Por Anselmo Heidrich

Um dos direitos básicos garantidos pelas constituições firmadas desde a Idade Moderna é o Direito de Ir e Vir. Trata-se de algo bastante óbvio para quem sabe da importância da liberdade, o ir e vir é a própria materialização da liberdade. Qualquer animal precisa disto para cumprir suas funções fisiológicas, para viver. Mas nem sempre foi assim… Imagine que você esteja na Antiguidade Clássica com grilhões que o mantém como um objeto a disposição de seu dono, seja para seus afazeres domésticos, seja para lhe servir com seu corpo ou mais tardiamente quando não se podia migrar de um feudo a outro com o fruto de seu árduo trabalho nas glebas que lhe foram destinadas produzir. Sim, o direito de ir e vir garantiu o capital, a riqueza e a troca de ideias que, em feedback incrementaram mais ainda o próprio direito. Então, quando um grevista, ativista dos “direitos sociais” deixa de atacar o relógio-ponto das fábricas para destroçar ônibus, ele está agindo diretamente contra a nossa liberdade, nossa economia, nosso sustento, nossa vida e de quem amamos. Quando um ônibus é queimado, quando um trem é parado é a vida de nossos filhos que está ameaçada.

Assim é que temos que interpretar isto:

Paralisações afetam transporte público das principais cidades do Brasil: http://epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2017/03/paralisacoes-afetam-transporte-publico-das-principais-cidades-do-brasil.html?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=compartilharDesktop

Ou assim, meia década atrás:

Greve no transporte público causa transtorno em 5 capitais – ISTOÉ Independente http://istoe.com.br/206361_GREVE+NO+TRANSPORTE+PUBLICO+CAUSA+TRANSTORNO+EM+5+CAPITAIS/#.WMqgR2-Xd10.twitter

Nada de novo, não? Afinal, isto ocorre praticamente todo ano. O que fazer, então? Negócio é o seguinte: se for serviço público, que se demita o grevista, se for privado, a empresa sabe o que deve fazer. Mas solução mesmo é liberalizar mais e mais formas alternativas de transporte para que a população não fique refém de máfias sindicais (me desculpe o pleonasmo).

Se eles querem direito à greve, não podem atacar nosso direito de ir e vir.