Tenho que conferir sobre o cara (Tedros Adhanon), mas uma coisa que eu gostaria de saber é como a OMS atua, pois quando andei analisando alguns dados sobre estupros veiculados por ela vi que o órgão não os coletava, mas apenas repassava o que os diversos governos filiados à ONU já tinham. Assim, como pode a Suécia ter um índice de estupros maior que a Nigéria? Porque na Suécia, por muito pouco, uma insistência e uma denúncia, um estupro já é configurado, mas na Nigéria, relatos de policiais que abusaram de suspeitos nem são considerados, mas se sabe que ocorreram por relatos de entidades que trabalham nesses países.

Esse preâmbulo é pra dizer que a OMS não está lá com fiscais nesses países, então se o governo (ditatorial) chinês diz uma coisa, quem é que vai lá dentro confirmar sem autorização de Pequim? Daí que culpar a OMS por isso é como culpar uma Secretaria de Ensino Municipal ou Estadual porque um professor lá na escola de Tapera falou que “Che Guevara era um homem santo e todos deveríamos seguir seu exemplo”. O que se pode (e deve) fazer é apurar a veracidade dos fatos e depois, só depois, com testemunha e tal, ver se foi isso mesmo e tomar as medidas cabíveis (administrativas, em primeiro lugar).

Quanto ao sujeito, Tedros (diretor da OMS) ser “marxista”, tem muitas maneiras de se dizer assim. Pode ser como aquela colega médica que minha mulher tem e seu filho que estuda na escola de elite de Florianópolis e se vangloria de ser vegetariana e anda com sua sandália hippie-chic pra lá e pra cá se achando alternativa, ou seja, nada a ver com nada. Ou pode ser um cara que realmente tenta influenciar as políticas com sua visão, mas a questão é se ele, como médico, deturpa o diagnóstico por conta disso. Se não deturpa não está deturpando a medicina, este é o ponto. Então, da mesma forma, acusar os caras do referido estudo do Imperial College, o tal de Ferguson de ser “esquerdista”, como fez o Osmar Terra sobre toda a equipe, não quer dizer nada, se o método deles foi rigoroso como deve ser. Isso é que tem que ser apurado, estudos têm que revisarem e assim vai.

Raciocine, se para investigar instalações nucleares, após um acordo de desnuclearização entre estados TEM QUE se pedir permissão APÓS um acordo para este fim ESPECÍFICO, imagine se a OMS que nem é a ONU toda, apenas uma parte, uma seção, vai ter algum poder de entrar no país e fiscalizar. Claro que não. Agora, se ela omitiu, tem que ser PROVAR e não só acusar (com fins eleitoreiros) que foi INTENCIONAL ou NÃO.

Por outro lado, Trump ignorou por semanas o risco da pandemia e isto não é minha opinião, mas um FATO. Quem vai julgá-lo? O eleitor. Qual a maneira de faze-lo esquecer disso? Achar outro culpado.

Parece óbvio que o jogo de Trump é tirar o foco de seus erros e incompetência. Todo líder populista sabe que uma boa guerrinha contra um inimigo inventado e de ocasião desvia a atenção do povo ignorante e imbecilizado por um discurso hipócrita e patriota para acéfalos. “Nunca desperdice um boa crise política…”

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