URRA! Parabéns a Ruth Costa, a jornalista responsável pela matéria. Raramente leio algo que valha a pena em se tratando de ensino e educação. A matéria é concisa e completa. As razões alegadas para a falta de valorização ou excesso de diplomados no Brasil procede, desde nossa ridícula educação básica, escassez de formação técnica, analfabetismo funcional de graduados em cursos superiores no país, e a importante (e normalmente esquecida) consideração cultural de que falta uma postura de trabalho com respeito à hierarquia nas empresas. Esta última mereceria estudos antropológicos riquíssimos, caso tivéssemos mais cientistas e menos militantes ideológicos nas academias de ciências sociais no Brasil… No entanto, em sua defesa, eu também colocaria como dificuldade adicional para emprego deste pessoal, o desestímulo que existe para formação de atividade/negócio próprio no país, pois a demanda por profissionais de curso superior não deveria ser tanta quanto de técnicos de nível médio mesmo e tais profissionais acabam preferindo, por razões como estabilidade, segurança de seus investimentos empregar-se no setor público.