Mas a coisa melhora, ou piora, na verdade, para Suleimani. Muitos de seus obituários dizem que ele liderou a luta contra o grupo Estado Islâmico no Iraque, em aliança tácita com os EUA. Bem, isso é verdade. Mas o que eles omitem é que o alcance excessivo de Suleimani, e do Irã, no Iraque ajudou a produzir o grupo Estado Islâmico, em primeiro lugar. Foram Suleimani e seus amigos da Força Quds que pressionaram o primeiro-ministro xiita do Iraque, Nouri al-Maliki, a expulsar os sunitas do governo e do exército iraquianos, parar de pagar salários a soldados sunitas, matar e prender um grande número de manifestantes pacíficos sunitas e, em geral, transformar o Iraque em um Estado sectário dominado por xiitas. O grupo Estado Islâmico foi a contrarreação. Finalmente, foi o projeto de Suleimani de tornar o Irã a potência imperial no Oriente Médio que transformou o Irã no poder mais odiado do Oriente Médio para muitas das forças jovens pró-democracia em ascensão —sunitas e xiitas— no Líbano, na Síria e no Iraque.

General iraniano morto em ataque americano era burro e superestimado – 05/01/2020 – Mundo – Folha

Baita texto, o melhor que li sobre o Irã nesses dias. Acesse o link, não perca.

a.h


Imagem Sardar Qassem Soleimani(fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sardar_Qasem_Soleimani-01.jpg