cannabis
Qual seria o efeito da liberação da maconha entre pacientes com transtornos mentais?

Um tema caro aos liberais e mesmo aos não liberais, como socialistas, mas que porventura levem em conta a liberdade como importante para nortear suas vidas e modelo de sociedade em algum grau que seja, são as drogas, seu uso e liberação. Em recente estudo britânico, com resultados inconclusivos, se sugere que pacientes de esquizofrenia são sujeitos a utilizar maconha (até como efeito terapêutico), mas o maior problema é que seu uso pode levar a agravar transtornos como a esquizofrenia. Veja aqui:

No novo estudo, pesquisadores da Escola de Psicologia Experimental da Universidade Bristol, no Reino Unido analisaram fatores genéticos que podem prever se uma pessoa é suscetível a usar cannabis e também sua suscetibilidade à esquizofrenia. Os resultados confirmaram que começar a fumar maconha pode sim aumentar o risco de esquizofrenia, mas, em especial, uma pessoa  que carrega genes associados à doença são mais propensas a se tornarem usuárias da droga e a fazer isso de forma abusiva.

via Estudo genético confirma associação da maconha com esquizofrenia | VEJA.com

Embora o tema sugira posições antagônicas, a percepção do problema não é tão clara ou preto no branco quando se trata de legalizar. Legalizar sim, diriam os liberais, mas se levarmos em conta que liberdade sempre deve vir acompanhada de responsabilidade individual se pergunta liberar a partir de qual idade? Em que condições? Para qualquer um, até mesmo quem for, cientificamente comprovado de que sofrerá danos pelo sua utilização, como no caso de um portador de deficiência ou transtorno mental? E, embora estejamos comentando a partir de uma matéria que trata, especificamente, da maconha não podemos nos esquecer que há drogas de efeito mais danoso e outros sem protocolo conhecido para recuperação. Como fazer? Libere-se tudo ou com algum tipo de regulamentação?

Uma coisa é certa, independente de que seja senso comum entre os liberais, a opinião de que deve se liberar, também deveria ser a de que alguém tem que se responsabilizar por qualquer consequência indevida.

RL