Bióloga galesa contribui, de forma decisiva, para a criminologia com base em seus estudos sobre pólens:

“Se não fosse toda a minha experiência em hospitais, laboratórios, com a bacteriologia… Todas as coisas esquisitas e maravilhosas, todo o trabalho de campo arqueológico… Eu não poderia fazer o que faço hoje. Foi preciso ter esse passado bagunçado para fazer o trabalho de hoje.”

A investigadora que resolve crimes analisando o pólen das plantas

Esta é uma das muitas formas como a ciência básica tem que ser preservada e, como seu próprio nome diz, sem a qual, as ciências aplicadas, incentivadas por programas de fomento, como o atual “Future-se” do MEC, não vão longe.

Por outro lado, o que se entende por “ciência básica” não deve ser confundido com qualquer proselitismo acadêmico-político como vemos por aí e serve como justificativa para barrar projetos empreendedores ligados ao mercado nas universidades brasileiras.

Nesta discussão, bom senso e foco são de extrema importância. Isto parece ser esquecido por quem defende uma universidade autônoma, sem obrigação de prestar contas ao restante da sociedade e, no outro extremo, aos que acham que fomentar a empresa privada na sua visão de curto prazo é mais do que suficiente para pôr o desenvolvimento da sociedade nos eixos.