vegana-chata
Mais que democracia direta, cidadãos suíços tomam em suas mãos, tarefas que nós delegamos ao estado (fonte da imagem).

Doido… uma vegana teve seu passaporte (que é um passo para reforçar a cidadania) na Suíça negado pelos cidadãos por ser considerada ‘chata’. A moça se destaca por seu radicalismo por fazer campanha contra os sinos colocados no pescoço dos animais, o que é uma antiga tradição aldeã (necessária, para quem leva gado pelas montanhas, uma questão de segurança, aliás). Ela alega que o som nos ouvidos dos animais é equivalente a de uma broca (britadeira?) e que causa queimaduras (!!!!).
Mas, o que mais me impressionou não foi o sectarismo da ativista, cada vez mais comum nos dias de hoje, mas sim o poder dos cidadãos suíços de negar passaporte e interferir em assuntos que estamos acostumados a ser de estado, exclusivamente feito por burocratas. E isto me leva à conclusão de como estamos viciados em uma linguagem equivocada… Quem interfere não são os cidadãos, mas o estado mesmo. É o direito deles decidirem quem querem que co-habite com eles e mais, se eu não estiver enganado, não conheço, não me recordo de nenhum atentado terrorista na Suíça, país que tem a 2ª maior densidade de armas (armas por km²) só perdendo para Israel, evidentemente, país conhecido por sua descentralização e democracia e notem, que nunca fez parte da União Europeia.

Cf. Left-wing vegan who moved to Switzerland is denied a Swiss passport because she is too annoying  | Daily Mail Online

RL