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Anselmo Heidrich

Defendo uma sociedade livre baseada no governo limitado e estado mínimo.

William Waack, Boris Casoy, Diego Maradona e Ozzy Osbourne

Caros, assistam a este vídeo:

 

https://youtu.be/fwdZkwUwyn0?list=PL7EFC26EDF974ECA1

 

Agora minha opinião sobre um problema associado a este:

Se não fosse William Waack, jornalista respeitado pela maioria de nós por suas opiniões, não haveria tanta polêmica. Lembrei-me de outro, Boris Casoy, que foi um ícone da correção, da ética e que “elameou” tudo ao criticar garis em mensagem de ano novo na transmissão de sua emissora. Foi uma decepção muito grande, pois eu acreditava na imagem de um personagem ético que, no fundo, não existia. Analogamente, por isso quando ouço Sabbath antigo, ouço um cara cantando e não o Ozzy, sujeito que perdeu toda credibilidade como humano após pisotear pintinhos em um palco. Passou de simpático para nojo e não para meramente indiferente. Ouço o som daquela banda como quem ouve uma banda com vocalista sem rosto, se não fica difícil. A mesma coisa valeu para Ritchie Blackmore, genial guitarrista do Purple, mas que de tão intragável não passa disto, um guitarrista ou a antipatia gratuita de um genial músico, Ian Anderson do Tull, que ofendeu gratuitamente os músicos do Maiden que tentaram homenageá-lo com uma versão de Cross-eyed Mary ao dizer “fiz esta canção para uma garota cega, espero que tenha ficado surda antes de ouvir este lixo”.

William Waack caiu nesta categoria, de pessoas que são só aquilo que deveriam ser, suas profissões e não a imagem de “algo mais”, como símbolos de ética que foram um dia.

Outro bom exemplo de profissional excepcional que dista anos-luz da representação como modelo de pessoa é Diego Maradona. Acho que não há melhor exemplo do que eu quis dizer: vejam-no como o que é, apenas um atleta por que se pararem para prestar atenção nele como pessoa, seus sentimentos o trairão e passarão a procurar defeitos onde não há, que é o seu futebol.

Quanto às buzinas, elas são comuns em países com pouco respeito ao próximo, ou seja, países com pouca eficácia da lei, subdesenvolvidos e não necessariamente “negros” ou “pretos”. Leiam sobre o trânsito em Mumbai ou no Cairo para entender o que digo. A falta de educação parece sim, algo típico de nossa cultura, o que William Waack pode nos provar, pelo seu próprio comportamento. Mas obviamente que não dá para deixar de notar que muitos dos que agora querem a carcaça de Waack não esboçaram, nem minimamente, a mesma indignação quando um nada saudoso ex-presidente chamou pelotenses de “viados”, ou colegas de partido de “mulheres de grelo duro”, ou que uma de suas assessoras sonhasse com vários policiais federais num quarto ou ainda com um de seus jornalistas financiados, Paulo Henrique Amorim ao se referir a um jornalista negro como tendo “alma branca”. Esta indignação seletiva é que reforça partidarismos em uma questão que deveria ser consensual quanto à inadequação e preconceito expressos.

Anselmo Heidrich

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O que é o Capitalismo de Estado: Brasil e Argentina

Criticar o comunismo em contraposição ao capitalismo, como este sendo essencialmente melhor é fácil, mas também incompleto, pois comunismo é um regime de governo e capitalismo, um sistema econômico. Ocorre que sob o comunismo, a estatização total dos meios de produção que se convencionou chamar socialismo prima pelo gigantismo de estado, ou maior intervencionismo que qualquer forma de expressão já realizada dentro do capitalismo. E aí reside um erro comum aos nossos direitistas que, no afã de justificarem a reação ocorrida aos movimentos comunistas do pós-guerra na América Latina acabam por defender ditaduras.

Obviamente que nenhuma ditadura pode ser justificada, mesmo que em nome de uma resistência à comunização. Não se pode utilizar qualquer meio para atingir um fim, mesmo que este fim seja algo melhor do que a situação pretérita. Aliás, quem faz este tipo de relativização moral é justamente quem põe os fins acima dos meios, como os militantes comunistas têm sido notórios.

Já que se fala muito de “capitalismo” quando se expõe uma crítica ao comunismo, convém lembrar que não se trata de defender o capitalismo em toda suas formas diversas, em absoluto. Há configurações tomadas por sociedades capitalistas que são tão ineficazes produtivamente que têm como efeito trazer o risco de que movimentos de extrema-esquerda tragam ideias ultrapassados do séc. XIX, as quais só trouxeram miséria e caos no séc. XX de volta ao cenário político. E o imenso peso da burocracia dos estados latino-americanos é uma dessas mazelas e germes que levam ao parasitismo social e sentimento de injustiça. Embora muitas vezes desfocado, tal parasitismo social vira objetivo de toda uma cultura (observem nossa obsessão por concursos públicos), apontando para falsos inimigos – falsas bandeiras -. como o mito do “capitalista explorador”, sem nunca se perguntar que exploração é esta? Ao mesmo tempo em que se ocultam as ligações de alguns empresários privilegiados com a estrutura de estado.

Argentina 01 - estrutura de estado
As gigantescas e confusas estruturas de estados latino-americanos dificultam o desenvolvimento econômico e nunca foram consideradas um problema central para a maioria de seus governos.

A saúde financeira da sociedade depende de um equilíbrio fiscal. É insano achar que se pode manter gastos elevados permanentemente além das receitas. No plano externo, se a balança de pagamentos não é positiva, a balança comercial deve compensar este desequilíbrio. Agora imaginemos um país como a Argentina, cuja sociedade se vê fechada, econômica e politicamente, em prol de uma “casta de farda” (poderia ser qualquer uma, com ou sem farda, mas igualmente “casta”), o que poderá atrair como investimento? Nada de sustentável. A menor ameaça de prejuízo, o estado-sócio de empresas privilegiadas fará de tudo para socorrê-las. Então, sobram as exportações, mas como se o estado tolhe a liberdade econômica e entrada de investimentos? O resultado é óbvio:

Argentina 02 - exportações sobre o total mundial
As quedas na taxa de exportações argentinas mostram o resultado de um estado, cuja economia se fechou em si mesma ignorando completamente a evolução da economia mundial.

A imagem abaixo é uma das mais ilustrativas para o que queremos demonstrar. A Argentina, tida como país rico até o início do século XX foi um doa países que mais decaiu (relativamente) em renda em relação aos países com status econômicos similares no mundo. O que isto prova para nós? Duas coisas:

(1) que não basta ser um país capitalista para atingir o sucesso econômico de uma sociedade, mas um conjunto de fatores que são capitalistas devem ser devidamente calibrados para garantir o desenvolvimento e prosperidade;

(2) as política populistas ou ditatoriais não são exclusividade de sociedades capitalistas podendo existir em outros tipos de governos (onde são mais comuns, aliás), mas que quando adotadas em sociedades capitalistas, a mera existência da propriedade privada por si só não é garantia nem antídoto ao subdesenvolvimento.

Se não ficou claro, quando falarem em “capitalismo” definam que tipo de capitalismo está sob crítica para não incorrerem em nenhum tipo de desonestidade intelectual.

Argentina 03 - vs Austrália vs Canadá
Países capitalistas também se esmeraram em estagnar suas economias, mas o fizeram quando se afastaram dos princípios da economia de mercado e adotaram políticas intervencionistas, como foi a Argentina de Perón.

Exemplos não faltam… Quem já não se deparou com aquele discurso automático associando Capitalismo ao Liberalismo como se tudo que funciona mal no capitalismo (e há muita coisa mesmo) é devido ao liberalismo? Como se este tivesse sido uma ideologia fortemente compartilhada por capitalistas em algum momento da história do país… Vejamos aqui, claramente, como um banco público, ou seja, recursos de todos nós serve para locupletar uma elite associada à burocracia estatal formando um verdadeiro conluio anti-liberal ou o que se convencionou chamar Capitalismo de Estado:

Brasil 01 - BNDES
Qual o sentido de criar um banco público, com recursos captados de toda população, majoritariamente pobre para beneficiar grandes grupos com seus empréstimos vultuosos?

Espero que tenha ficado claro que não há um estado de coisas absoluto chamado capitalismo que seja totalmente diferente do socialismo. Há graus de intervenção estatal que podem trazer as mesmas amarras administrativas do socialismo ao capitalismo, só que por outras vias, não revolucionárias. Portanto, o verdadeiro inimigo do modelo econômico socialismo e, por extensão, da ditadura comunista não é o capitalismo, mas sim o liberalismo, cujos princípios correspondem a ação econômica, mas de modo abrangente devem sustentar a política e a cultura, sem as quais, o intervencionismo retorna por outras vias.

Anselmo Heidrich

Por que existe nazismo na Ucrânia?

Ucraina, parlamentari e ministri del regime in parata con i simboli delle squadracce naziste. Dove sono i mass media? – World Affairs – L’Antidiplomatico http://www.lantidiplomatico.it/dettnews-ucraina_parlamentari_e_ministri_del_regime_in_parata_con_i_simboli_delle_squadracce_naziste_dove_sono_i_mass_media/82_21792/

Eu já tinha lido sobre a influência e ligação dos ucranianos com o Nazismo. Isto não se justifica, evidentemente, mas se explica… Desde a Revolução Bolchevique que os ucranianos são submetidos aos russos. um antigo anarquista – Nestor Makhno – foi traído por eles após ter ajudado a derrubar o czar e os russos brancos – mencheviques. Durante o Pós-Guerra vigorou a máxima “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”, logo, os nazistas como inimigos dos comunistas (representados pelo poder russo) passaram a ser vistos com simpatia. Lembremos também que aquela área, em menor proporção do que o Cáucaso ou os Bálcãs sofre com o avanço islâmico que é a situação perfeita para o ressurgimento da xenofobia e ideias de pureza racial. Toda migração em massa leva a um tipo de reação xenófoba, mas quem misturou propositalmente os povos na antiga URSS? Se pensou em Stalin acertou. Esta era a chamada “política do liquidificador”, de misturar os povos acabando com suas antigas identidades tradicionais para criar o “novo homem” do comunismo, mas que na prática foi uma reedição da estratégia imperialista “dividir para reinar”. O que temos hoje é um reflexo do passado que tinha sido amortecido/ocultado nos anos de Gorbatchev e Ieltsin, mas que agora com o refortalecimento da potência sob os governos de Putin/Medvedev/Putin em que se (re-)marcou a presença da Federação Russa, não só na Ucrânia, mas também em outros países da periferia da antiga URSS que estão sob pressão de Moscou. O papel americano em sentido contrário é fazer exatamente a mesma coisa que fizeram durante a Guerra Fria e quando digo “fizeram”, não me refiro apenas aos EUA, mas também à URSS. Seja quando esta financiou os vietcongs contra os EUA na Indochina, seja quando os americanos financiaram os afegãos, particularmente o taleban (que apoiou Bin Laden mais tarde) contra os soviéticos. Este é o “Grande Jogo”, como era chamado durante a Guerra Fria e que durante alguns poucos anos tivemos a ilusão de que tinha sido deixado para trás. Só que agora com um detalhe nada desprezível, a entrada da China e de parceiros menores na corrida armamentista já “quase socializada” em termos de potencial nuclear (o difícil ainda é a balística de levar o artefato até o destinatário).

Quanto à participação de Israel neste imbróglio, eu não tenho conhecimento. Tenho sim de sua atuação em relação à Síria, contra o Irã etc. E quanto a participação do megainvestidor George Soros, também desconheço, mas me chama muito atenção que tanto Esquerda quanto a (Nova) Direita o tenham como inimigo comum. Isto tem uma explicação lógica para mim, suas operações financeiras requerem um enfraquecimento das soberanias e tanto no que vingou se chamar de Esquerda ou de Direita a partir do século XX é, fundamentalmente, estatista.

 

Bom dia,

Anselmo Heidrich

Por que o Sudão se tornou um aliado dos EUA?

The Economist explains: Why America has lifted sanctions on Sudan https://www.economist.com/blogs/economist-explains/2017/10/economist-explains-7?cid1=cust/ddnew/email/n/n/20171010n/owned/n/n/ddnew/n/n/n/nla/Daily_Dispatch/email via @TheEconomist

Esse é o tipo de notícia que nossos partisans ideológicos deveria ler e ver se captam alguma coisa. Ouvi e li muito que “com Trump seria tudo bem diferente”. Pessoal, até certo ponto, ATÉ CERTO PONTO podem haver mudanças, realmente, mas há temas sensíveis que isto simplesmente NÃO ocorre não porque o presidente – @POTUS – não quer, mas porque ele não pode, porque ele não consegue. Tentou-se diminuir o fluxo de imigrantes muçulmanos, principalmente aqueles relacionados de alguma forma à atividade terrorista e neste caso estava o Sudão. Este país sofria embargo econômico desde o governo Clinton por ter dado guarida à terroristas, entre os quais Osama bin Laden e depois foi reforçado pela guerra civil e genocídio praticado contra os sudaneses do sul (“infiéis”, isto é, não muçulmanos). Mais tarde, com a mudança política, colaboração contra o terror e amenização nas relações com os vizinhos, parceria na exploração de petróleo com a China, colaboração no controle migratório para a Europa etc., o país saiu da lista de não gratos para sofrer sanções novamente com o Governo Trump. Mas, UMA VEZ QUE Cartum, a capital do Sudão decidiu colaborar contra o regime norte-coreano se tornando um aliado contra Kim Jong-un com o qual se aventa ter mantido relações estratégicas no passado (compra de armas), o olhar de Washington sob o governo Trump mudou novamente.

Lembre-se, por mais potência que você seja, o domínio é uma constelação de interesses e articulações. Sempre existe um cálculo econômico no domínio geopolítico e ninguém faz procurando o caminho mais difícil ou caro. Trump está aprendendo e mudando COMO TODOS os outros, descendo do palanque e sentando à mesa de negociações.

Anselmo Heidrich

Semana Vítimas do Comunismo: Não Culpe o Capitalismo

Pessoal,

Será um prazer tê-los como ouvintes na minha palestra dia 07, “Não Culpe o Capitalismo”, na SEMANA VÍTIMAS DO COMUNISMO, de 06 a 10 de novembro, no CSE (Centro Sócio-Econômico) da UFSC.

Estou preparando uma palestra abrangente, mas em 40 minutos terei que dar um enfoque e será GEOPOLÍTICO.

Será uma honra tê-los nesta terça-feira às 20h, dia 07 de novembro.

Abraço,

Anselmo Heidrich

Dª REGINA VS. ATORES DA GLOBO: análise comportamental-corporal

Não deixem de assistir ao vídeo abaixo do Canal Metaforando, excelente, genial. Aliás, quem não conhece, não deixe de assistir à série LIE TO ME. Genial também e tudo a ver com o vídeo que segue que já inclui em meus favoritos em todos os meus blogs.

Se for lícito dizer que o que não dizemos nos revela, também é que o que fazemos, gesticulamos, movemos nos desnuda mais que qualquer performance fake de nu brega que não diz nada com nada. 

Assistam!

 

Separatismo e Oportunismo

Por Anselmo Heidrich[i]

“Não há regra, não existe uma lei natural para que este movimento político, muito menos uma legislação que foi criada determine que quanto menor, melhor. Um México pode ter menos liberdades civis que um Canadá, cujo território é bem maior; ou, se preferirem, em termos populacionais, uma Venezuela também tem (inegavelmente) menos liberdades civis que o Brasil. E a recíproca para extensão territorial ou população também é verdadeira, também temos pequenos estados ou sociedades onde se é mais livre. Em suma, liberdade não depende do tamanho, mas da qualidade da administração e de seu estado.”

Este é um trecho de um texto de 2016 sobre o separatismo sulista, cujo conteúdo integral se encontra aqui:

http://inter-ceptor.blogspot.com.br/2016/07/o-separatismo-na-visao-dos-liberais.html

Além desta visão, que sempre que tenho oportunidade quando debato com separatistas e, especialmente, os separatistas de visão liberal é que não há uma lei que determine o tamanho como sendo melhor. Sei que este é um critério utilitário e que muitos liberais fundamentalistas irão me contrapor dizendo que, ora! Um povo deve ter o direito de fazer um plebiscito e lutar por sua autonomia! Que seja, mas preste bem atenção no que eu vou dizer, um processo desses nunca termina onde nós queremos ou achamos ideal. Se ele for válido para todo e sempre, um grupo futuro também poderá propor outro processo similar dentro do novo país. P.ex., por que não se poderia propor uma separação deixando o Rio Grande do Sul, estado financeiramente quebrado e decadente de fora? Imagine o movimento “Quase Todo o Sul é Meu País”, por que não? Ou, mesmo dentro do RS, o norte dinâmico do estado se separar da Campanha, porção meridional pobre e atrasada? Ou o norte industrioso e fabril de Santa Catarina dar um belo de um chute no sul mais empobrecido do estado? Analogamente, o Paraná também poderia fazer uma triagem interna, que acham? O que eu quero dizer é que não há um ponto ótimo. Em se tratando de História, o processo pode continuar indefinidamente e uma vez aberta a porteira para este tipo de ação coletiva de larga escala não há legitimidade nenhuma em poder fechá-la novamente. Portanto, se vão mesmo apoiar uma causa assim, que estejam preparados para as consequências. Vocês estão?

E agora me pergunto, a quem interessa mais a secessão territorial do país? “Ah! É contra Brasília, então está tudo bem!” É mesmo? E como você acha que esta organização se dará internamente? Por acaso já pesquisaram sobre quem são os líderes desse movimento aqui no país? Se eles são pessoas realmente ilibadas, se não tem algum processo judicial correndo contra eles e por que razão… Porque se há, este país já começaria muito mal, com vícios de origem. Pesquise antes de vestir uma camiseta para alguém que nem conhece direito e não sabe sua ficha corrida.

O uso político dessa questão não é nossa exclusividade. Vocês acham que foi diferente na Catalunha, região espanhola que recentemente teve o seu plebiscito? Assim como aqui, a região espanhola perde mais do que ganha na divisão de recursos do país, mas não por acaso está usando a questão separatista como cortina de fumaça para favorecer o seu governo acusado de envolvimento em vários casos de corrupção e que elevou a dívida pública regional ao maior patamar de todas as seções administrativas (cf. https://anselmoheidrich.wordpress.com/2017/10/02/a-autonomia-da-catalunha/). Há casos e casos, querer dizer que porque os curdos também lutam por autonomia, cujo povo de cerca de 20 milhões de habitantes se distribui entre países do Oriente Médio apresenta uma etnia própria em uma área rica em petróleo e fontes hídricas, mas foi igualmente perseguido por turcos e iraquianos é a mesma coisa que a questão catalã ou sulista no Brasil é forçar a amizade. Portanto, não há como ser incondicionalmente a favor do separatismo em qualquer lugar do mundo, assim como não há como ser incondicionalmente a favor da união em qualquer lugar do mundo. Cada caso é um caso distinto.

Mas o aviso foi dado… Vejam quem comanda os processos ora em curso. Analisem seu histórico e confirmem se esta foi uma causa defendida anteriormente. Lembre-se, tudo é política. Toda hora vemos isso, como um Trump que era a favor do controle de armas, mas quando se candidatou contou com o apoio da NRA, Associação Nacional do Rifle nos EUA, principal lobby pró-armas e, magicamente, Trump mudou o discurso se opondo às regulamentações. Agora, após o massacre em Las Vegas, ele próprio aceita discutir novas regulamentações. Independente de quem está certo, o que discutirei em outro artigo e já adianto que não há solução fácil, o fato é que há um histórico dos envolvidos e o meu conselho é analisem para ver se é mesmo legítimo. E outra vez, já que estou falando em LEGITIMIDADE:

SE FOR LEGÍTIMO QUE SE APOIE A SEPARAÇÃO TERRITORIAL DO PAÍS, TAMBÉM É LEGÍTIMO QUE SE APOIE A SEPARAÇÃO INTERNA NO NOVO PAÍS.

Não há razão lógica para se parar em um determinado ponto. INDAGUE ISTO AOS SEPARATISTAS e SE ELES DISSEREM QUE NÃO, QUE TEM QUE TER LIMITES É porque SÃO TODOS FAKES, NÃO TÊM COERÊNCIA e PODERÃO USAR A POLÍTICA DO NOVO PAÍS DO MESMO MODO QUE AGORA: de acordo com as necessidades de OCASIÃO.

 

Abraço e boa tarde chuvosa,

Anselmo Heidrich

2017/10/07

 

[i] Confira meus ÁUDIOS: https://soundcloud.com/anselmo-heidrich; e BLOGS: https://anselmoheidrich.wordpress.com/, http://inter-ceptor.blogspot.com.br/.

 

 

 

O Tenesmo Intelectual de Olavo de Carvalho – MAM, Queermuseu e MBL

Por Anselmo Heidrich[*]

 

Confira meu comentário sobre como Olavo de Carvalho já perdeu há muito o protagonismo intelectual do conservadorismo no Brasil e não possui outro recurso argumentativo a não ser apelar para teorias conspiratórias.

Sobre >> OPINIÃO: Na polêmica da nudez no MAM, as duas facções em luta estão cegas http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/10/1924100-guerra-dos-simbolos-encobre-disputa-invisivel-as-faccoes-em-luta.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=comptw

 

O TENESMO INTELECTUAL DE OLAVO DE CARVALHO

Que bosta de artigo. Eu li com atenção para ver se conseguia extrair algo que prestasse, mas Olavo de Carvalho anda tão ressentido pela perda do protagonismo ideológico no país e perda para desafetos que julgou em algum momento de devaneio que fossem suas criaturas – o MBL -, que não admite que os garotos marcaram um strike com direito a dancinha e tudo o mais. Agora me vem com um artigo que parece um arroto que não se sabe o que comeu, não se sabe o que está implícito de tão vago – “as duas facções em luta estão cegas”… -, que nos remete ao velho e batido automatismo deste senil estudioso dos astros que parece já ter perdido toda conexão com a Terra e alguma base firme de Lógica. Tudo tem um plano maligno por trás, não pode ser uma cegueira ideológica ou falta de discernimento de quem produziu as mostras, mas TEM que ser algo mais profundo e oculto que só o mestre pode nos revelar… Vejam o que ele insinua, de modo indireto ao dizer que os ricos, bilionários, em suma, o interesse dos bancos em promover a pedofilia para impor a desestruturação da família através do multiculturalismo. Ora! Há métodos muito mais fáceis que um caminho que levou, inclusive a uma rápida reação e, possivelmente, perda de correntistas de um desses agentes financeiros. Ele está só querendo que alguém caia como um pato nesta isca repetitiva para vir com aquela ladainha de meta-capitalistas a favor de um governo mundial financiados por alguém (Soros?) que almeja a destruição de toda Cultura Judaico-Cristã e onde tudo se encaixa nisto. Será que ninguém percebe que este é o mesmíssimo raciocínio batido de todo velho comunista fora de moda ou marxista vulgar que tudo tenta condicionar aos interesses do capital quando algo dá errado, uma crise, um conflito, a pobreza etc.? Sinceramente, tem que ser muito lesado das ideias para levar este ananá a sério.

E agora que se infiltraram no grupo do Whatsapp do MBL para achar algum furo tudo que encontraram foi que os garotos detestam o PSDB (sejam bem vindos!) e querem cooptar os liberais dentro do partido para o movimento deixando os soças apodrecerem, ou seja, EXATAMENTE o contrário do que o velho senil da Virgínia dizia, que os garotos seriam cooptados “pelo sistema” e que eram farinha do mesmo saco etc.

Com o tempo, a realidade dá um banho de verdade na imaginação daquele viciado em nicotina e teorias da conspiração.

 

[*] Confira meus ÁUDIOS: https://soundcloud.com/anselmo-heidrich; e BLOGS: https://anselmoheidrich.wordpress.com/; http://inter-ceptor.blogspot.com.br/.

A AUTONOMIA DA CATALUNHA

Ontem, catalães votaram a favor da independência do Reino da Espanha em massa, 90% segundo o governo da região. Sua ditadura no final dos anos 30 levou à centralização do país e supressão de traços regionais importantes que davam unidade aos diferentes povos, como a proibição do idioma catalão em 1939. Por força de lei, se proíbe, mas na prática, a tradição e sua preservação constituem uma forma de unidade, de senso de comunidade, de distinção e dignidade que podem se traduzir como resistência a algum regime se forças políticas souberem capitalizar isto. E foi o que aconteceu a partir da crise de 2008 em que a região passou a receber menos recursos, inclusive para geri-los de forma autônoma, regionalizada, o que só fez aumentar o sentimento de indignação e separatismo, como seria de esperar. Some-se a isto, o fato do partido ora no poder, o Popular estar envolvido em 65 casos de corrupção.

Pesquisas psicométricas divulgadas pelo The Atlantic mostraram que o sentimento de emancipação diminui após o voto porque este tem a função de catarse, isto é, de liberação de energias. Então, se numa escala de valores, antes do plebiscito, o catalão dissesse que estaria apto “a perder a vida pela independência”, após o seu voto, o sentimento caia sensivelmente sendo substituído por outros como “estou disposto a perder meu emprego pela independência”. Raciocine, o que realmente muda após a independência se tu não sabes o que virá, não tens comprovação fática do que está por vir? É muito mi-mi-mi, nós vivemos sob a “ditadura do mi-mi-mi”, ao invés de nos concentrarmos em questões econômicas perdemos muito tempo com símbolos que traduzem, irracionalmente, o que esperamos como conjunto de soluções. Estas são chatas, requerem estudos, estão inseridas em um método de ensaio-e-erro, já o símbolo, esteja ele atrelado a alguma religião, causa política, da qual o nacionalismo é uma das mais emblemáticas faz o serviço rápido que dispensa a análise exaustiva e comparação constantes. É um refúgio dos preguiçosos – quem pensou no “O Sul É Meu País” para o nosso caso acertou. De machos revolucionários pré-plebiscito passamos a militantes para depois sermos indignados e quando a economia melhorar futuramente, conformados e acomodados. Duvidam? Por que a Espanha já não virou uma Iugoslávia há tempos? Comparem suas economias e como têm evoluído nas recentes décadas. Ou analogamente, vocês acham que estaríamos falando tanto de separatismo e secessão aqui no Sul do Brasil se não fosse nossa crise política, institucional e econômica?

E o governo espanhol, Madri, onde foi que pisou no patê? Se opôs ao plebiscito e perdeu a chance de fomentá-lo? Como assim? Sim, eu estou dizendo que se Madri conduzisse o próprio plebiscito poderia manipulá-lo a seu favor, NÃO roubando ou mentindo sobre os resultados, mas sim DISPONIBILIZANDO MAIS OPÇÕES. Pesquisas feitas ANTES do mesmo mostraram que os militantes pró-independência da Catalunha (mais de 40%) caiam para 35% se houvesse mais opções como “estado federal”, “maior autonomia regional” etc. Mas, a opção pelo confronto, de bloquear locais de votação, de prender militantes, no envio de milhares de guardas para a região teve como resultado inflamar ainda mais o sentimento anti-unionista contribuindo como combustível para algo que mais ou mais tarde se tornará uma força difícil de reverter.

Visto de cima, o que temos na Europa hoje, uma vez que o sonho de uma unidade e federação europeias naufragou é o retorno dos nacionalismos e o verdadeiro risco que este nos traz é seu subproduto ideológico conhecido como fascismo. Se tivéssemos uma maior descentralização real, via pacto federativo, o comércio interno com maior desregulamentação e liberalismo os manteria unidos. Mas vai colocar isto na cabeça de um burocrata…

Anselmo Heidrich

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