Um jornalista, que nunca ouvi falar, dá uma bola fora ao intuir que um entrevistado, pardo, fosse “catador de bolinhas” do clube em que estava sendo entrevistado. A internet caiu de pau em cima do sujeito que se defendeu, dizendo ter “origem humilde”. “RACISMO ESTRUTURAL!” bradaram, mas tão logo, o entrevistado foi reconhecido como um atleta de pólo aquático, sorrisos brotaram nas faces dos jornalistas e este tipo de preconceito é que passou batido… Tendo uma atividade “nobre”, o pardo ou seja lá quem for, passa a ser valorizado, de modo muito diverso do que se fosse um catador de bolinhas.

Trabalhos de limpeza e manutenção são essenciais nesses ambientes frequentados coletivamente e as opiniões de quem os executa deveriam importar, tanto quanto quem se diverte, treina e, independentemente, da tez de seu portador.

Anselmo Heidrich