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Anselmo Heidrich

Defendo uma sociedade livre baseada no governo limitado e estado mínimo.

Categoria

Sociedade

A Dualidade Interna

Eu não descarto essa possibilidade de um futuro muito mais “amigo do meio ambiente” e um tempo de sobra proporcionado pelo avanço tecnológico (robótica etc.) que nós sequer teríamos imaginado algumas décadas atrás. O que me torna cético é a visão de panaceia que alguns nutrem com isso e isso não quer dizer que eu não seja otimista com relação à tecnologia nem seja uma espécie de “tecnófobo” ou algo do gênero.

Não sou exatamente a pessoa que acorda como se estivesse em um comercial de margarina, muito pelo contrário… De manhã pareço mais um robozinho com pouca corda que fica batendo a cabeça na parede até que eu me sirva com um chima ou xícara de café. Sim, cafeína é vida! E isto vai determinar minha maneira de ver o mundo. Acho que felicidade se produz, enquanto que a ideia corrente é que somos tragados por ela como se estivéssemos flutuando sobre as turbulentas águas do rio da vida. Não, o posto de capitão é meu mesmo.

Não há como achar que outros fatores externos ao próprio indivíduo nos trarão felicidade. Mesmo quando se trata de uma droga necessária a nossa estabilidade, ela depende da interação com NOSSO organismo e não com o ambiente em geral. Sempre me impressionou como nas condições mais adversas, as crianças encontram alegria, o que na verdade significa PRODUZEM alegria.

Daí surge a questão de se o futuro com mais desenvolvimento tecnológico produzirá um mundo mais feliz, não, óbvio que não. Assim como também não produzirá um mundo mais infeliz. Será a mesma coisa a depender, claro, da percepção hegemônica sobre a época, em uma palavra, a IDEOLOGIA.

Isto sim é fundamental… Imagine o mundo como uma imensa floresta. Aliás, não só imensa, como DENSA. Tão densa que não conseguimos visualizar seus detalhes, os animais pequenos, esguios, peçonhentos por dentre as folhas largas das árvores e arbustos mais baixos e quando levantamos a cabeças temos apenas alguns fachos de luz penetrando por dentre as copas. Tentando compreender melhor o montante de informações que temos, abrimos a mochila e colocamos um óculos… Vermelho. Piorou. Colocamos outro azul e não distinguimos claramente o céu do dossel da floresta. Pomos um verde, outro amarelo, um roxo, um rosa e nada resolve. Tais óculos são ideologias, disponíveis e que se reproduzem como a nova linha de lentes e armações a cada estação. Por conta disso, muitos reproduzem o dito de um demente de que “não há fatos só interpretações”, o que é um erro grosseiro, pois basta caminhar um pouco para dar de cara com um tronco quebrando o nariz ou tropeçar nas raízes e beijar o chão. A realidade, assim como nossa selva está lá. Use o óculos que quiser e deforme sua visão, mas ela está lá.

É assim que eu vejo o passado, ou melhor, como veem o passado. No Pós-Guerra havia a ameaça de um holocausto nuclear; nos anos 70, a superpopulação e fantasma malthusiano da escassez de recursos; nos anos 80 e 90, o intermezzo da “Nova Ordem Mundial”, o fim do Comunismo no Leste e uma indelével onda de otimismo, mas com o temor ambientalista do Aquecimento Global; na virada do milênio, o envelhecimento das sociedades, a onda imigratória (que já existia) e o Choque de Civilizações. Não precisamos mesmo de nenhum Nibiru ou asteroide gigantesco em rota de colisão para alimentar nossas paranoias, mas se você perguntar a qualquer um de nossos profetas do apocalipse como foi o SEU passado, ele provavelmente lhe cantará odes a um “tempinho bom que não volta mais”, um idílico paraíso perdido. A verdade é que quanto mais clean fica nossa tecnologia, mais punk fica nossa alma.

É assim que vejo o futuro, as esperanças e imaginação se sobrepõem à experiência de que dias ruins intercalam-se aos bons, que dias ruins são bons dependendo da própria perspectiva. Nos dados brutos, nós vivemos mais, matamos mais, mas proporcionalmente menos, temos mais segurança, mas sentimo-nos menos seguros e reclamamos quando perdemos alguém para o câncer esquecendo que em menos tempo este que já foi perdeu alguém para uma infecção qualquer que nossas vacinas extirparam de nosso convívio. O conforto é tanto que até sobra tempo para criar um estúpido movimento antivax…

Mas existem riscos reais de que uma utopia se torne a distopia. Lembro-me sempre do Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley. Quando novas formas experimentais e criadas no laboratório da engenharia social são introduzidas sem levar em conta a vontade e associação entre as pessoas, o pior pesadelo pode sobrevir. Em um mundo onde o trabalho não seja mais um fardo porque ele deixe de existir ou seja irrelevante em tempo e custo, nossa orientação básica para viver também se extingue. Se não fui claro, sem um pouco de sofrimento, não se dará valor à vida e nem a família terá seu sentido de proteção e fidelidade valorizados. Um mundo em busca de êxtase perpétuo é um mundo sem troca e sem respeito. É o fim do que sobra de Humano.

Se o futuro e o passado têm seu aspecto positivo, mas também seus demônios encontramos a mesma dualidade no presente. O risco está em negar isto, ao buscarmos o super-herói como figura capaz de nos levar ao paraíso e prazer constante sem dilemas, dúvidas e dissensos. A necessidade de se conseguir alguém que seja nosso guardião é tanta que não suportamos alguém que fale o contrário. Nessa hora, o futuro facilitado pela mão de obra robótica forma um círculo que encontra o passado das tribos.

Anselmo Heidrich

19–07–2018

Para um ponto de vista plenamente otimista confira o link abaixo:

“Will Humanity Be Better Off in 2118?” by @ryanjhubbard https://medium.com/s/futurehuman/will-humanity-be-better-off-in-2118-d1b2b44cd998

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A França é Multicultural

No filme de ficção, O Quinto Elemento, que para mim foi uma grande decepção começa com uma excelente piada: um arqueólogo francês busca uma pedra com poderes fantásticos que remontam a criação do universo quando atrás dele pousa uma nave gigantesca e sai dela um alien que mais parece um besouro gigante lhe falando em idioma incompreensível. Nisto, o francês baixinho com suas bermudas e chapéu cáqui fita o monstro e pergunta “você é alemão?” VALEU O FILME!

Pois é, para entendermos o sentimento nacionalista tem que se compreender este conceito um tanto em desuso, o ETNOCENTRISMO. Em desuso porque fica cada vez mais difícil no mundo globalizado falarmos em etnias quando se trata de choque de culturas nos países ricos, multiculturais que são. Mas eis que ele ressurge aqui e ali porque por mais que nos definamos e situemos em termos societários, “eu, fulano de tal, RG…, CPF…, morador da rua…., nacionalidade….” algo nos puxa vez ou outro para um lugar primal, algo de onde imaginamos ter saído, nossa tribo ou clã. Aí pode se dizer que a França mesmo não é essa dos jogadores que ganharam a Copa da Rússia, dos imigrantes africanos, árabes etc. Que a França tem sua história secular, suas conquistas, sua revolução etc. e tal. Caros, isto já foi, já morreu e reside ainda nos campos graças às tarifas impostas pela União Europeia que ainda dão sentido de sobrevivência àqueles camponeses teimosos que já deveriam ter migrado para as cidades. Morreu.

Façamos um exercício futurológico: suponhamos que Marie Le Pen, a ultra-nacionalista francesa que quase ganhou a eleição que disputou com Macron tivesse vencido e todas as fronteiras francesas fossem fechadas e mais nenhum imigrante entrasse no país, certo? Em algumas décadas, a França será cada vez menos gaulesa e cada vez mais afro-árabe, cada vez menos branca e cada vez mais morena por uma razão bastante simples: a taxa de fecundidade feminina dos antigos franceses é declinante e a dos árabes e africanos é alta, das mais altas do mundo. Enquanto que as primeiras mantém na melhor das hipóteses dois filhos por mulher, o que não repõe a população perdida (morrem dois primeiro que são o casal e ficam dois que são os filhos), os imigrantes e seus descendentes têm quatro, seis filhos. O mesmo raciocínio senhores vale para a Alemanha ou Hungria, países que ocasionalmente têm taxas negativas de crescimento, ou seja, perdem população.

Então meus caros, O MULTICULTURALISMO VEIO PARA FICAR. Acostumem-se, os minaretes das mesquitas despontarão cada vez mais no horizonte juntamente às torres das igrejas e contentem-se se estas não forem derrubadas. Mas há algo que se possa fazer? Sim, há algo…

Se tu for um podre racista, que se foda, teu tempo já era, te suicide diabo! Agora, se tu pensa no legado da cultura europeia antiga, então, que se aplique normas de integração, como alguns países têm feito (ex.: Dinamarca) e negue outras, lenientes e inconsequentes (ex.: Suécia), mas isto é outro capítulo, outra nota, outro pequeno artigo…

Agora comemorem e torçam para que a coordenação da seleção francesa seja a mesma inspiração para aplicação da lei e da ordem nos subúrbios franceses. Quem sabe o futuro distópico que os puristas tanto temem seja um mero delírio de pouca fé e esperança.

Anselmo Heidrich

18–07–2018

Hernando de Soto e a Propriedade

5/6 da humanidade compreendidos pelos países ex-comunistas e países subdesenvolvidos não alcançaram o sucesso dos países capitalistas na geração de capital, mas:

“Por que no mundo em desenvolvimento as pessoas respeitam contratos e honram compromissos relacionados com a propriedade, acordados por elas e seus vizinhos, e ao mesmo tempo não respeitam aqueles que tentam lhes impor seus governos? Por que as pessoas aceitam assumir responsabilidades individuais dentro desses contratos sociais extralegais ao mesmo tempo em que se afastam – ou resistem a aceitar – as leis que seus governos desejam impor?” (p.13).

Hernando de Soto nos ajuda a compreender porque as leis que apoiam o capital não são tão diferentes da moeda. A chave do sucesso se estabelece, fundamentalmente, numa relação de confiança. Em suas palavras:

“Não é sua própria mente que lhe confere direitos exclusivos sobre um determinado ativo, mas outras mentes pensando em seus ativos no mesmo sentido em que você o faz. Por isso, a propriedade em qualquer de suas formas é um conceito construído a partir do consenso de muitas mentes pensando em seus ativos no mesmo sentido em que você o faz. Por isso, a propriedade em qualquer de suas formas é um conceito construído a partir do consenso de muitas mentes sobre como e por quem as coisas são possuídas; por isso a propriedade é uma trama de relações que propicia a criação de capital” (p. 14).

 

SOTO, Hernando de. O Mistério do Capital. Rio de Janeiro: Record, 2001.

Apelos Ambientalistas

VC RECEBE UM APELO + OU — mais ou menos assim “meu nome é Fulano de Tal dos Santos. Sou da comunidade camponesa da Puta Que Pariu, estado da Pôrra do Caralho. Lutamos para salvar o Cerrado…” Êi! Mas vc por acaso sabe qual é a origem do Cerrado e como ele pode ser ANTI-NATURAL?!

Alguém tem ideia de que o Bioma do Cerrado pode ter sido resultado de manejo ambiental feito pelos próprios indígenas e, portanto, nada natural do ponto de vista biogeográfico, mas sim obra de manejo ambiental, ainda que tecnologicamente primitivo? Pois é, esta é uma das teorias sobre a origem e formação do Cerrado. Assim, não sendo natural por que deveríamos achar que ele deve ser protegido na sua forma atual? Claro que não estou aqui advogando sua completa extinção ou alteração irreversível, mas sim lançando um justo questionamento, por que deveríamos nos posicionar in limine contra qualquer alteração do ambiente natural quando se sabe que muito deste é, exatamente, fruto desta alteração de séculos ou milênios? Em geral, as pessoas não procuram se questionar sobre o que isto significa, nem sobre o que é ou não ‘natural’.

Dias atrás recebi uma saraivada de mensagens no grupo de WhatsApp da rua. Criado com o intuito de resolver problemas locais ou como instrumento de segurança, sua maior atividade é, como não poderia deixar de ser, falar da vida alheia. E o morador do fim da rua, que se notabilizava por plantar árvores e arbustos até no meio do passeio para impedir tráfico, presença de estranhos e consumo de drogas em área de preservação ambiental reclamou que um novo vizinho as cortara. O relato dele não foi perfeito, pois sou como “o novo devastador que está se mudando para cá está destruindo tudo que plantei ao longo de dez anos”, mas conheço o sujeito e sei que ele cultivou isto tudo muito além de sua propriedade e o fez, inclusive, em via pública prejudicando a passagem.

Agora, já faz quase uma semana que caminhões vão até o fim e voltam carregados de terra. Daí começou o pavor “vão construir uma pousada, acabou nosso sossego, é proibido, precisa de licença etc.” Ao nos inteirarmos, soubemos era um casal de estrangeiros, supostamente franceses, mas na verdade holandeses e daí tudo pareceu fazer sentido, holandeses são um dos povos que mais mexem e alteram seu habitat. Totalmente sintomático que o sujeito venha e em sua propriedade a altere, adaptando a suas condições de vida. Como vivemos em um município onde 45% são área de preservação, em que não se permitem construções, na área restante ainda há quem ache um pecado que se adapte a terra a suas condições de permanência. Como aqui há muitos insetos, principalmente formigas, os holandeses reviraram-na para tocar inseticida. E daí, mais drama “e nosso lençol freático? ainda bem que não tenho poço?” Mal sabem que os produtos que utilizam uma ou duas vezes por mês em seus jardins afrescalhados para evitar ervas-daninhas também podem ser descritos como ‘agrotóxicos’ e que há medidas para sua utilização. Enfim, a obra está a toque de caixa e estou muito curioso para ver como ficará.

De onde vem isso? Essa mentalidade de que tudo que é natural é necessariamente melhor? Ou melhor, o que vem a ser esse natural? A primeira conferência mundial sobre meio ambiente — a Eco ’72 — se realizou em Estocolmo e o foco era claro, a superpopulação, seja lá o que isso signifique… Não, não dá para dizer simplesmente que é uma grande população que não consegue ser devidamente suprida pelos seus recursos naturais, pois se isto vale para Bangladesh, não é o mesmo com o Japão, só para citar dois casos conhecidos. Mas creio que isto é ainda anterior, pois quando se institui uma conferência mundial é porque já houve uma evolução da comunicação e da cultura para se chegar a um consenso, seja ele cientificamente errado ou não. Veja que isto quase aconteceu com a ideia de Aquecimento Global Antropogênico, mas já está sedimentada no imaginário popular dos países mais urbanizados que a humanidade é destruidora. E agora há pouco acabei de mencionar uma palavrinha que diz muito sobre isso, urbanizado.

Em O Homem e o Mundo Natural, Keith Thomas mostra como, justamente, em uma época de primórdios da urbanização na Inglaterra Vitoriana, os poetas e contistas traçavam perfis de sociedades lúdicas e ainda não corrompidas, algo que já era senso comum sobre o mal que adquirimos ao viver e conviver com nossos semelhantes. Esta visão era um tanto arrojada, pois contradizia a determinação natural e a racialização na explicação do desenvolvimento dos povos. Então, o que temos é um preconceito alardeado que surgiu para combater outro. É como se à determinação e visão de destino irredutível surgisse outra pautada no voluntarismo dos indivíduos e comunidades, mas ao invés deste produzir um otimismo em anos mais recentes serviu para asseverar nossos erros como se a superação deles não fosse prova de nosso sucesso enquanto espécie e sim uma linha regular de desgraças.

Bem… Talvez ter que ler vários comentários de ignorantes em redes sociais seja mesmo um castigo dos deuses.

Anselmo Heidrich

01/07/2018

Chutes e Lágrimas

Por que o choro do zagueiro iraniano Morteza foi visto como símbolo de desabafo após um esforço descomunal no jogo contra Portugal (25/jun), enquanto que o craque brasileiro Neymar fez a mesmíssima coisa no jogo contra a Costa Rica (22/jun) não tendo a mesma aceitação (fontes das imagens: sabedenada.com; blogs.oglobo).

Em um jogo decisivo para as oitavas de final da Copa da Rússia, Portugal e Irã se enfrentaram dois dias atrás. Ao final da partida, com placar empatado em 1 a 1, o zagueiro Morteza Pouraliganji,[1]da seleção iraniana desabou em um choro compulsivo, no que foi consolado pelo também zagueiro Pepe, brasileiro naturalizado português. Pouco se sabe da vida pessoal de Morteza, além de que nasceu na cidade de Babol há 26 anos atrás e, apesar de solteiro mantém foto de um bebê em seu Instagram a quem chama de filho. Como não se solidarizar? Mas o futebol, assim como a vida não é feito de “justiça” e, sim de trabalho, determinação, talento e, claro, pelo acaso que, no caso costuma se chamar de sorte. O certo é que há mais elementos em campo que possam determinar um resultado do que toda retórica disponível no melhor livro de autoajuda._

Três dias atrás outro jogador, bem mais famoso também caiu no choro, mas não por nenhuma derrota e sim pela vitória suada. Neymar da Silva Santos Jr.,[2] natural de Mogi das Cruzes, SP, com vida social devastada pela mídia e redes sociais foi alvo de críticas severas, inclusive de cunho pessoal, com direito até as análises de especialistas sobre a veracidade de seu choro. Alguém tem uma explicação de qual a diferença entre um caso e outro? Qual a legitimidade das lágrimas do iraniano e não do brasileiro?

Isto me lembra aquelas manchetes quando algum rico bêbado atropela e mata um inocente:

PORCHE ATROPELA E MATA TRÊS TURISTAS EM CIDADE DO LITORAL:

Testemunhas disseram que carro subiu a calçada em alta velocidade na noite de Ano Novo

Há um problema com a autoria aí, não foi o bêbado, mas o carro e um carro caríssimo. Isto serve como aditivo à raiva e o sentimento de justiça agrega componentes de ressentimento e inveja. Afinal, qual a importância da marca do carro? Imagine uma manchete assim, então:

UNO MILLE ATROPELA E MATA TRÊS TURISTAS EM CIDADE …

Alguém liga se é um carro 1.0?

Então, a analogia… Por que as lágrimas de um jogador despertaram simpatia e as de outro exatamente o contrário?

No fundo, não toleramos que alguém tratado como semideus possa se comportar como uma criança mimada. Ele tem que ser um herói… É como se a nação buscasse ansiosamente por isso, um líder. E anote aí: esta merda irá se refletir nas eleições.

Não ligo para suas frivolidades, não me importo se foi um garoto pobre que hoje nada no dinheiro, assim como não ligo se ele simboliza meu país, pois tenho certeza que não simboliza. Nem mesmo heróis simbolizam nosso país. Mas heróis existem? Sim, mas quem são esses heróis? Se nos importarmos realmente com eles, sombras atravessam nossos corações toda vez que um se vai. Seja ele um bombeiro em serviço, um professor que ao final do dia sente um vazio, um comerciante que não consegue equilibrar suas contas ou uma bailarina que torceu seu pé. Então, por que apenas um deles deveria me chamar mais atenção?

Agora, a questão que talvez seja mais importante é por que precisamos de heróis? Para restabelecer valores, talvez… Entendo a necessidade de valores que vão além do egoísmo, mas se personificamos estes valores em alguém, a tendência natural é defender a celebridade que os encarna mesmo que cometa erros. Pois não estamos mais no campo da racionalidade – todos nós erramos –, mas sim submissos a um domínio carismático. Essa alta demanda por salvadores, heróis e mitos pode levar o país a algo mais no futuro e não necessariamente algo bom. Estou indo longe demais? Então pense: a carga emocional em torno do detento de Curitiba não morreu, apenas se deslocou para outro, noutro papel, mas se os opositores deste símbolo adotarem a mesma estratégia? Então não teremos uma luta entre Razão Vs. Emoção e sim Fanatismo (de coloração X) Vs. Fanatismo (de coloração Y). Em suma, um armagedão nacional. Se um povo abandona os princípios econômicos e de interesse próprio para substituí-los por slogans e símbolos estamos mais próximos de sermos massa de manobra do que jamais estivemos.

Cuidado. Se empolgar com estas cenas pode nos fazer esquecer os chutes que fazem parte do jogo. E depois de levar uma bica, no jogo da vida real não vai ter árbitro de vídeo nenhum para nos compensar. Bem, veremos se hoje o garoto controlará sua raiva ou se deixará levar por ela desabafando ao final da partida. Partida… Pois até a chegada muitas águas rolarão e só espero que não sejam de lágrimas.

Anselmo Heidrich

2018-06-26

 

[1] Seu ganho anual estimado é de US$ 150.000. Morteza Pouraliganji Bio-salary, net worth, child, relationship, career, bio, affair, girlfriend https://playerswiki.com/morteza-pouraliganji.

[2] Seu ganho anual estimado é de US$ 34.964.816,68. Salário anual de Neymar no PSG será quarto maior da história  |Esportes O POVO https://www.opovo.com.br/esportes/futebol/2017/07/salario-anual-de-neymar-no-psg-e-quarto-maior-da-historia.html.

Trump, imigrantes e o assédio à garota russa

Fonte da imagem: Notícias ao Minuto Brasil - Brasileiros são acusados de machismo e assédio na Copa do Mundo noticiasaominuto.com.br via @noticiaaominutobr

Tive um colega professor de História, diretor do SENAI em Santos, SP lá pelos anos 90 (onde trabalhei no Anglo por 7 anos) e ele expulsou, veja bem, EXPULSOU um aluno do curso técnico no ÚLTIMO ANO. Vou deixar bem claro para que todos entendam: o cara, diretor do Senai expulsou um aluno no último ano de curso técnico às vésperas da formatura do infeliz. Por quê? O aluno colocou minhocas, ele teve a manha de comprar minhocas e jogar na panela de macarrão do restaurante em que os alunos iam comer. Daí perguntei ao meu colega, um corôa cerca de 20 anos mais velho que eu (eu tinha 20 e poucos anos a época) por que ele tinha feito isso e a resposta foi esta, nunca me esqueço: “como vou deixar um cara desses trabalhar na indústria, qual a MINHA RESPONSABILIDADE em deixar um sujeito desses entrar na indústria”. O mais bizarro é que a galera que está se dividindo agora em Esquerda condenando o ato “machista” e Direita acusando atores globais de hipocrisia com relação à idiotice de um grupo de brasileiros na Rússia ao enganar uma moça não estão focando no caso em si, pode um funcionário público, ainda mais policial dar este exemplo? O que vai acontecer? O cara vai voltar para SC, vai subir a serra, vai tomar alguma sanção administrativa da corporação, cujo tribunal é militar e deu pra bolinha, só isso. Nosso país é desigual e injusto sim, mas não em relação a renda, pois isto tem outras causas que não se relacionam à Justiça. Nosso país é injustamente desigual devido à aplicação da Lei.

Aqui, eu esclareço mais estas questões que põem em divisão algo que deveria ser consenso porque o que realmente importa a essa gente não é o caso em si, seja ele o referido assédio na Rússia feito por um grupo de otários ou o tratamento dado aos imigrantes ilegais pela administração Trump:

Anselmo Heidrich

 

Fanáticos e Fracos

 

Look in my eyes, what do you see?
The cult of personality
I know your anger, I know your dreams
I've been everything you want to be
I'm the cult of personality
Like Mussolini and Kennedy
I'm the cult of personality...
Like Joseph Stalin and Gandhi

I'm the cult of personality

The cult of personality, Living Colour

O problema em se cultuar alguém ou algo é a crença em sua infalibilidade. Pior, mesmo que acidentes de percurso ocorram se fará de tudo para desviar atenção ou foco dos problemas para não admitir nenhum erro de seu objeto de culto. O fã político ou fanático é, por excelência, pior, muito pior do que seu ídolo que, muitas vezes, é alguém politicamente pragmático utilizando todas suas armas para se eleger ou reeleger. Tivemos exemplo recente nesta Greve dos Caminhoneiros… Candidatos ao cargo máximo do país, a presidência da república que deveriam dar exemplo de ponderação e calma nas palavras proferidas preferiram pôr gasolina na fogueira, já que esta faltou nos postos de combustível.

Sim, eu estou me referindo à Jair Bolsonaro, a quem já demonstrei apoio, mas que nesse caso se revelou despreparado e sujeito à influência e calor do momento querendo e propondo pressionar este governo federal para ceder aos anseios dos grevistas sem nem sequer se perguntar se:

  1. O movimento grevista tinha propostas coerentes e sustentáveis?
  2. Havia um compromisso das partes em acatar soluções mediadoras, ainda que incompletas?
  3. Não havia manipulação com fins eleitoreiros ou políticos por detrás dessa greve?

O que eu também não entendi foi o papel de dois economistas ligados ao candidato, Paulo Guedes e Adolfo Saschida que nada fizeram ou se fizeram, foram inócuos para influenciar o candidato a uma postura mais razoável. Sinceramente, se são liberais deveriam explicar, minimamente, o que ocorria no setor de transportes, na produção e distribuição de derivados de petróleo e nas distorções de mercado provocadas pelo PT para saber se havia como proceder diferente. O problema que ele, assim como muitos acreditam, ingenuamente, que a conta da corrupção, por maior que seja, seria suficiente para compensar o déficit no setor com mais subsídios, caso estes valores fossem ressarcidos ou a torneira dos desvios fosse fechado. Não, não era suficiente, não é e nunca foi, por mais danosa que seja essa anomia social. Assim como os gastos públicos indevidos, imorais, mas infelizmente legais que oneram nosso erário com a conta da previdência social que se torna cada vez mais insolvente. Tudo isto teria que ser explicado, didaticamente, ao candidato em uma hora ou mais antes dele sair dizendo besteira em um vídeo de What’sApp. Mas não, rápido para julgar, devagar para entender como um aldeão participando de uma caça às bruxas, o mito arrebanha seguidores tão desprovidos de raciocínio e lógica quanto ele próprio.

Agora pense no seguinte: em outubro essa peça é eleita e no ano seguinte, a máquina pública brasileira cada vez mais insustentável não consegue honrar seus compromissos e o mito se liquefaz tendo que enfrentar mais greves e movimentos pleiteando Intervenção Militar! O que faz esse figura? Vídeos pedindo calma e compreensão para depois outros prometendo combater os agitadores para depois outros acusando os movimentos de terem infiltrados para depois acusando os próprios movimentos para depois propor uma repressão geral por absoluta inépcia desde o princípio. Agora vem o pior, o que farão seus fãs-fanáticos? Negarão, negarão e enrolarão dizendo que tudo é culpa da mídia, da Globo, de George Soros, da conspiração, dos poderosos globalistas aliados com a Esquerda Mundial, a ONU e toda sorte de bobagens que já vem sendo destilada por essa direita burra e acéfala que se esforça por superar sua contraparte de esquerda que já ganhou vários prêmios na capacidade propor o atraso. 

Só te digo uma coisa bolsominion, não diga que eu não te avisei. Essa postura arrogante, imediatista, burra e fanática de vocês poderá trazer o caos sim. E aí, com apoio do General Mourão e a possível oposição do sensato Comandante Geral das Forças Armadas, o General Villas-Boas podemos ter o nosso maior pesadelo: o Exército dividido. Nestas horas, eu que sou um velho ateu só posso rezar para eles permaneçam unidos e ponham este afobado nos trilhos, como fez Mourão ao comentar a desordem que tomava conta do país. Menos mal… Se Bolsonaro não ouve seus economistas — ou esta dupla não serviu pra nada –, pelo menos se arrepiou com as palavras do General e fez um outro vídeo apaziguador, pedindo calma aos caminhoneiros, que não destruíssem o país, apesar deles terem razão(!).

Esse fanatismo, essa adoração, essa falta de senso auto-crítico esconde o quê? Uma fraqueza, um horror à política que, por pior que seja ainda é o caminho, único possível para resolvermos nossos problemas comuns. Esta ânsia de que um xerife todo poderoso venha resolver rapidamente os problemas, com requintes de truculência para regozijo da patuleia tem tudo a ver com quem não tem a paciência do leitor, mas de quem espera uma pílula para dormir e acordar bem no dia seguinte com todos os seus problemas resolvidos. Só que neste caso vai acordar em um pesadelo quando discursos, lágrimas e louvores ao hino nacional não bastarem para encher pratos.

Difícil, né? Está achando isso agora? Veremos como ficará depois… Eu só lamento muito que o voto impresso não tenha sido aprovado. Pois se Bolsonaro perder as eleições seremos obrigados a ouvir ad eternum que houve fraude e até nisto a Nova Direita Brasileira fará páreo à nossa Esquerda Paleolítica que travou o disco no discurso do “golpe”. Haja…

 

Anselmo Heidrich

08/06/2018

Duas Questões e Uma Esperança

Anselmo Heidrich

Alguns dias atrás meu filho (6 anos) me fez uma pergunta, daquelas difíceis de responder, “pai, quem construiu o planeta?”

— Bem, ele não foi construído… Quer dizer, ele foi, mas não por alguém. Ele surgiu. Alguns acreditam que por uma explosão que começou tudo, o planeta, as estrelas, as galáxias.

Seu rosto era uma dúvida estampada.

— Mas alguns acreditam que alguém, um ser superior fez ele, aliás fez tudo. Eu não acredito nisso, mas muita gente acredita. Ian, esta é uma dúvida que tu vai levar pro resto da vida ou não, não sei. Tu mesmo vai ter que procurar uma resposta.

E, obviamente, eu não pensava só no planeta. E me empolguei…

— O problema é que se alguém o construiu, quem construiu ele, o que existia antes?

Claro que não ajudei muito, mas sei que não extingui sua vontade de conhecer mais sobre o assunto, ainda mais conhecendo meu guri. Em tempo, isso seria só o início.

Alguns anos antes, nós andávamos pelas ruas, uma das típicas servidões de Florianópolis que, para quem conhece sabe como são péssimas vias, cujo status permanece assim porque isenta a prefeitura de cumprir suas obrigações com as devidas melhorias para as quais somos onerados com impostos, taxas, “contribuições” e mais novos impostos e taxas. Daí, o rapazinho me diz:

— Pai, quem cuida da rua?

— A prefeitura…

— O que é “prefeitura”?

— A prefeitura é um órgão… Quer dizer, algo que a gente cria para cuidar da rua, posto de saúde, escola. Tem escola que é diferente da tua, quem cuida é a prefeitura.

Daí ele olha para o chão e vê terra, pedras soltas, outras eclodindo da terra como ovos de tartarugas, pasto avançando pelas laterais, lixo sem recolhimento, galhos entremeados aos cabos telefônicos, muros que não deixam nem 30cm do meio fio, quiçá os 4m estipulados em lei etc. e mantém aquele semblante que se repetiria anos mais tarde com a astrofísica e a origem do universo.

— Mas, ela não está assim…

Cuidada, ele pensou.

— É… Deveria, mas isso não funciona bem aqui, no nosso país, mais ainda na nossa cidade. Nós poderíamos arrumar tudo isso aqui, ainda mais se não pagássemos nada pra prefeitura que não faz nada aqui. Mas acho que um dia muda.

# # #

Uma resposta foi bem mais vaga, mas esperançosa, já na outra terminei pregando a esperança, apesar de sua evidente falta de inspiração. Com o tempo percebi que quanto mais difícil é explicar algo para uma criança é porque existe algo de errado ali.

Incêndio em São Paulo: a Responsabilidade dos Movimentos Sociais

Alguns excelentes comentários coletados na Internet sobre o edifício que desabou com moradores trancafiados no Largo do Paissandu, centro de São Paulo:

 

Algumas informações sobre a invasão do Edifício Wilton Paes de Almeida, em São Paulo, que desabou na madrugada de hoje em decorrência de um incêndio:

– Famílias pagavam ALUGUEL no valor de R$150,00 a R$400,00 aos coordenadores do Movimento de Luta Social por Moradia (MLSM). Quem atrasava o pagamento, era expulso do local.

– O fornecimento de água só ocorria na madrugada, sob fiscalização dos coordenadores.

– Uma das regras da invasão era a proibição da entrada e saída de pessoas a partir das 19h. No local, havia um coordenador que trancava a porta principal do prédio. Um cárcere privado, basicamente.

– No momento do incêndio, a porta principal estava trancada e o tal coordenador não deu as caras. Um dos moradores quebrou a porta e só assim, o restante das pessoas puderam se evadir do local.

– Falando em coordenador, haviam dois deles na invasão. Quando o fogo começou, eles fugiram em >carros<, que estavam estacionados na garagem do próprio prédio.

– Este post está sendo publicado às 14:34 e até o momento, o prefeito e o governador de São Paulo e até o Presidente da República estiveram no local, mas NENHUM representante de qualquer movimento social compareceu no local. Mas o Guilherme Boulos já soltou notinha no Twitter.

No final das contas, descobrimos da pior forma possível como um movimento sem teto pode ser rentável para os seus líderes, que estão cada vez mais gordos e com iPhones da última geração na mão, fazendo lives no Facebook a fim de mostrar como o socialismo é bom e que o Lula é inocente.

Enquanto isso, famílias perdem tudo e seus parentes morrem nos escombros.

Parabéns a todos os canalhas envolvidos.

M.

 

Em virtude do último post publicado por mim, que trouxe uma imensa repercussão inesperada (ainda bem!), trago aqui as fontes solicitadas de tudo o que falei na publicação mencionada para que possam consultar e comprovar tudo o que escrevi (para enfiar onde quiserem o papo de que publiquei “fake news”). Há links com outras informações também:

– Famílias pagavam aluguel de R$150,00 a R$400,00. FONTE: https://veja.abril.com.br/…/moradores-de-predio-que-desabo…/ / http://sao-paulo.estadao.com.br/…/geral,moradores-do-predio…

– Fornecimento de água só ocorria de madrugada, portão fechado às 19h e morador que arrombou a porta durante o incêndio. FONTE: https://m.oglobo.globo.com/…/moradores-de-predio-que-desabo…

– “Se você não pagar a contribuição, esses caras pegam você na madeira”, diz morador. [vídeo do SBT, by Gabriel Pinheiro] FONTE: https://twitter.com/GABRlELPlNHE…/status/991465830759256069…

– Coordenadores tiraram os carros da garagem e se evadiram do prédio logo após o início do incêndio [relato em vídeo de um morador] FONTE: http://g1.globo.com/jornal-nacional/edicoes/2018/05/01.html…

– Como funciona a indústria da ocupação em São Paulo: https://www.oantagonista.com/…/como-funciona-industria-da-…/

Pronto. Aí estão as fontes solicitadas. E na foto abaixo, o recibo de uma das famílias dos aluguéis pagos para os coordenadores da invasão.

No momento deste post, a publicação anterior ultrapassa as 20 mil curtidas, 16 mil compartilhamentos e os 4 mil comentários. E da hora do post até aqui, apareceram mil novos seguidores neste perfil.

Tenho recebido diversos elogios pelo texto e agradeço. Críticas também, o que é normal. No entanto, vários comentários são ofensivos e caluniosos, e eu já estou em comunicação com o meu advogado para verificar esses comentários e, se for o caso, acionar os responsáveis judicialmente. (Até ator da Globo me xingando rolou).

Aceito tranquilamente as críticas, mas calúnias, difamações e ofensas JAMAIS passarão numa boa.

No mais, agradeço a todos por novamente, acreditarem no meu trabalho e comprometimento com os fatos ocorridos.

Que Deus abençoe vocês e interceda pelas vítimas dessa triste tragédia.

Nando Castro

 

SERÁ?

 

1) Dono de prédio que não consegue mais alugar suas unidades tem prejuízo para manter seu imóvel desocupado.

2) Ele convida uma ONG de sem-tetos para invadirem seu prédio.

3) Sem-tetos invadem prédio vazio e entram com pedido de usucapião.

4) Prefeitura declara prédio “de interesse social” e o desapropria mediante pagamento de indenização para o proprietário.

5) Proprietário entra na Justiça para revisar o valor da indenização e ganhar mais.

6) Sem-tetos vão ficando e transformam o prédio invadido em mafuá.

7) Corpo de Bombeiros vistoria o imóvel e decreta que ele não tem condições de moradia e que pode sofrer incêndio a qualquer momento. Desocupação é recomendada.

8) ONG de sem-tetos levanta liminar na Justiça para deixar moradores no prédio condenado.

9) Quando não pega fogo ou desaba, prédio é finalmente “comprado” pela Prefeitura, que o doa à ONG invasora por convite.

10) Indenização é paga ao antigo proprietário, que racha a bufunfa com a ONG.

Parabéns! Você acaba de aprender como funciona a indústria das ocupações, que somente na região central de São Paulo já possui cerca de 150 prédios.

Victor Grinbaum

 

 

Pra não dizerem que sou radical e não apoio movimentos sociais, vou dar uma dica ao MTST. 
Existe um imóvel de 400m², instalado em um terreno de 720m², desocupado, na Rua Paula Ney, 446, Vila Mariana-SP, avaliado em mais de 2.800.000 reais. 
A construção, da década de 70, faz parte do espólio do pai de um rico médico infectologista. Um legítimo membro da burguesia, da elite. 
Esse médico, por acaso, é o Dr. Marcos Boulos, pai do “sem-teto” Guillherme Boulos, o socialista nascido em berço de jacarandá que vos manobra. Mas ele não vai se importar. Afinal, é contra a propriedade privada. Não é? 
Tudo em nome da “revolución”!

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