autodeterminacao
A autodeterminação consiste em lutar contra a doutrinação, mas especialmente contra aquela que se faz contra si próprio. 

Ótima matéria:

Seu cérebro prefere as notícias que lhe dão razão. Não gostou? Há provas http://brasil.elpais.com/brasil/2016/12/14/ciencia/1481728914_575054.html?id_externo_rsoc=TW_CC via @elpais_brasil

Só assim fica fácil entender fenômenos de quem defende uma “luta contra os poderosos”, mas fecha os olhos ao PT e, principalmente, ao “fenômeno Lula”, um criminoso e detentor de uma injustificável fortuna bilionária que ainda é visto como o “pai dos pobres”. Ou, mais longinquamente, enquanto soviéticos atacavam as democracias, nossos militantes de esquerda atuais ainda insistem em dizer que “o comunismo nunca existiu” e propõem um projeto de “socialismo democrático”. Mesmo admitindo que para se executar o socialismo tenha que se concentrar mais o poder discricionário na economia nas mãos deste organismo, o estado. Em suma, para que defendamos o ideal comunista, grau máximo da liberdade social (para o comunista, claro), tem que se concentrar (contraditoriamente) o poder nas mãos de uma elite tecnocrata durante um estágio intermediário, o socialismo.

AGORA pense no outro lado, que não significa, exatamente, “no contrário”. No Brasil atual, se admitirmos que alguém, autointitulado “de direita” significa, entre outras coisas defender a propriedade privada, a democracia representativa e o estado de direito teríamos então, uma grande gama de direitistas nacionais. Claro que há muito mais variações nesta categorização e não há unanimidade em certos pontos, especialmente no que se refere à democracia quando se trata de libertários. Mas, admitamos então que haja algo que possa ser definido como Direita, o que faz com que vote em alguém que desafia, frontalmente, alguns de seus pontos basilares:

  1. Que defenda um protecionismo de mercado nacional;
  2. Que se alie a governos claramente autoritários e estados plutocráticos;
  3. Que se utilize de uma retórica trabalhista constante (workers, workers…) e lance mão de artifícios populistas, como se vestir de garçom junto aos seus empregados etc.
  4. E, o pior, que eventualmente substitua o discurso de combate ao crime e, especialmente, ao terrorismo por uma valorização do que seja o “verdadeiro cidadão nacional” etc.

Certamente porque não prestou atenção no conteúdo, mas apenas na oposição que este candidato faz à esquerda.

RL