Busca

Anselmo Heidrich

Defendo uma sociedade livre baseada no governo limitado e estado mínimo.

Tag

PT

A Política Externa e suas Três Mulheres

Imagine que você é uma mulher e tenha que optar entre três situações:

  1. Ser uma idiota que só fala mal dos casais bem sucedidos no amor, mas só se junta com mala. Como dizem, tem o “dedo podre”, só escolhe o que não presta. O nome desta moça é “Política Externa do PT”;
  2. Agora vejamos outra, uma pobre menina que se apega a mitos dos mais bizarros, crê em tudo que lhes apresentam na internet, misticismo e tals e quando chega em cara só apanha na cara, a típica mulher de bandido. O nome desta coitada é “Política Externa Bolsonarista”;
  3. E por fim falemos de uma prostituta, que não tem amigos, só interesses, daquelas que prefere ter vários clientes, sócios, parceiros, como queira chamar, mas que declina, educadamente, de propostas tentadoras, anéis de noivado de ouro verdadeiro, viagens caras em resorts de luxo etc. NADA! Tudo que ela quer é teu dinheiro e faz o serviço completo e quando acaba o teu tempo, não tem nem chorinho, pega a bolsa, os sapatos de salto e sai de meia te deixando continuar roncando. Chamemos esta destruidora de lares de “Política Externa Independente”.

Sras. e Srs., não fiquem bravos, eu até acredito no amor, mas na política externa não há espaço para ele. Se a tabela acima te ofende pelo que o PT fez com o Brasil, seja coerente e esboce o mínimo de indignação com a política de baixar as cuecas para o Tio Sam também. Afinal, foram tantos favores concedidos, cota de etanol americano no mercado doméstico, aluguel da Base de Alcântara no Maranhão, alinhamento político com temas polêmicos como a disputa com o Irã, apoio à mudança da embaixada de Israel etc. e, em troca fomos esbofeteados com a elevação da tarifa de importação americana para nosso aço e alumínio e nem uma vaguinha na OCDE foi capaz de rolar. Trump apenas viu nos Bolsonaros mais alguns peões úteis para serem manipulados.

Como se sabe, se não fosse por nosso Vice-Presidente, Hamilton Mourão, nossos acordos com a China poderiam ser prejudicados, gravemente, o mesmo com a UE e a Argentina que, quer queira ou não, beneficia nossa indústria ao comprar vários de nossos itens. E não é a toa que a inveja do Presidente e seus filhos da competência do General é inversamente proporcional à capacidade de articulação política do clã dos Bolsonaro.

Se não fosse pelo Mourão e outros generais equilibrados que estão no poder, sinceramente, não sei o que seria do país…

Agora, imaginemos um Executivo que soubesse como lidar com as adversidades, fazendo como a Índia fez por tantos anos, assediada que foi tanto pelos EUA, como pela antiga URSS. Recebendo apoio dos dois e optando pelo mais conveniente conforme a conjuntura. Isto não significa que devêssemos mudar nossa estrutura política e jurídica interna, mas saber negociar e dialogar. Imagine que o peso econômico do Brasil fosse um fator a ser posto na mesa para que a Rússia tirasse, gradualmente, seu apoio à Venezuela. Para isto ser alcançado, no mínimo, a neutralidade para assuntos em que Washington e Moscou se opõem teria que ser adotada. Isto, Srs. e Sras. é tomar as rédeas da situação e tirar o melhor proveito de um conflito alheio ao mesmo tempo que protege os seus.

Se alguém ainda quiser adotar uma posição sectária dizendo preferir mil vezes mais os EUA à atual Federação Russa, eu digo que não se trata disso. Muito pelo contrário, se quisermos mesmo nos alinhar com os EUA, o ideal é que o façamos não só nos objetivos, mas no método, isto é, procedendo como eles procederam ao longo da sua história, sem nunca se submeter a um governo estrangeiro por nenhum preço.

Entre as loucas e as apaixonadas, as putas têm muito mais bom senso. Pelo menos em se tratando de política externa…

Anselmo Heidrich
19 dez. 19

O Governo do Ceará está armando contra Bolsonaro?

“Sinto-me seguro assim, não vão me fazer acreditar que as rebeliões no Ceará não foram planejadas pelo PT…”

Anda rolando aí a teoria de que o governo petista do Ceará anda empenhado em insuflar as revoltas no estado para imobilizar o governo federal, o governo Bolsonaro, porque uma vez tendo que declarar intervenção federal todas as reformas necessárias e urgentes para o país ficariam paradas e, caso seja mal sucedido, Bolsonaro será posto em cheque pela população.

E aí procede, produção?

Não, isto não passa de teoria da conspiração. O que ele diz é verdade, mas o caos existe muito antes das eleições, antes mesmo do nome Bolsonaro ser viável para qualquer coisa. As rebeliões começaram quando um coordenador dos presídios lá do MT (não sei como se chama esse cargo), responsável por enfraquecer as facções as colocou misturadas nos pavilhões diminuindo seu poder. O governador cearense iria utilizar esta estratégia, portanto não faz nenhum sentido enfraquecer as facções para fortalecê-las. E de mais a mais é muito louco isso de ferrar com o próprio estado, seu governo inclusive, o que diminuiria suas chances de reeleição só para, indiretamente, prejudicar o governo federal que, diga-se de passagem, não depende tanto assim da opinião pública cearense. Ah! As reformas… Quem esperou tanto por elas, não ficaria mais impaciente por alguns meses, ainda mais que o povão não tem a menor ideia do que vem a ser a mais importante de todas, a reforma da previdência. Sinceramente, a Direita está tão louca quanto a Esquerda de divulgar estas teorias fantasiosas.

Mas e o risco de insucesso pondo o recém eleito governo em cheque?

Quer saber? Se Bolsonaro não tiver competência para isso com todo o aparato de segurança nas mãos, com todo estado maior das forças armadas ao seu lado pede pra sair e CHAMA O TEMER DE VOLTA porque a intervenção federal do RJ sobre seu governo foi bem sucedida.

Como eu acho que o Bolsonaro conseguirá, não vejo problema nisso. É alarde de quem não se tocou que as eleições acabaram e ao invés de propor algo e cobrar deste governo só vive do passado e atribui ao PT um poder maior do que ele tem.

Sim, o PT continua um problema, mas um problema menor do que a estrutura burocrática e jurídica de nosso país, que nos obriga a extraditar um terrorista internacional direto da Bolívia, porque o nosso próprio Supremo Tribunal Federal não é de confiança.

Daí só tomando Dreher mesmo…

Anselmo Heidrich
14 jan. 19

Porque o Avanço Conservador no Brasil não tem nada a ver com Fascismo

Foto Rodrigo Lôbo/Fotos Públicas

PSTU quem diria… https://www.pstu.org.br/nao-e-avanco-do-fascismo-o-que-est…/

Como disse um amigo, “quem diria”, esse artigo do PSTU é muito bom. Mas, calma, independente das razões deles, da militância do partido (que é atacar o PT), ELES DEFINEM MUITO BEM O QUE É FASCISMO E O QUE É CONSERVADORISMO E LIBERALISMO separando-os.

Em uma passagem matadora do texto dizem que o fascismo se caracteriza pela oposição aos poderes constitucionais da ordem, como a polícia e a justiça, que é o contrário do que advoga o conservador e o fascismo é revolucionário, o que também é diferente do liberalismo, reformista. Ou seja, o movimento a direita no Brasil atual NÃO TEM NADA A VER COM FASCISMO.

Recomendo a leitura e melhor ainda porque se fosse de uma fonte de direita muitos opositores desdenhariam, mas é justamente uma análise de esquerdistas que aprenderam a ler.

Novamente, concordar com a análise não significa concordar com as intenções do analista.

§§§

Ainda sobre o fascismo, quando eu era um garoto de 18 anos na faculdade, logo procurei um grupo político para me integrar e que tivesse proximidade com a ideologia que eu mais simpatizava, o Anarquismo. Fui a dois encontros a noite, após as aulas nas dependências da própria universidade em espaço cedido(sic). Lá vi alguns punks idiotas, o que é um pleonasmo e alguns estudantes que realmente se preocupavam em formar sociedades alternativas, uns pós-hippies chamemos assim. Mas, dentro do grupo havia uma menina com muita predisposição para violência e não como todo adolescente bocó que fala da boca pra fora, mas se borra todo quando vê um cassetete levantado. A menina em questão segurava uma bebê no colo e queria fazer o seu Riocentro contra… Contra o quê? Contra a “democracia burguesa”, para “denunciar essa farsa”. Claro que não foi adiante porque ela era uma voz isolada em meio aos pacifistas, mas sempre tem gente assim em todos os grupos. Assim como “a oportunidade faz o ladrão”, a oportunidade de semear o terror faz o covarde. É comum termos em manifestações, aqueles mais atrás que jogam pedras na frente para atingir escudos e quem enfrenta são aqueles mais a frente que não tomaram esta atitude. São eles que apanham e não quem atacou. Lembra-se do vídeo mostrando o início do confronto em Eldorado dos Carajás, em 1996? A fumaça do tiro que veio dos sem-terra não foi na linha de frente, foi bem de trás Pode procurar pelo vídeo que comprovará o que digo. Por isso, terror e fascismo não são exclusividade de um espectro político.

Quanto às proximidades entre liberais e socialistas contra o conservadorismo depende… Em um livro famoso, Como Ser Um Conservador, Roger Scruton comenta momentos em que conservadores se aliaram aos socialistas porque eram contra certas pautas dos liberais. Como não li o livro, eu imagino que fosse em alguma política ou lei de liberação nos costumes. Fica a dica, mas o que importa aqui é que as semelhanças que tu levanta variam de acordo como o tema específico. Por isso é muito importante que quando usamos estas categorias políticas, Direita e Esquerda, para não soar anacrônico, nós saibamos a que se referem na sociedade que estamos nos referindo. Já sugeri, mas reforço aqui: https://youtu.be/Yhdgaj0QNgs.

Anselmo Heidrich
11 out. 18

A Evolução do IDH e a Responsabilidade Política

Foto: viananegociosimobiliarios

Eu observo estatísticas com frequência desde os anos 90. Quando escrevi um artigo que também tratava do desempenho da reforma agrária no país, obtive dados sobre o período FHC, mas no governo Lula, mais nada era postado no site do INCRA. O que quer que eu pense sobre os demais setores? O PT, na sua sanha anti-republicana aparelhou o estado brasileiro tentando a todo custo corromper suas instituições. Não digo nada de novo.

Aliás é fácil nesta selva de informações encontrarmos muita fake news ou matérias mal apuradas. Basta uma pequena busca para ver que o Brasil despencou no índice de desigualdade (Gini) em 2017, consequência óbvia do governo anterior, já que isto não acontece da noite pro dia.

Agora, o IDH do país não independe, obviamente, do que ocorre em seus municípios. Vejamos então como a coisa realmente funciona:

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2013/07/idh-municipal-do-brasil-cresce-475-em-20-anos-aponta-pnud.html

Nesta matéria há uma avaliação do desempenho positivo do IDH dos municípios (IDH-M) em 20 anos. Isto, VINTE ANOS! Que começou bem antes dos governos petistas. Agora, vamos apurar melhor esta análise… Veja o mapa que se segue:

idhm_brasil_620_v2

Duas conclusões se depreendem desta matéria, uma relativa ao tempo, outra relativa ao espaço. O mapa com baixíssimo índice de desenvolvimento humano é de 1991 e o primeiro mandato de FHC começa em 1995. Logo, não é preciso ser um Einstein para perceber que foi no governo do psdbista que houve uma alavancagem na qualidade de vida do país, coisa que os governos petistas subsequentes só fizeram herdar, mas mesmo assim puseram fim com a crise econômica gerada por eles; o outro dado interessantíssimo é que, de longe, a região que concentra os municípios com melhor desempenho é a Sul, por razões históricas, econômicas etc. mas se observarmos o estado da União e estado que sozinho tem mais habitantes que toda a região Sul e concentrador da melhor qualidade de vida do país foi São Paulo.

Agora, eu deixo para vocês me dizerem qual é o partido que governa SP há duas décadas?

(A) PCCUS

(B) PPCh

(C) GOP

(D) KLINGON

(E) NENHUMA DAS ALTERNATIVAS ANTERIORES

Não é difícil perceber que o PSDB fez alguma coisa pelo país, enquanto que o PT aprimorou o discurso e a propaganda.

 

Anselmo Heidrich

Caranguejos e Dignidade

Na década de 30, o médico endocrinologista, Josué de Castro fez um estudo sobre a população de baixa renda da cidade de Recife, o que significava 1/3 do total. Esses pobres eram migrantes do interior que não conseguiam área mais adequada para residir e viviam em beiras de rios inundáveis e mangues se alimentando, basicamente, dos crustáceos encontrados ali e na vazante das marés. Como a principal fonte de alimento desses animais era constituída pelos dejetos humanos ali encontrados, as fezes se formava um ciclo descrito por Josué, o “ciclo do caranguejo”, responsável pela alimentação com baixo valor nutricional para a população local.

Com o passar das décadas, alguma coisa mudou, as submoradias foram subindo os terrenos formando as favelas como conhecemos no Rio de Janeiro e outras grandes cidades brasileiras, mas os ‘ciclos’ são constantemente recriados: se hoje não são caranguejos e fezes temos no país inteiro bolsas-família e populismo que ‘nutrem’ estas populações com renda, mas de baixa qualidade, pois não provém de um papel produtivo e mesmo que fosse maior não produziria a dignidade que só quem trabalha sabe o que significa. Por isso, o terceiro elemento ausente nos antigos mocambos recifenses, mas abundante nas atuais periferias brasileiras: a ideologia que se faz necessária para nossos miseráveis finalmente acreditarem que merecem as esmolas e toda sua dignidade se resume numa equação assistencialista.

Rompa com isto, rompa com o PT.

 

Anselmo Heidrich

 

Base Nacional Comum Curricular: o sonho petista de conduzir centralizadamente a Educação Brasileira

Vejamos o que disse a Carta Capital sobre o assunto:

 

Há uma particularidade na BNCC que tem provocado muita discussão. Essa, relativa ao conteúdo, sobretudo da área de História. Trata-se da forte presença de temáticas das populações ameríndias, afro-brasileiras e latino-americanas e uma grande redução de conteúdos ligados à matriz europeia e ocidental.

Embora a discussão tenha se inflamado nas bases – polarizada entre os “eurocêntricos” e as “minorias”, cultura dominante e dominada –, para as grandes forças econômicas que permeiam esse processo, tal discussão não é de grande interesse.

via A Base Nacional Comum Curricular e a educação banqueira — CartaCapital

 

Para quem não sabe, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), foi criada no governo petista de Dilma Rousseff e continua, embora abrandada no governo de Michel Temer. A BNCC propunha, entre outras alterações, uma releitura da História que era, na verdade, uma supressão da contribuição da Europa à construção da Civilização. A substituição do currículo era ampla, com ênfase à história da África e da América Latina, mesmo que essa não tivesse comprovação factual. Pessoalmente, eu acho necessário estudar mais outras regiões globais pouco presentes ou ausentes nos currículos escolares, mas isto não significa sobrepor uma às outras, nem se basear em mitos, sem reconhecê-los como tais ou o que é pior, criar novos mitos baseados numa pobre dicotomia de exploradores e explorados ou algozes e suas vítimas.

A matéria da Carta Capital abusa dos clichés surrados da esquerda sendo o mais recorrente, o interesse de instituições do setor privado se interessarem pela reforma curricular… Notem que a tônica da matéria é esta e não, como deveria ser se quisessem realmente informar, o conteúdo da reforma proposta pelo MEC, a chamada Base Nacional Comum Curricular (BNCC), um dos lixos deixados pela gestão de Renato Janine Ribeiro quando ministro do MEC. Na verdade, a reforma acaba reduzindo o ensino de exatas, especialmente matemática. Se for para se ter equivalência entre conteúdos, o mínimo razoável que se esperaria seria 1/3 para exatas, 1/3 para biológicas e outro terço para humanas. E dentro destas, sobretudo, geografia e história uma equalização de estudo para todos os continentes e grandes civilizações, para dizer o mínimo. Mas não… A auto-afirmação terceiro-mundista relegou a civilização antiga, Grécia e Roma ao ostracismo, revoluções como a Francesa, a Inglesa ou a Americana como adjacentes, menores e irrelevantes. Agora basta ver a idealização romântica, como diria Carlos Rangel, “Do bom selvagem ao bom revolucionário” dos ameríndios e africanos, como se estes não travassem lutas sanguinárias entre si ou traficassem, eles próprios, etnias vizinhas para seus parceiros europeus. Imagine, dizer a verdade, que “Zumbi dos Palmares” foi um escravista tão logo tenha se libertado de sua condição de escravo ou que lideranças negras no Haiti, Papa Doc e seu filho Baby Doc mais lesaram o paupérrimo país levando consigo USD 100.000.000,00, nem pensar, afinal, o que vale é só o mito, somente ele.

Agora, com a redução da matemática, cuja maior contribuição é a lógica que estimula o raciocínio e a drástica redução também da gramática que leva à imersão na compreensão pela facilidade de leitura e vice-versa, o que resta? Uma dispersão sem organização de conteúdos chamados, genericamente, ‘linguagens” que desobrigará o aluno a ler. Como se também a Progressão Continuada, eufemismo para Aprovação Automática, que é o que é já não fossem suficientes para por uma pá de cal no ensino. Com isto, o novo currículo, 60% válido para o país (outros 40% seriam para regionalismos) teríamos a institucionalização do descaso com o ensino. Vejam… Artes, Educação Física são importantes, mas não podem substituir algo como a Gramática (e vice-versa) e é isto que acabam por fazer nesta nova proposta. Claro que para alunos já muito mal avaliados em testes internacionais, como o PISA, seria uma maneira de adornar o quadro brasileiro com estatísticas pautadas no mascaramento da realidade: “veja como eles estão indo melhor…” Sim, claro, mas melhor em que, definitivamente, já que o que era difícil, custoso, mas de extrema importância foi excluído? Quer dizer que a título de “combater a exclusão”, o PT faz o caminho curto do atalho moral, EXCLUI O QUE INCOMODA, o conteúdo escolar. Simples assim.

***

O que se observa na história da educação brasileira é que sempre se teve uma obsessão pelo currículo, pelo conteúdo como sendo uma salvaguarda para o sucesso do ensino. Pouco se fez com relação à qualidade da transmissão desses conteúdos no sentido da avaliação das avaliações ou cotidiano de sala de aula. Aliás, quando ouvimos falar em “educação” parece que o locus principal, a sala de aula é o que menos importa… Quase como se fôssemos falar de trânsito sem levar em conta a qualidade de nossos veículos ou estradas ou de culinária sem se importar com a higiene ou procedência dos alimentos. Repare como esta obsessão pelo que há de mais moderno é moeda comum para nós ao ponto de perguntarmos se a escola de nossos filhos tem computadores ou sala de informática e pouco sabermos sobre a qualidade da principal “peça” da educação que é o professor (onde se formou, quando, que cursos fez etc.).

E nesta toada, o que fez o PT? Usou o que já era um vício de nossos burocratas do setor educacional para enfiar goela abaixo sua estratégia goebbeliana, de manipular o conteúdo como peça de propaganda política para seu usufruto.

Senhores e Senhoras, o conteúdo tem que ser reavaliado, tem que ser depurado, mas não só! A forma de dar aula, com objetividade em relação aos conteúdos e acompanhamento de como o professor se porta em sala de aula são fundamentais. Lembrem-se ainda que valorizar a educação é valorizar o professor sim, mas aquele profissional que respeita o seu ofício não se tornando um papagaio de legenda partidária e ideológica. Procedamos então a um processo de monitoramento e maior interesse de nossa parte que, como pais e responsáveis somos a maior autoridade em relação a nossos filhos pela educação que recebem e saibamos diferenciar o joio do trigo, o profissional que merece nosso apoio daquele que deve ser defenestrado por trair o princípio da verdadeira educação.

Anselmo Heidrich

Quais partidos começaram e foram além com a ideologização do ensino?

O título deste pequeno artigo pode parecer confuso, mas explico: recentemente pesquisava sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) criados no governo FHC para a educação brasileira e me deparo com este texto: OS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS E OS TEMAS TRANSVERSAIS. Quem ler vai perceber vários clichés de esquerda atacando o documento por não ter levado em conta a participação de professores, “educadores” na elaboração do documento, por ter se atido à certas visões psicológicas e não outras, por ver a “escola como onipotente” ao querer que o aluno saia dela como um “agente de transformação social” etc. Só que para quem acompanhou tudo isso sabe exatamente que estes vícios são os mesmos mantidos durante os governos petistas. Agora, vejamos aqui os Temas Transversais (TTs), eixos temáticos que deveriam perpassar todas as disciplinas e norteá-las em seus currículos:

1.      Ética
2.      Meio Ambiente
3.      Saúde
4.      Pluralidade Cultural
5.      Orientação Sexual.

Os dois últimos foram os que os governos petistas mais quiseram impor, sem discussão nenhuma com a sociedade, diga-se de passagem como a nata da reforma pedagógica. Não é de hoje que governos brasileiros querem impor diretrizes, quando não o currículo completo para que o país inteiro se submeta na área educacional, mas o PSDB, já aí nos anos 90 (que foi quem começou com isso) e o PT pisou fundo no acelerador de, justamente, não levar em conta a cultura nacional coisíssima nenhuma e tentar impor a Ideologia (“teoria”) de Gênero como algo aceito cientificamente e tendo que nortear não só ensino (dado em sala de aula), como toda a educação (postura no ambiente escolar como um todo). Isto e mais a mudança curricular, praticamente abortando longos temas da história universal para uma versão ideologizada e centrada no africanismo e latinidade, universo indígena etc. Ou seja, quando eles dizem “pluralidade”, na verdade leia-se substituição nua e crua.

Já faz um tempo que tal assunto rende polêmicas, mas nunca é demais falar, eles não desistirão. E a pá de cal é, justamente, produzir autômatos em série nos bancos escolares que confrontem seus pais e reproduzam estas ideologias para pavimentar o caminho da revolução cultural. Já que não há como, em termos práticos, tomar as forças de produção na marra, que se faça através das mentes para favorecer a orientação política, o voto e depois, só o Diabo sabe.

Pluralidade, sim, mas para todos e não para uns grupos em detrimento de outros, como se houvesse vítimas e bandidos globais; orientação sexual é de cada um e professor não deve se intrometer na vida pessoal e privada dos outros, mas apenas garantir que ninguém seja assediado por isso; meio ambiente, com cientificidade, sem usar o discurso anti-capitalista e anti-tecnológico como metas na condenação moral da produção e da indústria; saúde, óbvio, inclusive alertando para o sexo não seguro e precoce; ética, ótimo, desde que seja apartidária e não mero recurso para propaganda marxista, como se empregadores fossem espoliadores.

Bem usados, os temas podem ser úteis, mas para tanto, ou se descentraliza sua elaboração rejeitando uma orientação nacional do MEC ou se, realmente, abre para a sociedade entender (e opinar) sobre o que grupos de pedagogos politizados querem dizer com cada palavra. Porque, nós sabemos… O jogo deles é entregar um “cartão de visitas” com um nome bonito (ética, p.ex.) não dizendo o que eles entendem exatamente por isso.

Olho neles, não desistiram não. Não é porque uma autora crítica de um programa psdbista se mostra mais radical que o objeto do que ela critica já não é contestável (e condenável) por si só. Esta impressão de que o produto original era moderado porque vemos alguém pior se expressando sobre ele é que nos leva ao engano. Mesmo que a ideologia seja comum entre os grupos de pedagogos de ambos os partidos, a ligação fisiológica partidária é que leva a se buscar pontos de divergência meramente abstratos. São legendas em disputa, mas com projetos similares. Analogamente, não é porque o PT teve uma recaída que esses vampiros de mentes não voltarão em outros partidos. Como vimos, eles não começaram no PT, mas no PSDB e amanhã pode ser num PSOL, numa Rede etc. Enfim, todo cuidado é pouco.

Anselmo Heidrich

Blog no WordPress.com.

Acima ↑