Querem um Hulk gay, querem um Super-Homem andrógino, querem um Homem de Ferro currado, querem um Homem-Aranha michê? Não, eles querem mais do que isso, querem alterar a tua sensibilidade. Totalmente.

Mas quem são eles?

Essa matéria da BBC mostra a visão artística de quem está cansado ou se ofendeu com a “imagem sexista” dos super-heróis em quadrinhos:

BBC News — 100 Women: The artist redrawing ‘sexist’ comic book covers https://www.bbc.co.uk/news/entertainment-arts-45149478

Mas por “sexista” se entenda aqui um homem (ou super homem) másculo, por “sexista” se entenda aqui uma mulher (ou heroína) sensualmente feminina, atraente para a maioria dos homens. É como se a visão de um herói masculino efeminado também não fosse um apelo sexista, é como se a visão de uma heroína destituída de atributos que tornam uma mulher atraente fosse “não sexista” e pior, algo “justo” por si só. A Mulher Maravilha não pode mais ter curvas acentuadas e usar fio dental porque “A artista indiana Shreya Arora ficou chocada quando viu a imagem”. Ela diz:

“Para Hulk, a representação visual concentra-se em sua força. Para a She-Hulk, tudo o que vemos é uma ênfase na sexualidade”, diz Arora, que cresceu lendo histórias em quadrinhos.

Então, a sua solução é alterar esta percepção, tipo assim ó…

Não, ainda não é lei, mas quem quer apostar que ainda surgirá um maluco dizendo que “isso tem que ser levado em conta, que nossas crianças precisam optar, que precisamos educar e disponibilizar alternativas”, enfim que o gênero é uma construção social e tudo o mais? Exagero de minha parte? Então me digam o que acham disso:

Concurso da PM do Paraná tem quesito polêmico: masculinidade https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/08/13/concurso-da-pm-do-parana-tem-quesito-polemico-masculinidade.ghtml?utm_source=twitter&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

No meu entender, o edital não se equivoca em exigir masculinidade entendendo essa como coragem e determinação, mas o melhor seria colocar esses atributos já que o termo “masculinidade” não é consensual… Hoje em dia. O mesmo edital dizia que o candidato não deveria demonstrar interesse em histórias românticas e de amor, o que me parece uma besteira, pois agir contra o mal pressupõe valorizar o ideal de amor. Enfim, ele já foi retificado, mas se eu fosse mais paranoide diria que o brucutu que o escreveu quis mesmo ajudar na pauta LGBTI (não me perguntem o que é o “I” dessa porra de sigla):

A Aliança LGBTI e o Grupo Dignidade publicou nota afirmando que a exigência é um retrocesso discriminatório. Segundo trecho, “Fere a Declaração Universal de Direitos Humanos e a Constituição Federal Brasileira no que diz respeito à igualdade de todas as pessoas, além de estar na contramão dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ONU) em relação ao alcance da igualdade entre os gêneros”.

Cf. Concurso PM PR causa polêmica ao exigir masculinidade

Isso foi dar pano pra manga para essa hiper-sensibilidade afetada. E o ataque vem de todos os lados. Aqui em Florianópolis teremos uma exposição de tatuagens (até hoje) e, ao invés de chamarem atenção para a beleza artística das tatuagens em si, não! O que fizeram? Mais mimimi se auto-vitimizando:

O que esses hiper-sensibilizados devem aprender é que não, não somos preocupados com a sua cor de pele (deveriam dizer desenho, enfim…), mas fazem isto de propósito, para confundir racistas com preconceituosos com tatuagens, para ampliar o público anti-racista como adeptos de tatuagens e incrementar seu negócio. O que vemos é depois do capitalismo mercantil, do industrial e do financista, esses xaropes criaram uma nova categoria, a do Capitalismo Ressentido. Vá ter paciência assim nos infernos…

Acho que esse movimento cobrando uma postura “correta” na capa dos gibis será só o início e poderá por fim a liberdade artística que ainda existe nesse nicho. Muito preocupante! Aceitar que o homossexualismo existe é uma coisa, mas empurrarem a androginia como pauta obrigatória nas artes devido a uma “postura politicamente correta” é algo que todos nós deveríamos nos revoltar. Isso é o início do fim da liberdade artística que é o fim da liberdade de expressão. O que falta a esses canalhas agora que investem contra o traço nas revistas em quadrinhos?!

O que fazer? Ridicularizá-los, mas nunca tentar proibi-los. Isto seria, justamente, agir como eles querem que façamos. Isto, nunca.

Ah! Antes que eu me esqueça, essa é para você que é gay: tua liberdade e vida não deve ser da conta de ninguém, mas enquanto esses aproveitadores de causas políticas usarem seu modo de vida como instrumento, a população em geral irá identificá-los como parte dessa estúpida militância. Meu conselho: lute contra a imposição a seu modo de vida, mas o faça também contra quem quer usá-lo como massa de manobra fazendo com outros exatamente o que não quer que façam com você. Não aceite ser instrumento de causas escusas. 

Anselmo Heidrich

19–08–2018