Fonte da imagem: https://www.flickr.com/photos/leonardosoares/2458572822

“Ele nunca teve uma chance. Seu primeiro erro foi procurar comida sozinho; talvez as coisas tivessem sido diferentes se ele estivesse com outra pessoa. O segundo, maior erro foi vagar muito acima do vale em uma área florestal perigosa. Este era o lugar onde ele se arriscou a correr com os outros, os do cume acima do vale. No início, havia dois deles, e ele tentou lutar, mas outros quatro se aproximaram e ele estava cercado. Eles o deixaram lá para sangrar até a morte e depois voltaram para mutilar seu corpo. Com o tempo, quase 20 desses assassinatos aconteceram, até que não restou ninguém, e os outros assumiram todo o vale.”

Assim começa a matéria em uma tradução livre “Este é o Seu Cérebro sob o Nacionalismo”, This Is Your Brain on Nationalism https://www.foreignaffairs.com/articles/2019-02-12/your-brain-nationalism?utm_medium=social&utm_source=twitter_cta&utm_campaign=cta_share_buttons via @ForeignAffairs, da qual só consegui ler três parágrafos (porque expirou minha cortesia), mas que já deu pra sacar que se trata de uma divagação em cima de uma pesquisa em biologia… O relato acima não trata de humanos, mas chimpanzés, com os quais partilhamos 98% do mesmo DNA. Logo, devemos ter muito mais similaridades comportamentais, o que está na base da afeição ideológica, o que inclui o nacionalismo e, obviamente, a religião.

Por isso, lutar contra o mesmo a partir de um ideal abstrato, o indivíduo é necessário enquanto paradigma, mas ingênuo se ignorada a ameaça real que surge do espírito gregário. Queiram ou não, ele existe e todo alerta é pouco. Quem já viu a massa insana agindo irracionalmente em um show, jogo, manifestação sabe do que somos capazes.

Anselmo Heidrich

08 mar. 19