A causa dessa perturbação no regime de ventos ainda precisa ser estudada. Mas Aquino, especialista em conexões climáticas entre Antártida e América do Sul, diz que a diminuição no buraco na camada de ozônio na última primavera pode ter relação com isso.

Um dos efeitos do buraco é manter o interior da Antártida muito frio, criando uma diferença brusca de temperatura com os arredores que favorecem ventos mais fortes. O forte aquecimento da Terra, que aumenta a evaporação dos oceanos, pode ter injetado vapor d’água na estratosfera antártica em setembro do ano passado, inibindo a reação química que destrói a camada de ozônio.

“Em setembro e outubro tivemos o menor buraco no ozônio da história de nossas vidas”, diz Aquino. “Os ventos diminuíram de velocidade e ondularam.”

Como o calorão na Antártida e as tempestades no Sudeste estão ligados