Quem? As empresas ou o estado? Este é um dilema de nossa era…

Information such as your Web browsing history, your geolocation logs and even the content of your emails offer service providers a rich source of potential advertising revenue. That data, along with your health and financial information, can also be sold to marketers and data brokers interested in building a profile of you as a consumer. The FCC’s rules restricted Internet providers’ ability to use and share this information, in what privacy advocates hailed as a historic victory.

But now the fate of those regulations lies in question as Republicans prepare to take control of the nation’s top telecom watchdog. Consumer advocacy groups vowed Wednesday to oppose the cable industry’s petition.

“Nothing in this election changed Americans’ fundamental rights, or their need for privacy,” said Matt Wood, policy director for Free Press, an advocacy organization. “The election only gave more power to the party that would seemingly rather side with Comcast and other cable lobbyists than with their own constituents.”

Opponents of the rules point out that the FCC’s regulation created an imbalance in the law: While Internet providers must (for now) obey the restrictions, nothing forces Web companies such as Google and Facebook to do the same. For the past three years, the FCC under Democratic leadership has repeatedly vowed not to regulate Web companies, giving rise to complaints by telecom and cable lobbyists that the FCC was biased in their favor.

via It’s begun: Internet providers are pushing to repeal Obama-era privacy rules – The Washington Post – Linkis.com

Muito interessante, que vai em desacordo ao senso comum (caricato) do brasileiro que analisa a política americana (Republicanos v. Democratas), para o qual Republicanos são favoráveis à desregulamentações e isto levaria (levaria…), inevitavelmente a uma maior liberdade individual presume-se. Não é bem assim, nem sempre é bem assim… Os republicanos querem por abaixo várias regulamentações da era Obama que defendem a privacidade de consumidores impedindo o comércio de dados de internet. Mas, do outro lado não há uma posição firme em nome da ética e privacidade, pois como pode o governo federal clamar contra a invasão e comércio de dados alheios quando ele invade contas de rivais políticos e outros chefes de estado, como foi o caso de nossa deplorável e miserável ex-presidente Rousseff? Dizer que as empresas invadem a privacidade de cidadãos enquanto se esquece o que a própria administração do governo Obama fazia é uma contradição, para não dizer hipocrisia mesmo. Mas tudo parece se resolver quando se invoca a chamada Razão de Estado. Ora! Se for assim, então que se justifique claramente o que é tal ‘razão’, bem conhecida dos brasileiros aliás, “para os inimigos, a lei, para os amigos, tudo” ou também “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.

E como este dilema se resolve? Com a redução do poder dos estados mundiais. Simples? Claro que não, pois certamente outras formas de poder preencheriam o vácuo deixado por eles.

RL