Entender o que se passa entre Polônia e U.E. é entender o dilema entre o nacionalismo das identidades europeias e sua integração político-econômica. E digo também ‘político’ porque nem sempre o carro chefe da integração é a economia, embora esta devesse ser de acordo com o que foi fomentado no antigo M.C.E. Como os atuais benefícios de se manter atrelado (e submisso) às determinações da U.E. não têm compensado tanto quanto outrora e o desafio que processos como o Brexit impuseram a mesma, mais um membro de peso, como é a Polônia divergir abertamente pode ser um duro baque pelo qual a organização irá ser julgada. E quando falamos em “nacionalismo”, especialmente no caso polonês não se pode esquecer da Igreja Católica, que naquele país não é uma simples organização não governamental, mas muito mais do que isto, atuando como uma verdadeira religião. E para quem conhece um pouco da história do país sabe que a Igreja esteve diretamente envolvida na resistência ao Nazismo e depois ao Comunismo. Sua atuação política é muito recente e forte. Portanto, não é simplesmente uma questão de não aceitar imigrantes e refugiados muçulmanos, mas o atual governo polonês põe em cheque a autoridade e ideologia reinantes na organização. Esta força religiosa-nacional-cultural pode representar uma guinada na tendência política atual no continente e aqueles, como a Alemanha que fazem coro à U.E. (na verdade influenciam-na) irão perder ao serem associados aos seus puros interesses econômicos em detrimento do bem-estar e segurança de outros povos europeus.

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Anselmo Heidrich