No artigo que segue, Walter E. Williams lida com uma questão pra lá de politicamente incorreta, somos desiguais, em que pese o desejo da Esquerda em querer nossa igualdade em absolutamente tudo. Veja, uma coisa é advogarmos a igualdade de direitos, mas eles não devem ser confundido com uma necessária igualdade nos resultados da aplicação desses direitos. Isto se refere à quase tudo, de brinquedos preferidos das crianças aos resultados em campeonatos esportivos ou desempenho intelectual. Mesmo que não nos conformemos com algumas limitações, não devemos (e este é o erro crasso) em torcer a realidade na base da letra da lei, ou seja, não adianta criarmos expedientes legais, como cotas ou outros quaisquer que sejam, como “nomes sociais” ou banheiros mistos para mudar a realidade comum à maioria das pessoas. Se você é um daqueles que acha que aí reside um autoritarismo (de uma sociedade machista, patriarcal etc.) não espere que todo pai ou mãe ache que é um dever seu entregar o mesmo tipo de brinquedo a seu filho ou filha, enquanto que na maior parte do mundo, em diferentes épocas e sociedades, suas preferências sempre foram claramente distintas. Ora! Se as sociedades reagiram de modo similar em contextos tão diferentes, por vezes díspares, o que elas devem ter em comum que determina gostos de meninas e meninas não é sua história, mas algo mais profundo e anterior, a Biologia. Agora, uma observação se faz necessária e que fique bem clara: isto não quer dizer que todos tem que se conformar aos ditames da maioria, como uma “ditadura branca”, mas sim da mesma forma que os padrões adotados não devem ser impostos a ninguém, mesmo que seja um desviante, a felicidade deste baseada em outros padrões de comportamento não deve servir de modelo, quanto mais lei para ninguém também. A única solução é a liberdade, para quem quer seguir um padrão global ou para quem se sente bem em não seguir o mesmo.

Cf. To the Left, Reality Is Just a Social Construct – LewRockwell

RL