A situação é ridícula.Para um país, cujas ONGs ambientalistas clamam por uma defesa do meio ambiente, de seus grandes biomas, como a Floresta Equatorial Amazônica, a Floresta Tropica, Mata Atlântica, o Cerrado, a Caatinga etc., o descaso que se tem com o ambiente urbano é mais uma prova de que nossos militantes pelo meio ambiente vivem em um mundo a parte, como se suas vidas também não interagissem com o entorno. Mostre-nos alguma manifestação desses grandes grupos ambientalistas em torno da questão do saneamento básico para as grandes cidades. Desconhecemos. Já atendemos mais da metade dos municípios brasileiros (o que não significa, necessariamente, mais da metade da população), mas isto não quer dizer que a coleta corresponda ao tratamento da água também. Enfim, de acordo com os planos traçados deveríamos ter o tratamento total só em 2033, mas de acordo com os prognósticos feitos em função da crise (deflagrada pelo maior processo de corrupção do mundo dirigido pelo PT) só teremos a coleta total (lembrando que não significa tratamento) em 2054! Torçamos para que haja uma redução do crescimento populacional, uma desaceleração demográfica, pois assim, talvez só assim tenhamos chance de ter um meio ambiente urbano razoavelmente limpo e tratado.

A podre situação política do país não precisava ter reflexos tão materiais para a sociedade…

RL

Apenas em 2015 o país passou a contar com coleta de esgoto em mais da metade dos municípios atendidos com água, apesar do recuo dos investimentos em saneamento básico. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), produzidos pelo Ministério das Cidades e compilados pela consultoria GO Associados, o percentual passou de 49,8% em 2014 para 50,3% em 2015. Ao mesmo tempo, houve queda real de 9% dos investimentos em saneamento no período: caíram de R$ 13,9 bilhões em 2014 para R$ 12,7 bilhões no ano seguinte, considerando preços de dezembro de 2015.

No caso do esgoto tratado (que mede a relação com a água consumida), a taxa subiu de 40,8% em 2014 para 42,7% em 2015. Já o atendimento de água subiu de 83% em 2014 para 83,3% em 2015.

— Os dados são obscenos, claramente é preciso um salto para o saneamento básico. O desempenho é muito insatisfatório. Nesse ritmo, a gente só atinge a universalização em 2054 — afirma Gesner Oliveira, sócio da GO Associados e ex-presidente da Sabesp.

A meta do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) é universalizar o atendimento de água e esgoto até 2033. Para que esse objetivo fosse alcançado, diz Oliveira, seria necessário um investimento médio de quase R$ 20 bilhões (R$ 19,8 bilhões) por ano até lá. Na sua avaliação, no entanto, o atual quadro fiscal de União, estados e municípios exige ainda mais a entrada do capital privado.

— Há um constrangimento fiscal quase absoluto. Com orçamentos contidos e estados quebrados, não há condições de investir. É imperativo trazer o investimento privado — defende Oliveira.

via Saneamento avança a passos lentos no país – Instituto Millenium

saneamento-basico