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Após uma festa de Natal, a praia de Coogee na Austrália ficou tomada por montanhas de lixo.

Após ler esta matéria Australia’s Coogee beach bans alcohol after Christmas party – BBC News, alguns de nossos seguidores ficarão, evidentemente, confusos. “Como pode um país conhecido por suas excelentes posições em rankings de Liberdade Econômica – como o ILE – adotar uma posição socialmente tão retrógrada, como proibir o consumo de álcool nas praias, ainda mais em pleno verão?! Eu já vejo a realidade como o melhor teste para nossas visões de mundo ou filosofias normativas. A Praia de Coogee ficou plena de lixo, para ser mais preciso 15ton após a noite de Natal e o verão na região vai de dezembro a janeiro, logo… Algo tinha que ser feito e a Câmara Municipal proibiu o uso de álcool que, evidentemente, está relacionado à degradação do espaço público chamado praia. 

Vejamos, se formos tratar de um espaço privado, as regras são claras, claríssimas na verdade, basta que obedeçamos às normas do estabelecimento em questão, mas em se tratando de um espaço público (e como sabemos muitos liberais ignoram a temática), é muito mais difícil atingirmos um consenso mínimo do que deva ser adotado pela coletividade. Mesmo porque qualquer conjunto maior que um haverá possibilidade de opiniões divergentes e aí, os liberais prezam mais por sua autonomia. Mas e quando a decisão individual afeta a liberdade alheia como no exemplo em questão, uma grande festa natalina leva a um acúmulo de detritos que afeta duramente a qualidade de vida de outros cidadãos que não quiseram participar do evento e não se sentem responsáveis por tamanha deterioração estética e, fundamentalmente, sanitária?

Um problema corriqueiro como este deveria ser de fácil resolução, mas por incrível que pareça é um dos mais difíceis. Se não quisermos cair na solução rápida e fácil do autoritarismo temos que prezar o conceito de Estado Mínimo e este também subentende a adoção de normas e regramentos para quem não sabe agir e se responsabilizar por conta própria.

RL