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Anselmo Heidrich

Defendo uma sociedade livre baseada no governo limitado e estado mínimo.

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marxismo

Paulo Freire é um engodo

#PauloFreire Eu li e é um engodo, cujas páginas não servem nem para papel higiênico, mas não é verdade que ele seja a causa da deterioração do sistema educacional, por uma simples razão: a imensa maioria dos professores nunca leu um livro dele.‬ os pedagogos o leem, mas não se conecta com a maioria do material didático.

Diferentemente do #MaterialismoHistóricoeDialético, pode se pegar um material de filosofia, p.ex., em que no sumário, o materialismo histórico e dialético está no final, como se não houvesse nada de importante depois disso, mas o que isto diz sobre o desempenho em matemática ou português?

E por pior que seja essa filosofia, ela não quer dizer um endosso à falta de nexo das palavras de um Paulo Freire, que é a sua principal marca.

Mesmo que a #PedagogiaDoOprimido seja uma ode à revolução, ela não tem abrangência entre os professores, a imensa maioria nunca a leu.

É isso mesmo, mas de onde teria vindo a mensagem revolucionária se a maioria nunca a leu? E, comparando a forma de defender a revolução em Marx e Freire, p.ex., dá para dizer que Paulo Freire nunca foi marxista. Explico… PF é metafórico, uma escrita tipo “o aluno tem que se libertar das amarras do saber bancário”… O que é isso? É necessário explicar por A+B, mas não existe explicitação disso, em uma seção teórico-metodológica. O leitor vai ter que montá-la. Com Marx, Weber, esse pessoal, é diferente. Eles têm por tradição, acadêmica, pôr os pingos nos ‘ii’. Pode-se não gostar de Marx, mas tem que se ler para não falar besteira. E não precisamos ler todos os volumes d’O Capital (eu mesmo não o fiz), mas fica claro no pouco que se lê dele que não é um ‘voluntarista’, isto é, a revolução não ocorreria a partir da vontade dos homens. Para um pedagogo como PF, basta que os homens “tomem consciência”. Por que distingui ambos? Porque a maioria dos professores que se diz marxista não o seria se lesse Marx, no próprio Manifesto do Partido Comunista, que é um livrinho, ele deixa claro as grandes realizações do Capitalismo e como só seria possível passar ao estágio seguinte, através de uma revolução, violenta, após a acumulação de capital. Ou seja, não há como fazer em país pobre. Mais tarde em sua vida, proporá, de modo não formalizado, isto é, sem o mesmo desenvolvimento teórico tirar vantagem do atraso, isto é, como fazer a revolução sem passar por todos os estágios. E nesse ponto que Lenin traçará sua rota, menos por preciosismo teórico e mais por puro pragmatismo (não dava para ser diferente). Então, os professores brasileiros que falam em socialismo são tão marxistas quanto um patriarca putanheiro que vai na zona todo fim de semana, mas domingo está na missa: é só da boca pra fora. O que faz então nossos professores serem “de esquerda”?- salários iguais e baixos sem vínculo com a produtividade;- sindicalismo;- predomínio de grades desvinculadas de ensino técnico voltado à produção;- ideologia, sim, mas diluída e disseminada por porta-vozes (acadêmicos).Dá para detectar que o vórtex está na Academia, mas que ela não mudará sem mudar o modo de retribuição pelo trabalho, isto é, não mudará sem meritocracia. Não tem como defender um sistema diferente se tu nunca provou este modelo.

Acho difícil sair desse quadro de dependência teórica a esquerda, enquanto a uniformização do profissional da educação for uma premissa de trabalho, acho difícil também sair dessa desculpa conveniente a direita, enquanto houver um vilão ideal que se superestima para servir como desculpa por todas as mazelas de um sistema educacional. De certa forma, Paulo Freire é extremamente útil a ambos militantes dos extremos do espectro político, a direita e a esquerda. E é lamentável que se perca tempo discutindo um inútil aos problemas reais da educação ao invés de focar nos reais problemas do sistema de ensino.

Anselmo Heidrich

17 dez. 19

Imagem “Paulo Freire”: https://www.flickr.com/photos/chhhh/2973802038 .

Mentiras Ambientais de Santa Catarina

Imagem: Pinheiro do Paraná (Wikipedia).

Faz algum tempo fiz algo raro para os dias atuais: comprei uma revista na banca. Encadernação luxuosa, a Revista de História Catarina em edição sobre “História Ambiental de SC” me deixou curioso, pois é um tema raramente tratado por historiadores, embora exista uma tradição disto, especialmente no exterior.

Como adquiro livros e os deixo em stand by para ler, até anos depois, com esta revista não foi diferente. Havia lido uma matéria sobre o desaparecimento das lagoas catarinenses, processo ligado ao assoreamento em que a urbanização e retilinização dos canais eram apontados como causadores. Mas… Quando fui ler a matéria principal, sobre as secas de 2003-2004, 2007-2008 e 2011-2012 relacionando-as com o fenômeno climático La Niña, que corresponde ao resfriamento das águas do Oceano Pacífico (ao contrário do El Niño) achei que estava lendo um artigo, realmente, científico focado no assunto. Enganei-me…

Nas suas seis páginas lá estavam as descrições generalistas dos danos causados pelas secas e suas causas. Dentre elas, o desmatamento. Até aí, ok, desmatamento leva ao empobrecimento do solo e dependendo da atividade que substitui a cobertura vegetal há um uso mais intenso da água. O desmatamento também pode diminuir a umidade local, que influencia no clima regional produzindo menos chuvas, mas a área reflorestada não é causa disto, até onde sabemos. E o reflorestamento para fins comerciais é necessário para que não se desmate a vegetação superior (florestas) remanescente.

Na metade do artigo, lá pela 4ª página começa a ladainha que aponta as causas das secas “pela introdução contínua de métodos capitalistas de produção”; “não há lastro para expansão de fronteiras agrícolas”; “este panorama produtivo, orientado para uma pecuária artificial sustentada por uma oligocultura para ela dirigida, é altamente insustentável ambientalmente”; “políticas públicas carentes de um planejamento adequado, costumeiramente direcionadas a facilitar a autorreprodução do capital”; “as calamidades resultavam da contraditória relação homem/natureza”; e como se não bastasse essa enxurrada de bordões de esquerda marxista, o autor conclui:

“Os registros de estiagens no Oeste, assim como o registro de outros desastres ambientais, têm crescido em decorrência da ação antrópica, com o aumento da população e a introdução de técnicas e utilizações dos solos, voltadas para a produção capitalista.”

Esta é a súmula e no parágrafo seguinte, como se fosse uma decorrência natural do capitalismo, o autor adiciona:

“Dentre as mudanças na paisagem que contribuem para o recrudescimento das estiagens, há que se destacar a aglomeração de edificações, a impermeabilização do solo e a poluição atmosférica, nos ambientes urbanos; a compactação do solo, o assoreamento dos rios, o desmatamento, e as queimadas, nas áreas rurais.”

Edificações decorrem do aumento populacional, não necessariamente do capitalismo. Ainda assim, pode se ter edifícios com mais áreas verdes intercaladas, o que não deixa de valorizar os imóveis diga-se de passagem, como apreciam os capitalistas (😂).

Impermeabilização do solo tem soluções fáceis e conhecidas, com a substituição de mantas asfálticas por lajotamento e paralelepípedos. As empresas não deixarão de existir, nem uma revolução comunista será necessária para isso.

As queimadas (coivara) em áreas rurais é tradição indígena adotada pelos colonos, não é prática do agribusiness. O que tem a ver o capitalismo com isso?

Assoreamento dos rios seria sensivelmente reduzido, caso houvesse uma melhor fiscalização por parte dos agentes ambientais e penalização pecuniária salgada e regular que adestre o agente produtivo criando incentivos à preservação parcial. O que, aliás, em uma perspectiva inter-temporal redunda em lucro, pois evita agregação de custos de fertilização e desassoreamento necessários.

A compactação dos solos pode ser evitada com o rodízio de culturas, técnica medieval.

Essas e outras causas antrópicas podem ser discutidas pela perspectiva TÉCNICA e não, IDEOLÓGICA ou SOCIOLÓGICA, como propõe o autor. Acontece que autores marxistas são reféns do método que advoga a TOTALIDADE. Só que por “totalidade”, eles entendem uma determinação imaginada por Karl Marx, com todos os eventos sociais, sim TODOS, inclusive as técnicas produtivas decorrentes da necessidade de acumulação capitalista e destruição ambiental. Para quem acha que estou imaginando, o próprio autor é quem diz quando:

“[A]s ações humanas (…) são frutos de demandas socialmente determinadas, não podem ser separadas das questões ecológicas, como se o meio ambiente não fosse transformado e formatado pelo Homem e como se este fosse um ser supranatural.”

Aqui fica clara a tentativa de domar a ciência ecológica à teleologia marxista, de que tudo que existe de destrutivo ou impactante decorre de um ciclo de expansão capitalista, como se esta mesma destruição inexistisse no mundo socialista ou que inovações menos impactantes, sustentáveis, tecnologias limpas não fossem criadas, justamente, no capitalismo.

Em suma, esta é a verborragia que vem em papel couché, com financiamento de empresários catarinenses que querem posar para fotos publicadas junto ao editorial de uma revista, cujas páginas eles sequer entendem e que alguns desavisados saem repetindo, doutrinariamente, como papagaios e arautos do fim do mundo. Este é o lixo reproduzido nos cursos de humanas de universidades públicas.

Urge privatizá-las e urge a nós, que vomitamos com tudo isto estabelecermos nossos próprios think tanks independentes que não se limitem a repetir cânones liberais (na economia) e conservadores (na cultura), mas que vamos além, propondo um diálogo com os especialistas de áreas técnicas para um trabalho de media watch não limitado ao jornalismo, mas que alcance e desmistifique essas produções pseudo-científicas.

Faço isso há anos, mas preciso de parceiros… Quem vem comigo?

Precisamos de subsídio e não me refiro à grana, não quero criar mais um meio de enriquecimento e formação de clubinho fechado, igrejinha ideológica. Preciso de parceiros para local de palestras, alguém que saiba filmar e editar vídeos e se proponha a fazer um trabalho de formiguinha em conjunto para destruirmos esta hegemonia obscurantista.

Se quiserem, contatem-me por aqui mesmo ou via e-mail: aheidrich@gmail.com

 

Anselmo Heidrich

2 fev. 19

Por que não acredito no que chamam de “Marxismo Cultural”

Eu entendo o termo ‘cultura’ a partir do marxismo como reflexo do que Marx entendia pela ‘estrutura da sociedade’, i.e., a contradição entre relações de produção e forças produtivas. Nesta perspectiva marxista, original, não há espaço para uma ‘autonomia’ da cultura em relação a este par dialético. Religiões, ideologias, doutrinas etc, tudo do campo das ideias se tronam mero ‘reflexo’ do que ‘vem antes’. Já, quando se revitaliza o marxismo no século XX, mas mesclando-o com outras filosofias, como o existencialismo ou a psicanálise advém o fenômeno do ‘marxismo heterodoxo’ que, a partir dos anos 60 contribuiu para o fenômeno da chamada ‘contracultura’. O que temos aí então é menos marxismo e mais ‘voluntarismo’ seguindo a tradição de movimentos anarquistas criticados por Marx por não saberem detectar as ‘condições propícias’ ao advento revolucionário e quererem fazer sua revolução a partir da mera vontade. Por isso que marxistas antigos chamavam sua filosofia de ‘ciência’ crendo, erroneamente, que haveria uma ‘lógica histórica’ que prediria quando, como e onde a revolução poderia ocorrer. O que temos hoje em dia por nossas esquerdas é uma agenda política que parte de uma filosofia do ativismo, aqui e agora que não tem nada a ver com a filosofia original marxista, exceto por seu ódio e incompreensão da história e do capitalismo.

Em tempo, eu sou anti-marxista, mas prefiro focalizar bem o inimigo para saber onde ‘estou atirando’. Considero o termo ‘marxismo cultural’ uma conveniência política, mas não uma congruência teórica.

 

Anselmo Heidrich

2018-02-02

Algumas Palavras sobre Estratégia Política: marxismo e religião

O teólogo Leonardo Boff é conhecido por ser um dos principais articuladores da doutrinação marxista dentro da Igreja Católica. As ideias da Teologia da Libertação continuam firmes e fortes dentro do território latino-americano.

Um dos grandes erros do pessoal liberal-conservador (eu descarto os libertários, porque acho que nem tudo se explica ou se resolve “pelo mercado”) é que eles não entenderam o que a Esquerda fez, a partir dos anos 80 para crescer e se firmar na sociedade dominando-a. Claro que não se trata de uma dominação completa, mas um processo, no qual detém a hegemonia, seja nos meios de comunicação, universidades, redações de jornais etc. Mas a questão é COMO eles conseguiram atingir o povão?

Eis aqui um claro exemplo de um texto de autores de esquerda, que fazem apologia à tais métodos (confira na imagem abaixo).

DOUTRINAÇÃO POLÍTICO-RELIGIOSA 01

Pois é, surpreendente? Claro que não! Durante décadas, a ideologia marxista teve dificuldades enormes de ser aceita pelo povo, qualquer povo e não me refiro à intelectuais, mas quando seus ‘coordenadores’ sacaram que poderiam fazer ‘mix’ chamemos assim com a religião foram bem sucedidos.

E não é por acaso que a Direita que cresce e se sobrepõe ao discurso de Esquerda seja a própria direita com discurso religioso, a Evangélica.

Antes de tomar partido, o que quero dizer é que se não tomarmos consciência disto, a parcela mais racional, utilitária que vê o liberalismo como uma espécie de “máquina intelectual” que pode otimizar nossa vida produtiva etc. irá ser atropelada, literalmente, pelo povo que sabe utilizar estes referenciais abstratos e mais místicos, seja de que lado for.

O que proponho? Que fundemos uma nova seita, então? Não, mas que conheçamos seus discursos e signos para poder dialogar nas mesmas bases respondendo com estes referenciais e não os desdenhando ou fazendo troça. Teórico demais? Exemplos?

Vejam como um Magno Malta faz… Como poderíamos usar seus exemplos e referências para contestá-lo, por exemplo? E eu não digo isto porque eu mesmo seja um crente, não. Muito pelo contrário… Mas se nós não soubermos nos aproximar da massa como fez a Esquerda nos anos 80 e agora faz esta Direita podem esquecer seus discursos racionais, pois seremos vistos como mais um grupelho que dialoga consigo e não fala a linguagem do povo.

“Falar” a linguagem do povo não é enganá-los bonitinho, mas usar signos e referências caros aos mesmos para passar nossa mensagem.

Boa noite,
Anselmo Heidrich

Laboratórios de Utopias Assassinas

Janer Cristaldo

Não tenho em mãos o livro de Mário Schmidt. Pelos trechos citados por Ali Kamel, em momento algum o autor fala em ideologia marxista. Aposto que não desenvolve nada sobre o marxismo no livro todo. É uma forma eficaz de difundir marxismo. Como a doutrina foi desmoralizada pelo século e a filosofia está gasta, melhor expor seus princípios sem dizer a que doutrina pertencem. É por estas razões que vemos gerações inteiras pensando como pensam os marxistas sem jamais terem lido Marx ou qualquer estudo sobre o marxismo.

Todos os cursos da área humanística estão contaminados de marxismo e praticamente todos os professores oriundos destes cursos são apóstolos da nova religião. Letras, Ciências Sociais, Pedagogia, Literatura, Comunicações e até mesmo Teologia. Quanto ao curso de História, é a pedra de toque dos comunistas. Em 1984 – obra que considero a mais importante e desmitificadora do século passado – George Orwell atribuía ao Partido um lema:

Quem controla o passado, controla o futuro.

Quem controla o presente, controla o passado.

 

Leia mais em: http://www.vistadireita.com.br/blog/laboratorios-de-utopias-assassinas/

 

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