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Veja os nomes e histórias das pessoas mortas na crise de segurança no ES – GLOBO.com

Em cinco dias, violência no Espírito Santo gera 85 mortes – Valor Econômico

Cidades do Espírito Santo vivem clima de “estado de sítio”, paralisadas pelo medo da violência – EL PAÍS Brasil

E por aí vai, o que já nos acostumamos a ver aqui e ali, afinal o Brasil é tão grande que nos amortecemos com esses fatos como se fosse em uma realidade distante… Mas este é o erro, o grande erro, de achar que não estamos envolvidos, que não fazemos parte dessa estrutura e por que não dizer? Doença social, anomia, deterioração do “tecido social”, como queiram chamar, mas em uma palavra: barbárie.

Não dá para negar, nós estamos falhamos como sociedade civil organizada. Quando o caos, assassinatos irrompeu por uma simples greve, informal já que esposas de policiais é que protestam contra as condições de trabalho de seus cônjuges é porque nossa dependência do estado para garantir o direito básico, universal de defesa da própria vida se tornou total. Nossas vidas foram delegadas integralmente a um aparato jurídico e burocrático, cujas corporações policiais devem decidir se nos defendem ou não.

Ora! Ninguém nega que um policial militar (ou civil) bem treinado é, a princípio mais hábil do que qualquer um de nós para agir em defesa da vida, no entanto, não é porque, analogamente, existem bombeiros que deixaremos de ter extintores de incêndio como itens de segurança em nossos lares. Então por que diabos dificultar nossas vidas quando se trata de ter nossas próprias armas pessoais? Em que sentido o Estatuto do Desarmamento contribuiu para a melhoria de nossa segurança pública? Em qual mente doentia foi concebida a ideia de que um facínora preparado para matar que inundam nossas ruas ou que são periodicamente soltos através dos Indultos de Natal ou outros regramentos ridículos como esse irá depor suas armas por causa de uma Lei? Sinceramente, querer reduzir o crime de homicídio só tem uma solução repressiva, a penalidade certeira, como leis duras para quem usa uma arma de fogo (ou outra qualquer) indevidamente, mas punir quem é ordeiro, que nunca cometeu um crime sequer tirando seu direito natural à própria defesa é um acinte à razão, uma prova de que somos dirigidos e legislados por uma camarilha de déspotas que não ligam para nosso bem mais precioso: nossas vidas e daqueles que amamos.

O que acontece no Espírito Santo, as rebeliões em presídios no Amazonas, Acre e Rio Grande do Norte, o crescimento acelerado da taxa de crimes, inclusive homicídios no Rio Grande do Sul e situações crônicas como a do Rio de Janeiro e de resto, no Brasil inteiro são provas de que o estado sozinho não consegue controlar o que cidadãos armados tem obrigação de fazer: de se defender e defender a quem amam.

Podem ter certeza que estas tentativas de nos subjugar e nos deixar nesta fogueira que é viver nas cidades brasileiras irá crescer a um ponto insustentável e poderá atingir até aqueles que hoje se julgam intocáveis. E lamentamos que quem paga inicialmente são inocentes até que um dia os legisladores se sintam ameaçados e revertam o caos que ajudaram a criar.

Se não podemos resolver a incompetência que nossos representantes políticos produzem, não nos tirem a liberdade de nos defendermos.

 

RL