada de caça, se um veado está na sua propriedade, você tem o direito de abatê-lo, mas se ele pular a cerca pode esquecer, você não pode ir atrás dele. Este passa à propriedade, ainda que temporária do vizinho, caso queira caçar. No caso do petróleo, você poderia então encher sua propriedade de torres extraindo o ouro negro, ainda que o crescimento delas fosse muito mais rápido do que a produção mineral em si. Assim, nos anos 30, o Texas tinha um aumento anual de 10% de produção para 300% de instalação da infraestrutura. Detalhe que estas eram instaladas, prioritariamente, junto às cercas, pois mesmo que o bolsão maior estivesse no centro de sua propriedade, todos assim procediam para “roubar” o petróleo do vizinho. Só que todos assim procedendo se produzia um equilíbrio onde ninguém, de fato, tinha sua cota tomada. Racional, não é mesmo? Sim, quando se trata de um país como os EUA e dentro de suas fronteiras e em um país onde, diferente de outros países, o subsolo é privado e não estatal.

Mas e como faríamos se uma jazida, constituinte da maior reserva mundial situar-se entre dois ou mais países, cuja história beligerante levou a sua separação, com direito à influência externa e, ainda por cima, um deles estava sob forte crise após grande desgaste com outro país vizinho por uma nesga litorânea rica em petróleo? Pensou em Iraque, Kuwait e Irã sob influência dos EUA, da Europa e a antiga URSS acertou. Em 1991, quando o Kuwait foi invadido por Saddam Hussein sob este pretexto, o país acabara de sair de uma guerra contra o Irã insuflada por países inimigos deste. Apesar de aplacar os ânimos da Revolução Iraniana dando um certo sentido de vitória aos EUA que queriam o país enfraquecido para o controle do Golfo (com a maior reserva mundial), o Iraque mesmo não logrou seus objetivos sem avançar um milímetro em Chat-el-Arab, o litoralzinho na boca do Golfo (chamado de Árabe para os árabes, Pérsico para os iranianos). Centenas de milhares de homens mortos, perdas de reservas, gasto de armamentos, destruição do ambiente etc. pareciam dar a Saddam uma perfeita justificativa para avançar sobre o Kuwait que teimava em se opor a sua estratégia de retenção da oferta da produção (para que se aumentassem os preços) junto à Opep. O Kuwait, importante aliado ocidental ganhava fazendo o contrário: vendendo mais e mais barato na concorrência com os primos enfraquecidos no Golfo.

Esta razão utilitária não fez Saddam chorar como Júlia, mas aproveitar para recuar atacando vizinhos do sul (xiitas que se opunham ao seu governo e eram apoiados pelo inimigo, Irã) quando afugentado por George H. W. Bush. Doze anos depois viria a ser caçado pelo filho, George W. Bush em sua guerra preventiva criticada pelo velho establishment americano, mas não pela nova camarilha neoconservative que achava legítimo moldar o mundo antes de ser provocado. Em tese, amoralmente falando, eles estavam certos, não fosse por um detalhe: não se conquista o território só com hard power. E para suprir um poder que era Saddam sem com isto deixar um vácuo tem que se administrar diversas facções, como hoje competem (xiitas, sunitas, curdos, aliados vizinhos como o Irã, Síria, Turquia, Israel, Arábia Saudita etc.).

Bem, a história é longa e está longe de terminar, mas quando tomar milk shake com a namorada lembre-se que por algo semelhante muita gente não teve a mesma sorte. Enfim, #FelizDiaMundialdoPetróleo !!!

 

Anselmo Heidrich

2017-09-26

O que significa um currículo multicultural?

Do jeito que compreendem os pedagogos se trata, basicamente, de adotar valores antiocidentais e demonizar o Capitalismo como sendo gerador de todos os males sobre a Terra, como se qualquer outra cultura antecedente ou marginal a tais conceitos fossem “puras” e dotadas de virtudes que foram perdidas e precisam ser resgatadas. Também é advogado que tal “resgate” se dê via revolucionária ou reformas espasmódicas que pervertam nossas instituições e permitam que “intelectuais” ligados à Educação administrem recursos públicos para doutrinar as massas, principalmente, as mais pobres jogando-as contra aqueles melhor situados economicamente e imputando a estes uma espécie de “culpa histórica”, como seu sucesso não fosse resultante de esforços individuais e sim de uma prévia posição de vantagem na corrida pelo progresso econômico. Exemplo característico disto é a introdução no conteúdo de História de aspectos culturais, artísticos de outros povos, como a arquitetura azteca (imagem acima), mas ignorando solenemente os propósitos para os quais se destinava, que eram sacrifícios humanos rotineiros. 

Este processo não busca valorizar de modo equânime todas as culturas, todos os povos, mas criar intuitivamente na cabeça dos alunos uma “teoria da balança” onde o sucesso de uns se deu, exclusivamente, pelo fracasso e submissão de outros. Guerras e domínio foram uma constante da própria História, se não a própria História, mas esquecer de equilibrar seu conteúdo como se fosse uma narrativa de guerra e opressão pura e simples traz como efeito um maniqueísmo simplista ao invés de promover o espírito inquiridor e a curiosidade. Para se entender os modos de vida que levaram os diferentes tipos de desenvolvimento econômico e criação de instituições nas diversas sociedades se faz necessário ir além da narrativa de “bons” e “maus” que é o modo sumamente desonesto em que estes novos currículos nos são apresentados. Em suma, o “multiculturalismo” nos EUA e agora, a Base Nacional Comum Curricular no Brasil não passam de pura lorota e uso da máquina pública com podres fins ideológicos. Confira o texto abaixo sobre o mesmo processo que se passou nos planos educacionais nos EUA (destaques meus).

Anselmo Heidrich

 

Multiculturalism’s War on Education

Thursday September 23, 2004

By: Elan Journo

 

Multiculturalism seeks to inject an anti-Western dogma into today’s curriculum. Back to school nowadays means back to classrooms, lessons and textbooks permeated by multiculturalism and its championing of “diversity.” Many parents and teachers regard multiculturalism as an indispensable educational supplement, a salutary influence that “enriches” the curriculum. But is it?

With the world’s continents bridged by the Internet and global commerce, multiculturalism claims to offer a real value: a cosmopolitan, rather than provincial, understanding of the world beyond the student’s immediate surroundings. But it is a peculiar kind of “broadening.” Multiculturalists would rather have students admire the primitive patterns of Navajo blankets, say, than learn why Islam’s medieval golden age of scientific progress was replaced by fervent piety and centuries of stagnation.

Leaf through a school textbook and you’ll find that there is a definite pattern behind multiculturalism’s reshaping of the curriculum. What multiculturalists seek is not the goal they advertise, but something else entirely. Consider, for instance, the teaching of history.

“One text acclaims the inhabitants of West Africa in pre-Columbian times for having prosperous economies and for establishing a university in Timbuktu; but it ignores their brutal trade in slaves and the proliferation of far more consequential institutions of learning in Paris, Oxford and elsewhere in Europe. Some books routinely lionize the architecture of the Aztecs, but purposely overlook or underplay the fact that they practiced human sacrifices. A few textbooks seek to portray Islam as peaceful in part by distorting the concept of “jihad” (“sacred war”) to mean an internal struggle to surmount temptation and evil. Islam’s wars of religious conquest are played down.”

What these textbooks reveal is a concerted effort to portray the most backward, impoverished and murderous cultures as advanced, prosperous and life-enhancing. Multiculturalism’s goal is not to teach about other cultures, but to promote–by means of distortions and half-truths–the notion that non-Western cultures are as good as, if not better than, Western culture. Far from “broadening” the curriculum, what multiculturalism seeks is to diminish the value of Western culture in the minds of students. But, given all the facts, the objective superiority of Western culture is apparent, so multiculturalists artificially elevate other cultures and depreciate the West.

If students were to learn the truth of the hardscrabble life of primitive farming in, say, India, they would recognize that subsistence living is far inferior to life on any mechanized farm in Kansas, which demands so little manpower, yet yields so much. An informed, rational student would not swallow the “politically correct” conclusions he is fed by multiculturalism. If he were given the actual facts, he could recognize that where men are politically free as in the West, they can prosper economically; that science and technology are superior to superstition; that man’s life is far longer, happier and safer in the West today than in any other culture in history.

The ideals, achievements and history of Western culture in general–and of America in particular–are purposely given short-shrift by multiculturalism. That the Industrial Revolution and the Information Age were born and flourished in Western nations; that the preponderance of Nobel prizes in science have been awarded to people in the West–such facts, if they are noted, are passed over with little elaboration.The “history” that students do learn is rewritten to fit multiculturalism’s agenda. Consider the birth of the United States. Some texts would have children believe the baseless claim that America’s Founders modeled the Constitution on a confederation of Indian tribes. This is part of a wider drive to portray the United States as a product of the “convergence” of three traditions–native Indian, African and European.(*) But the American republic, with an elected government limited by individual rights, was born not of stone-age peoples, but primarily of the European Enlightenment. It is a product of the ideas of thinkers like John Locke, a British philosopher, and his intellectual heirs in colonial America, such as Thomas Jefferson. It is a gross misconception to view multiculturalism as an effort to enrich education. By reshaping the curriculum, the purveyors of “diversity” in the classroom calculatedly seek to prevent students from grasping the objective value to human life of Western culture–a culture whose magnificent achievements have brought man from mud huts to moon landings. Multiculturalism is no boon to education, but an agent of anti-Western ideology.

Elan Journo is an editor and writer for the Ayn Rand Institute in Irvine, CA. The Institute promotes Objectivism, the philosophy of Ayn Rand, author of Atlas Shrugged and The Fountainhead.

http://www.aynrand.org/site/News2?page=NewsArticle&id=10249

(*) Os sujeitos são caras-de-pau mesmo: inventando uma mentirada a la Darcy Ribeiro sobre a formação dos EE.UU.

 

Este tipo de picaretagem, eu conheço bem aqui no Brasil: distorcer a História a tal ponto de TUDO que tiver raiz européia-ocidental parecer falso, prostituído, repressor e toda cultura diferente (que merece ser estudada, mas não admirada sobre as demais) passa, automaticamente, a ser o oposto, “redentora”, “democrática” etc. A conversa mole citada acima de mostrar a beleza da arquitetura asteca, sem falar nada, nadinha, nadica de nada de sua estrutura social na qual os sacrifícios humanos tinham papel preponderante na mesma é um mero exemplo, a pontinha do iceberg de uma transgressão intelectual grosseira, maniqueísta, uma manipulação terceiro-mundista… Engraçado como esta porcaria vem do próprio EE.UU. que, a par de sua excelente contribuição para o mundo, também cria e difunde lixos assim. Estes são, seletivamente, adotadas pela matungada latino-americana. Pra variar, só podia ser coisa de professor de Humanas.

Anselmo Heidrich

 

Como ler notícias 01

Quem já ouviu falar em mídia não opinativa? Pois bem, este é um conceito de como jornais e periódicos devem proceder segundo alguns teóricos da comunicação, i.e., apenas informar sem opinar. Se vocês procurarem uma analogia, se trata da mesma pretensão de querer dar uma aula ou palestra sobre qualquer assunto que seja sem opinar, demonstrando plena e permanente neutralidade. Como se isto fosse possível… bem, aqui vamos nós com três temas e algumas fontes para analisarmos como e porque isto não passa de uma baita duma falácia. Prontos?

 

A tensão com a Coreia do Norte

 

Na seguinte As três opções militares dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte são levantados cenários hipotéticos em relação ao tipo de ação militar americana. Algumas opiniões soam catastrofistas, outras dissimulam uma opinião antiamericana tentando imputar aos EUA, a responsabilidade última pela crise na península coreana e extremo oriente. Vejamos quais são:

  1. O mundo pode conviver com uma Coreia do Norte nuclear? Bem, já não convive com um Paquistão nuclear? Aquele país que é sede do grupo radical Taleban, que protegeu e fomentou a organização terrorista chamada al-Qaeda e, frequentemente, é acusado de incentivar atentados na vizinha Índia, país que também é um membro do chamado “clube atômico”, aqueles que não só detém armamento de destruição em massa como também a tecnologia para produzi-lo.
  2. A estratégia menos arriscada de conter a ameaça norte-coreana com maior incremento de mísseis antiaéreos em solo sul-coreano é um jogo para ganhar tempo. Dizer que os sul-coreanos veem como ameaça e provocação aos norte-coreanos ignora quais sul-coreanos pensam isso. É como dizer que o pensamento pacifista a esta altura do campeonato é hegemônico, o que duvido muito. A paz sempre é a melhor opção, mas dificilmente quando o declarado inimigo já está apontando todas armas possíveis para sua cabeça sem intenção de dar um mero susto.
  3. Dizer que russos e chineses são frontalmente contrários a este tipo de estratégia e têm o poder de complicar a vida dos americanos no Mar do Norte e outras regiões do globo tenta colocar os EUA em desvantagem na análise, enquanto que Rússia e China também têm um baita penino em mãos, uma vez que ajudaram o regime norte-coreano a se armar e agora não sabem lidar com seu monstrinho colocando-o em banho-maria.
  4. Um ponto com o qual concordo, sem dúvida é a sobrecarga às forças armadas americanas, além do que já sofrem com o Iraque e o Afeganistão. O que, inclusive, vai exatamente na contramão do que propunha Donald Trump em campanha, mas campanha é campanha, sabem como é? Não foi por falta de aviso de nossa parte que retórica desse tipo não se imporia à necessidade do aparato de defesa dos EUA.
  5. Agora, este trecho aqui é o suprassumo do sofisma:

“A última vez que os EUA e seus aliados entraram no Norte foi durante a Guerra da Coreia (1950). Na ocasião, a China entrou no conflito ao lado da Coreia do Norte, para evitar o surgimento de um regime unificado e aliado ao Ocidente em sua fronteira terrestre.

“E a China ainda não está preparada para viver esta situação – evitar algo do tipo é a principal razão dos chineses para ajudar o regime norte-coreano por tanto tempo.”

Entenderam? Não foi a China quem ajudou a promover o poderio norte-coreano para sedimentar sua hegemonia no extremo-oriente, mas segundo a análise implícita no trecho acima foram os EUA que a forçaram a isto.

Se quiserem ler o restante deste antiamericanismo dissimulado, acessem aqui: http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/as-tr%C3%AAs-op%C3%A7%C3%B5es-militares-dos-estados-unidos-contra-a-coreia-do-norte/ar-AAraQPe?ocid=mailsignout

 

A política brasileira e as eleições de 2018

 

Quando “cientistas políticos” ainda dizem que “o impeachment foi golpe”; que Temer só mudou a política econômica para favorecer as elites; que seu governo austero – “austericídio”, como dizem, é o objetivo final para beneficiar o Capital (e não a estabilidade da economia e da sociedade); que tratam mudanças de rumos como “traição”, como se os próprios petistas não pudessem alterar estratégias em seus mandatos, coisa que fizeram; que dizem que Temer acabou com “conquistas sociais” dos governos petistas, o que não ocorreu, pois não foram conquistas e sim benefícios com incentivos equivocados, coisa que ainda se mantém, podem saber, não são cientistas coisíssima nenhuma, mas apenas partidários enrustidos, papagaios ideológicos sem nenhum valor para o conhecimento objetivo que chamamos de Ciência.

SE tiverem paciência, aqui está a entrevista com alguns deles…

Cientistas políticos falam como impeachment, Lula, Bolsonaro e outros temas polêmicos podem afeta… https://br.noticias.yahoo.com/cientistas-politicos-falam-como-impeachment-lula-bolsonaro-e-outros-temas-polemicos-podem-afetar-eleicoes-de-2018-010514490.html?soc_src=social-sh&soc_trk=tw via @YahooBr

 

O governo Temer e a economia brasileira

 

Sinais diversos de nossa mídia brasileira sobre as perspectivas econômicas nacionais. A IstoÉ Dinheiro noticia que o Brasil vive uma “janela de prosperidade”, graças aos bons ventos do cenário econômico mundial, mas que ainda apresenta graus de incerteza se nossas reformas econômicas, como a previdenciária não avançarem. Veja aqui: http://www.istoedinheiro.com.br/mare-global-favor-do-brasil/

A revista Exame, mais otimista chama o atual momento da economia brasileira de “virada histórica”, embora note que nossa reação ainda é frágil perante a situação política. O problema de base está no sistema previdenciário:

“O governo até agora não conseguiu passar no Congresso a tão prometida reforma da Previdência, para controlar os gastos públicos, e em agosto ainda anunciou a elevação de 20 bilhões de reais na meta fiscal de 2017, para um déficit de 159 bilhões, um sinal da dificuldade de equilibrar as contas.

“Em meio a tudo isso, não seria surpresa se a economia continuasse a afundar. Mas ela dá os primeiros passos rumo à retomada do crescimento — a média das projeções dos analistas é de 0,3% de avanço do PIB neste ano e de 2% em 2018.”

[ http://exame.abril.com.br/revista-exame/brasil-comeca-a-consumar-virada-historica-na-economia/ ]

A tônica da matéria é o desenvolvimento de longo prazo e este otimismo com a sensação de que “o pior já passou” é que tem levado à reação da economia.

Então… Está claro para vocês em que situação nos encontramos? Com todos os prós e contras, não temos nada para achar que antes do impeachment vivíamos uma situação melhor, de mais segurança ou conforto. Até mesmo porque toda esta crise foi gestada pelas administrações petistas. Mas vejam agora esta matéria do jornal Valor Econômico:

http://www.valor.com.br/brasil/5089276/com-temer-brasil-sofre-isolamento-internacional

… Que diz que o país sofre um “isolamento internacional” porque Temer viajou pouco e recebeu muitos poucos líderes estrangeiros. Tenho certeza que se fosse o contrário seria acusado de viajar muito e não se preocupar com nossa crise doméstica. Parece claro que o Valor Econômico tem uma agenda definida, que não é a da análise econômica, como se supõe pelo título do periódico.

 

Existe solução, remédio ou vacina contra a mentira e manipulação? Só se expor mais à mentira e manipulação para detectá-la. E creiam-me, nem tudo que aí está é consciente, na verdade, a própria ideologia em que tais análises são embebidas impede seus mensageiros de perceberem a nau que os conduz. Para nós que somos constante e pesadamente bombardeados resta ler de tudo e isto inclui até aquilo que repudiamos. Portanto, cuidado redobrado com aqueles que dizem ter a panaceia, uma solução para todos os males da doutrinação e maniqueísmo.

 

Boa noite,

Anselmo Heidrich

2017-09-07

Considerações sobre a Amazônia

Coisa velha, mas que guarda alguma atualidade, uma vez que estão demonizando nosso “Conde Vlad”, mais conhecido como Michel Temer…

 

Algumas Considerações Sobre A Amazônia[i]

Em primeiro lugar, por mais importante que seja o fator de regulação climática da Amazônia (toda floresta o é), esta não exerce a função de “pulmão do mundo”. Este é atributo dos oceanos, mais especificamente do fito-plâncton que absorve o gás carbônico da atmosfera levando-o ao fundo do oceano. A noite, a floresta amazônica absorve a mesma quantidade de oxigênio expelido no processo de fotossíntese executado durante o dia.

Se seu valor intrínseco estivesse na hipótese de ser um “pulmão do mundo”, uma alternativa seria serra-la, pois as árvores absorvem mais gás carbônico durante a fase de crescimento deixando, em contrapartida, mais oxigênio na atmosfera. Portanto, se há algum “pulmão do mundo”, em termos vegetais, ele está nas árvores “florestadas” ou nas “reflorestadas”. A saber, as áreas sem este tipo de formação vegetal, nas quais foi artificialmente introduzido e, em áreas recuperadas para este fim.

Até recentemente, ambientalistas e nacionalistas não nutriam grande simpatia mútua no Brasil. Mas, hoje em dia se percebe que têm afinado seus discursos com uma retórica xenófoba comum… Penso que há uma certa confusão quando se fala em Amazônia na sua “manutenção da integridade territorial do país”. Uma coisa é advogar a soberania do estado nação, outra bem diferente (mas, de modo nenhum, oposta) é requisitar o direito de propriedade aos seus cidadãos. Ora, na Amazônia temos o preceito territorial do estado, mas há quantas anda o direito de propriedade garantido pela Constituição da República? Mesmo porque, não há como garantir a segurança da propriedade privada sem sua defesa constitucional. Em outras palavras “não haverá compradores para terrenos cuja posse não seja sequer garantida pelo governo local”. Não confundamos, por favor, o direito de propriedade com as ações sugeridas e incentivadas por uma miríade de ONGs que propõe um status diferenciado da propriedade. No caso específico de Raposa Serra do Sol, o direito de propriedade de brasileiros, como bem sabemos, foi flagrantemente usurpado…

Da mesma forma, não vejo problema quando porções de “nossa terra” são vendidas a estrangeiros. Se todos os países pensassem assim, a Gerdau teria então que ser chutada dos EUA por que adquiriu a siderúrgica Chaparral? Ao contrário, imigrantes com capital ou imigrantes sem capital, mas com ânimo para trabalhar sempre serão muito bem-vindos. Aliás, isto trouxe benefícios ao Brasil, embora tenham sido apenas cerca de 4 milhões de imigrantes em sua história contra os mais de 40 milhões que aportaram nos EUA. E, como se sabe, estes continuam a chegar àquele país por terra, no deserto, ou por mar, em meio aos tubarões.

O Brasil, entre tantas outras nações, deve muito aos seus imigrantes e a migração de capitais. A questão que vejo é outra: trata-se de se adequar às nossas leis e, quando isto não procede, aí reside o problema, real problema.

Este pavor que muitos dos nacionalistas de ocasião nutrem pelas multinacionais, simplesmente, não faz sentido. Trata-se de uma herança preconceituosa de nossa elite intelectual dos anos 60 que já deveria ter sido extinta. Reitero o que digo: o problema não é a multinacional em si, mas o desrespeito à lei ou abuso de poder, quando da formação de cartéis ou trustes,[1] por exemplo. Aí, o malfeitor é malfeitor independente de ser estrangeiro ou brasileiro.

Usamos madeira e papel continuamente. Se realmente quisermos manter a “floresta em pé” temos que apoiar em outras tantas e abundantes áreas do Brasil, “matas de eucalipto” ou pinus. Só esta espécie de agricultura pode combater o simples extrativismo.[2] Agora, por outro lado, querer manter a floresta intacta é uma utopia que não tem (nem nunca teve) lugar nem lógica no mundo. A floresta tem todos os requisitos para ser uma incomensurável geradora de riquezas ao nosso país. E nem me refiro aos minerais em seu subsolo, mas aos fármacos que são produzidos a partir de compostos orgânicos nela encontrados.

Se não se quer, realmente, perder grandes áreas da biomassa amazônica, um plano de ocupação tem que ser executado. Mas, diferentemente, da época do regime militar, ele precisa contar com maior agregação da sociedade civil, isto é, tem que ser apoiado na ideia da propriedade privada.

Por que, tal como a China faz com sua gigantesca mão de obra, não atrairmos capitais (nacionais e internacionais) para produzir na Amazônia? Entre eles, laboratórios e cobramos o que nos é devido, com o subproduto desejável de empregar gente que, hoje, sem opção está usando uma motosserra?

Anselmo Heidrich

 

[1] Em conluio com burocracias estatais, diga-se de passagem.

[2] Na verdade não é a única, mas quis manter o texto em sua forma original. Apenas substitua, “só esta” por “uma das formas”.

[i] Link da publicação original: http://www.rplib.com.br/index.php/artigos/item/2153.

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