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Antes do resultado, João Dória já fazia o símbolo da vitória que olhando hoje, mais parece uma tesoura. É como se antevisse seu futuro… (Foto: Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo – 28.2.16).

Muita atenção ao que este político vem fazendo, de seu sistema não declarado de vouchers para a saúde pública a sua guerra contra os pichadores (que é a restauração da ordem da propriedade privada), o Prefeito de São Paulo tem feito muito mais e promete não só o avanço sobre o modo como se deve administrar a maior cidade do país, como também a busca de governabilidade junto à Câmara de Vereadores, o que sem isto corre sério risco de não ir para frente. Vejamos aqui na matéria da Exame:

Com a presença do prefeito João Doria (PSDB), a Câmara Municipal abre os trabalhos do ano nesta quarta-feira, 1º, às 15 horas, com a primeira sessão plenária desta legislatura, que não será diferente das últimas.

Assim como ocorreu durante os mandatos de Fernando Haddad (PT) e Gilberto Kassab (PSD), os projetos do Executivo devem dominar a pauta dos vereadores.

A principal missão da base aliada já está definida: aprovar o mais rápido possível os projetos de lei que liberam o pacote de desestatização de Doria.

A venda dos complexos de Interlagos e do Anhembi, assim como os planos de conceder o Estádio do Pacaembu à iniciativa privada, dependem do aval da Câmara.

Tarefa trabalhosa, em função da necessidade de realização de audiências públicas e duas votações em plenário, mas com boas perspectivas de sucesso.

Dos 55 parlamentares que compõem a Casa neste ano, só 11 devem fazer oposição – nove do PT e dois do PSOL.

Desde que foi eleito, Doria tem sinalizado que pretende mudar a relação entre Executivo e Legislativo. Ao longo de todo o seu mandato, Haddad foi criticado até mesmo por vereadores da base por manter-se distante da Câmara.

O tucano promete ser diferente e comparecer ao Palácio Anchieta a cada 30 dias para reuniões.

via Doria busca apoio da Câmara para privatizações | EXAME.com – Negócios, economia, tecnologia e carreira

Sinceramente, este prefeito ainda irá eleger candidatos à cargos maiores, se não for ele o próprio… Só tomemos cuidado para não vermos em um político – e “político bom” é, antes de tudo, um estrategista -, uma espécie de Messias. Mas, reiteremos, atenção ao belo trabalho feito até o momento.

RL