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4 – Jeitinho brasileiro

O tão comentado jeitinho brasileiro não fica de fora dessa lista. Latino-americanos, europeus e um sul-africano ressaltaram o lado bom dessa característica.

– Os brasileiros sempre acreditam que há um caminho para se fazer alguma coisa, e isso os leva adiante – aponta Werner Trieloff, 29 anos, contador sul-africano.

– Quando meus pais me visitaram no Brasil, pude perceber melhor como os europeus realmente se estressam quando algo dá errado. Já os brasileiros ficam tranquilos – conta a estudante Ana González, 22 anos, da Espanha.

O filósofo americano Allan Taylor, 26 anos, resume:

– O jeitinho brasileiro explica o sucesso de quase todo brasileiro no Exterior. A improvisação é a grande arte do brasileiro. Na música, por exemplo, como no chorinho ou no samba, há muito espaço para improvisar. Acho que é por isso que o americano não sabe dançar samba nem jogar futebol.

via Estrangeiros elogiam dez hábitos brasileiros | GGN

 

Este trecho aparece em matéria da coluna de Luís Nassif, um dos famosos blogueiros pagos pelo PT. Por que não me surpreendo? Mesmo que ele esteja ressaltando “o lado bom” do famoso jeitinho, nada vem de graça e o que pode ser uma exceção positiva frente a determinadas situações não deixará de ser utilizada de modo espúrio em outros porque falta o principal “hábito” para quem usa do “jeitinho”, o critério moral. 

Não se enganem, se há uma coisa que prejudica o país é o enaltecimento da cultura do malandro que está intimamente ligada ao clientelismo, marca da política brasileira. Hoje é um amigo que trabalha na administração municipal que te leva um trator para ajeitar a rua de terra batida, outro é um funcionário que adianta um processo no fórum e amanhã será o quê? Uma linha de influência política que favorecerá empresas que, por sua vez, participarão de uma mesada de dezenas de milhões para o congresso nacional. Não por acaso é em países com jeitinhos que a economia quebra, dezenas de milhões perdem seus empregos, aventureiros abrem empresas de faturamento bilionário no exterior, centenas de bilhões de reais são perdidos do erário e pior, os mesmos responsáveis saem impunes podendo ainda voltar eleitos como “salvadores da pátria”.

Este é o país do jeitinho, este é o país elogiado na coluna de Luís Nassif.

Anselmo Heidrich