A fórmula “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” se repete num eterno retorno da rebeldia de apartamento. A banda (de horrível musicalidade, diga-se de passagem) chamada Rage Against the Machine faz horas, fez um vídeo clip bem produzido eles alternam imagens tocando na New York Stock Exchange (NYSE) na Wall Street, com cenas de desgraças do III Mundo. Ao final são presos pela polícia nova-iorquina. Tudo bem produzido de encomenda para atiçar os hormônios de jovens púberes que também começam a se coçar para gastar com o cdzinho. Ocorre que sua gravadora era a Epic, subsidiária da Sony, multinacional bem capitalista.

Que jovens queiram extravasar sua fúria com rock, não vejo nada de mais, mas que sejam tão ingênuos de não verem as conexões óbvias de seus ídolos com o big business é enjoativo demais, assim como não perceberem que são suficientemente tolos.

Anselmo Heidrich