Ucraina, parlamentari e ministri del regime in parata con i simboli delle squadracce naziste. Dove sono i mass media? – World Affairs – L’Antidiplomatico http://www.lantidiplomatico.it/dettnews-ucraina_parlamentari_e_ministri_del_regime_in_parata_con_i_simboli_delle_squadracce_naziste_dove_sono_i_mass_media/82_21792/

Eu já tinha lido sobre a influência e ligação dos ucranianos com o Nazismo. Isto não se justifica, evidentemente, mas se explica… Desde a Revolução Bolchevique que os ucranianos são submetidos aos russos. um antigo anarquista – Nestor Makhno – foi traído por eles após ter ajudado a derrubar o czar e os russos brancos – mencheviques. Durante o Pós-Guerra vigorou a máxima “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”, logo, os nazistas como inimigos dos comunistas (representados pelo poder russo) passaram a ser vistos com simpatia. Lembremos também que aquela área, em menor proporção do que o Cáucaso ou os Bálcãs sofre com o avanço islâmico que é a situação perfeita para o ressurgimento da xenofobia e ideias de pureza racial. Toda migração em massa leva a um tipo de reação xenófoba, mas quem misturou propositalmente os povos na antiga URSS? Se pensou em Stalin acertou. Esta era a chamada “política do liquidificador”, de misturar os povos acabando com suas antigas identidades tradicionais para criar o “novo homem” do comunismo, mas que na prática foi uma reedição da estratégia imperialista “dividir para reinar”. O que temos hoje é um reflexo do passado que tinha sido amortecido/ocultado nos anos de Gorbatchev e Ieltsin, mas que agora com o refortalecimento da potência sob os governos de Putin/Medvedev/Putin em que se (re-)marcou a presença da Federação Russa, não só na Ucrânia, mas também em outros países da periferia da antiga URSS que estão sob pressão de Moscou. O papel americano em sentido contrário é fazer exatamente a mesma coisa que fizeram durante a Guerra Fria e quando digo “fizeram”, não me refiro apenas aos EUA, mas também à URSS. Seja quando esta financiou os vietcongs contra os EUA na Indochina, seja quando os americanos financiaram os afegãos, particularmente o taleban (que apoiou Bin Laden mais tarde) contra os soviéticos. Este é o “Grande Jogo”, como era chamado durante a Guerra Fria e que durante alguns poucos anos tivemos a ilusão de que tinha sido deixado para trás. Só que agora com um detalhe nada desprezível, a entrada da China e de parceiros menores na corrida armamentista já “quase socializada” em termos de potencial nuclear (o difícil ainda é a balística de levar o artefato até o destinatário).

Quanto à participação de Israel neste imbróglio, eu não tenho conhecimento. Tenho sim de sua atuação em relação à Síria, contra o Irã etc. E quanto a participação do megainvestidor George Soros, também desconheço, mas me chama muito atenção que tanto Esquerda quanto a (Nova) Direita o tenham como inimigo comum. Isto tem uma explicação lógica para mim, suas operações financeiras requerem um enfraquecimento das soberanias e tanto no que vingou se chamar de Esquerda ou de Direita a partir do século XX é, fundamentalmente, estatista.

 

Bom dia,

Anselmo Heidrich