“É muito intuitivo, mas não vai conseguir dar a guinada que o Brasil precisa. Ele [no governo] está prestando um serviço ao país. Depois vai ter de vir alguém com mais consistência para colocar o barco na rota. O presidente tem uma personalidade um pouco rebelde. Por um lado, pode ser bom. Por outro lado, tem esses inconvenientes. Ele teve o mérito de tirar o PT e ensejar uma mudança de ares no país. Entendo que esse governo, presidido por ele, está numa transição. Ele não tem um projeto”, admitiu.

Questionado sobre a atuação do presidente ante a crise gerada pela pandemia de coronavírus, Santa Rosa definiu: “Ele não tinha noção do problema. Agora, já faz um juízo mais adequado da situação e demonstra que tomou uma posição”, comentou. “É importante que ele esteja à frente de tudo, acho que já se recuperou dessa indecisão. Antes, foi uma espécie de imaturidade. Cabia ao presidente apoiar o ministro Luiz Henrique Mandetta e ajudá-lo a reforçar, validar o que ele estava fazendo, e não se contrapor a ele. Como ele [presidente] mostrou ambiguidade, e viu que não deu certo, caiu em si”, completou.

“Faltam consistência e discernimento estratégico” a Bolsonaro ante coronavírus, diz militar