Thomas Sowell, este fantástico economista e analista disse certa vez que “a primeira regra da economia é que os recursos são escassos e que a primeira regra da política é ignorar a primeira regra da economia”. Bem… Esta visão, aparentemente pessimista, para realidades como a brasileira é a mais pura verdade. Agora que o país inteiro passa por uma crise derivada da corrupção política, irresponsabilidade fiscal e inchaço da máquina pública, o que nossos deputados deveriam fazer? Apoiar medidas que levem à racionalização do setor público, apoiar privatizações, congelar salários, cujos aumentos não cabem mais no orçamento etc. Mas, graças ao que temos de pior na política latino-americana, o Presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) acha que pode ignorar a orientação do Ministério da Fazenda com bordões ridículos de que votarão no que “é o melhor para o Brasil”. Que visão de Brasil tem este senhor? De seu séquito de apaniguados? Da prática fisiológica e lógica clientelista? É por estas e outras que ideologia e programa partidário nada diz ou diz muito pouco no Brasil… Quem quer que tenha acreditado de que o DEM era um “partido de direita” entendendo isto como afeito ao liberalismo econômico e redução do estado caiu em um conto para virgens. E o Brasil não é para amadores.

Confiram a matéria de Josias de Souza aqui:

A lição da falência do setor público deveria ser a de que todas as premissas usadas pelos políticos brasileiros para gastar o dinheiro alheio precisam, no mínimo, pegar um pouco de ar. Para que a breca servisse mesmo de lição seria preciso que os parlamentares se convencessem de que a sua irresponsabilidade, pior do que um crime, é um erro. Que precisa ser entendido e corrigido. Algo que talvez só vá acontecer no dia que faltar dinheiro para os contracheques do Congresso. (…)

via Câmara não aprendeu nada com a ruína fiscal – Política – Política

RL