Na verdade, rir de si próprio ou da situação, quando ruim especialmente, é algo disruptivo. Uma vez li um texto desses caras que eram de esquerda, mas criticavam a esquerda, um tal de Jean-Pierre Dupuy (acho que era esse o nome), Introdução à Crítica da Ecologia Política em que ele avaliava a importância da brincadeira entre os símios para a evolução da inteligência. E o problema desse pessoal (veja o mesmo acontecendo com os bolsonaristas que censuram com ferocidade quem escarnece de seu “mito”) é que quando perdem este senso de rir dos outros e de si próprio só lhes resta o dogmatismo para atrair novos filiados. Veja que os primeiros a rodarem e terem suas cabeças a prêmio foram os humoristas, Gentili, Adnet etc. Com o tempo, isso será educativo, mas a um alto custo para os brasileiros, os extremistas bolsonaristas e olavistas terão o mesmo destino dos petistas: cairão em total descrédito, exceto para sua massa de fanáticos manipuláveis.

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